Terror ☠️
Dias se passaram e a Deolane tinha inventado um jantar com a família (só os mais proximos) e ela insistia a presença da minha coroa.
Era como se ela fosse a convidada de honra, todos podiam faltar, menos ela.
E eu não fazia ideia do que ela estava aprontando.
Eu e a Milena estávamos fazendo o possível e o impossível pra convencer a dona Val de ir ao jantar, mas estava difícil.
Terror: Só queria saber porque a Deolane inventou esse jantar do nada. - Comentei com o Capitão enquanto nos torrava um do verdinho na laje da boca de fumo principal.
Capitão: Se tu não sabe imagine eu menor, mas não importa o que seja o que importa é que a comida da Deolane é uma delícia e eu nem almocei só esperando essa janta.
Terror: Ela tá lá empolgadona fazendo uma pá de comida.
Capitão: Vai ter sobremesa? - Soltou fumaça.
Terror: Eu preocupado no que pode ser o motivo do jantar e tu perguntando de sobremesa, puta que pariu.
O bagulho no pe dele começou a apitar sem parar, um barulho infernal.
Capitão: Meu Wi-Fi precisa carregar hein. - Comecei a rir.
Terror: Bora, vou descer também resolver os bagulho lá em baixo.
Apagamos o cigarros e descemos da laje, ele entrou na boca principal pra botar a tornozeleira pra carregar e eu fiquei monitorando os moleques do movimento afinal hoje era dia de baile.
Tava chegando umas paradas no meu ouvido que eu não estava gostando nada de saber, Sabiá tava amostrado demais, querendo botar uma moral que ele não tinha, tô só juntando pra pegar de uma vez, por isso não presta da asa a cobra!
Fiz o que tinha que ser feito por ali junto com o Capitão e depois fui pra casa e pra falar a verdade eu tava nervoso que só a porra com esse jantar, nunca fiquei assim pra nada, troco tiro com polícia, bandido, a porra toda e nunca tive medo, mas hoje eu tava sentindo que o clima ia ser tenso!
Geral tava ali se preparando pro tal jantar, eu de um lado, os dois meninos de outro, Deolane ajudava a Soraya, Sophia e Valentina a se ajeitar e logo em seguida foi se arrumar junto com o Arthur.
Deolane saiu do quarto arrumada, salto batendo no chão, vestido justo, cabelo impecável.
Kevin: Tá feliz assim por qu? - Perguntei encostado na porta da cozinha, desconfiado. - Nunca te vi fazer jantar assim do nada. - Deolane sorriu de canto, aquele sorriso que não entregava nada.
Deolane: Não posso mais agradar a família agora? - Dei os ombros e continuei ali em pe pensando no que ela estava aprontando
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A campainha tocou. Um por um, foram chegando. Milena, Tralha, Capitão, Simaria, Davizinho, tio Marcos e por último, minha coroa.
Entrou devagar, olhar desconfiado, bolsa apertada contra o peito e com a expressão de raiva de sempre.
O pessoal já era íntimo e já se sentia em casa, todos animados conversando e eu só no castelo de saber o motivo daquela reunião familiar.
Deolane chamou todos a mesa, mandou sentar e se servir até a coroa falar, já que ela era a única que estava calada desde que chegou.
Val: Qual o motivo desse jantar? - Olhou fixo pra Deolane.
Deolane: Logo logo todo mundo vai saber, vamos jantar logo? Se não a comida esfria.
Capitão: Tô contigo cunhada, mó larica nem almocei esperando esse jantar. - Puxou uma cadeira sentando em seguida fazendo geral ali rir, menos minha coroa que continuava de cara fechada.
Só o Capitão pra quebrar esse clima tenso que a Deolane tava fazendo.
A gente sentou, se serviu, todos calados e quando falava era pra comentar alguma coisa do dia dia e até que todos terminaram e olharam pra Deolane esperando uma resposta.
Arthur brincava no chão, alheio a tudo. Sem entender nada do que estava acontecendo e sem se importar com nada.
Deolane: Bom, todo mundo deve tá se perguntando o motivo do jantar. - Se levantou.
- Chamei vocês aqui sem explicar o motivo porque eu cansei - a voz dela saiu firme, mas carregada. - Cansei de cochicho, de dúvida, de olhares tortos pro meu filho, de piadinhas e entre outras coisas que vem acontecendo desde que apresentei o Arthur pra família como filho do Kevin. - O clima era de tensão total, todo mundo estava calado só ouvindo ela falar.
Val: Se não deve, não teme. Não precisa fazer esse circo só pra dizer que está com raiva porque eu não aceito seu filho.
Deolane caminhou até a bolsa em cima do sofá. Tirou um envelope pardo, grosso. Voltou pra mesa e colocou bem no centro, empurrando em direção à minha coroa.
Deolane: Então abre.
Terror: Deolane... que isso? - Ela olhou pra mim.
Deolane: É a verdade, Kevin. Aquela que eu resolvi buscar sozinha. - Disse com lágrimas nos olhos e olhou novamente pra minha coroa. - Vamos dona Val, abre o envelope... Ele é todo seu! - Falou firme.
Ela pegou o envelope com a mão trêmula. Abriu. Os olhos passaram pelas linhas, palavra por palavra. O rosto foi perdendo a cor. O silêncio virou um peso insuportável. E ali eu até conseguia ouvir o som do meu coração batendo forte.
Deolane: Noventa e nove vírgula nove por cento - Deolane completou. - Arthur é filho do Kevin. Filho legítimo. Filho do teu filho, Dona Val.
A mulher engoliu seco. Os lábios tremeram. E ela olhou pra o Arthur que ainda brincava no chão.
Val: Eu... eu só queria ter certeza...
Terror: Como foi que você fez esse exame de DNA sem que eu soubesse de nada? - Perguntei olhando pra ela.
Deolane: Peguei o Swab bucal dos dois e levei ate o laboratório. Pedi um exame de urgencia e ta ai o resultado.
Deolane: Nunca precisei provar nada pra ninguém. Fiz isso por ele - apontou pro filho. - Pra que ele cresça sem ouvir que é dúvida, que é erro, que é vergonha.
A coroa abaixou a cabeça. Pela primeira vez, não tinha resposta.
Deolane: O jantar era isso - Deolane concluiu. - Uma mesa cheia pra todo mundo ouvir a verdade junto. Pra nunca mais ninguém ousar questionar quem é meu filho.
Terror: Eu nunca tive dúvidas que ele era meu filho, sempre soube a verdade. Não precisava desse exame de DNA.
Milena: Ninguém aqui duvidava disso, Deolane. Tentei varias e varias vezes tentar tirar isso da cabeça da minha mãe, mas sempre tive certeza que o Arthur era meu sobrinho legítimo.
O clima ainda era de tensão e silêncio absoluto, minha coroa olhava pro chão como se tivesse pensando em inúmeras coisas, mas ainda calada e com o exame nas mãos.
Deolane estava tensa com a situação mas ao mesmo tempo aliviada pois agora tinha a prova que ela tanto precisava pra minha mãe parar de persegui ela e o Arthur.
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Doutora Dos Vielas
FanfictionFato claro, quero você de perto porque de longe eu enxergo o meu fim. As vezes que eu fiquei com medo foi você que tirou ele de mim. Kevin e Deolane 💕
