Capítulo 119

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Terror ☠️

Terror: Então é isso? — a voz saiu baixa, perigosa. — Tu invade meu morro, jura me matar… e agora descobre que eu sou teu filho.

Augusto deu um meio sorriso torto.

Augusto: Filho é quem eu crio. Você é só… um erro antigo.

Val: Não fala assim com ele! - Eu ri. Um riso seco, sem humor nenhum.

Terror: Deixa, mãe. — Eu me  aproximei do delegado, ficando a poucos centímetros. — Eu quero ouvir da tua boca.- Augusto ergueu o queixo.

Augusto: Pergunta logo, bandido.

Terror: Por que tu me abandonou? Por que tu virou as costas pra mim antes mesmo de eu nascer? — a voz começou a falhar, mas eu segurei. — Por que deixou minha mãe sozinha passando fome enquanto tu subia na vida? - Augusto respirou fundo… e riu.

Augusto: Porque eu não ia jogar minha carreira no lixo por causa de uma mulher de morro e um filho indesejado.

Val: Eu te amei, Augusto… — ela sussurrou. — Eu nunca pedi luxo, só respeito. E você também dizia que me amava, fazia planos comigo.

Augusto: Amor? — ele debochou. — Você era um caso mal resolvido. Uma noite que deu errado. Tu era só mais uma puta que eu passava a rola.- Fechei o punho e dei com tudo na boca dele vendo o sangue espirrar.

Augusto: Cuidado com o que tu fala dela.

Augusto: Ou o quê? — Augusto se aproximou mais. — Vai mandar me matar? Olha em volta, Terror. Você é isso aqui. Barraco, arma, morte. Eu escolhi ser alguém.

Terror: Às minhas custas, né? Eu virei o que virei porque nunca tive escolha! - Augusto deu de ombros.

Augusto: Todo mundo escolhe. Você escolheu o crime. Eu escolhi não assumir um filho que ia me atrasar.

Val: Eu escondi a verdade pra te proteger… — ela disse, olhando pra mim. — Pra você não crescer odiando ele.

Terror: E cresci odiando o mundo inteiro, mãe. - Augusto soltou uma risada curta.

Augusto: Tá vendo? Fiz certo. Olha o homem que você criou.-  avancei de repente, encostando a arma no peito dele.

Terror: Fala de mim de novo. Fala porra. - Augusto não piscou.

Augusto: Se quiser atirar, atira. Vai provar que não passa de um assassino… igualzinho ao que eu sempre imaginei.

Terror: Tu nunca foi pai. Nunca foi homem. Tu é só um covarde de farda. - Disse batendo a arma no peito dele. Augusto inclinou a cabeça.

Augusto: E você é só o resultado da pior decisão da minha vida.

Val: CHEGA! - Gritou. - Você pode humilhar, desprezar, negar… — disse, encarando Augusto — mas ele é teu sangue. E isso tu nunca vai apagar.

Augusto pegou o capacete, pronto pra sair.

Augusto: Sangue não significa nada. -  Ele olhou uma última vez pra Terror. - Se cruzar meu caminho de novo, eu não vou hesitar.

Antes de sair, soltou a última facada:
Filho ou não… bandido bom é bandido morto.

Olhei pra arma na minha mão e em seguida pra ele que estava prestes a sair, destravei a arma e dei apenas um tiro na cabeça dele, ouvir o grito da minha coroa, o sangue espirrou em mim e ele caiu no chão.

Terror: Verme bom é verme morto! - repeti a frase ele e sair. - Leva nossa coroa pra casa. - Falei a o Capitão e subir de moto pro alto do morro.

Doutora Dos Vielas Onde histórias criam vida. Descubra agora