3 dias se passaram desde aquele episódio da garagem e depois de muita discursão o Kevin mandou o dinheiro através do Capitão, mas foda-se só o dinheiro importava mesmo!
Os vizinhos que já não iam com a minha cara ainda estavam comentando, alguns inventando história, fazendo fofoca e tudo mais, mas eu estava nem aí até pq ninguém me dá porra nenhuma e nunca pagaram as minhas contas.
Como eu vivia mas no escritório do que em casa, não estava nem aí pra nada!
As duas atentadas da Simaria e da Dayane aperrearam tanto o meu juízo que eu acabei aceitando ir pra o baile no Vidigal, até pq não estava morta e também era filha de Deus precisava me divertir e tirar da mente essas perturbações diárias.
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@dra.deolanebezerra: Recomece quantas vezes forem necessário! 🤍 (...)
Chamamos um Uber e fomos direto pra o Vidigal, não tínhamos condições de ir dirigindo, três mulheres solteiras e loucas, hoje a cachaça estava garantida com sucesso!
Sophia: Boa noite meninas, tava esperando vocês chegarem a gente quer vocês lá em cima ó, no camarote com a gente. - A primeira dama do Vidigal chegou recebendo a gente com a maior honra.
Sophia era um amor de pessoa, super simpática, nem parecia ter vindo de família tão rica e influente aqui no Rio de Janeiro, a simplicidade dela era tudo!
A gente subiu no camarote e sinceramente era outro nível até as bebidas e tudo, só tinha gente simpática bem diferente das minas que a gente viu lá em baixo que já olhava com cara de nojo sem nem conhecer.
Não dá pra entender essa rivalidade feminina.
Sophia: A vida de mãe de primeira viagem não é nada fácil, sinceramente Daniel está me deixando morta! - Comentou enquanto tomava um drink.
Dayane: Ainda bem que minhas filhas estão todas grandes e já caminham com as propinas pernas.
Sophia: Não vejo a hora viu!
Deolane: Comemora muito não, tá? Porque os meus estão dando mas trabalhos depois de grandes do que quando eram crianças, ser mãe de adolescente não é fácil.
Simaria: Resumo: a vida de mãe não é fácil em nenhum momento!
Sophia: Obrigada meninas, Daniel é o primeiro e o último filho! - Fez cara de apavorada.
Continuamos conversando na mesa ate que as meninas se levantaram pra dançar e eu continuei na minha só tomando minha cervejinha e cantando as músicas batidão que tava tocando.
- Posso sentar aqui com você? - Um rapaz loirinho tatuado perguntou e eu concordei. - Tava vendendo lá em baixo mas acabou meu turno, tava precisando mesmo sentar pra descansar antes de ir pra casa.
Deolane: Vai curtir o baile não? - Ele negou.
- Gosto muito não pô, prefiro tá sossegado na minha mesmo! Mas aí nem me apresentei, Alemão e você é a famosa doutora Deolane né?
Deolane: Sim, mas não entendi o famosa?
Alemão: Advogada dos manos aí da quebrada e já comentaram que é das boas, parabéns pelo trabalho!
Deolane: Valeu, mas é um trabalho em equipe, eu e minhas irmãs, mas modéstia à parte somos brabas mesmo! - Ri.
Alemão: Deve ser massa ter uma profissão, ser respeitado aonde chega, foda mesmo! Pena que não tive a mesma oportunidade.
Deolane: Você é novo e mesmo que não fosse nunca é tarde pra tentar e correr atrás dos seus sonhos, também vim de favela e sei que o preconceito que a gente enfrenta é grande! Mas nunca deixe ninguém lhe humilhar ou te apontar o dedo por você ser de onde você é, acredite e tenha fé que você consegue.
Alemão: Pô valeu aí, além de boa profissional é uma mina daora, obrigado mesmo tava precisando demais ouvir isso.
Cara eu percebi de longe que o menino estava mal e pedi pra da um abraço nele e ainda falei algumas palavras de estímulo e conforto, sem maldade nenhuma!
Simaria: Deo, eu posso falar com você? - Falou assim que me separei do abraço e eu assenti indo pra perto dela. - O capitão me mandou uma mensagem a uns 40 minutos avisando que o Terror estava vindo pra cá, mas eu só vi agora.
Assim que ela terminou de falar me deparei com ele na nossa frente olhando com a maior cara de ódio pro Alemão que estava sem entender nada.