Capítulo 118

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Terror ☠️

Acordei escutando aquele velho e bom som de tiros logo cedo, a Penha estava sendo invadida pelos verme, que prometeram tomar o morro a todo custo e levar minha cabeça numa bandeja, bora ver ne?

Deolane já tinha levado as crianças pra uma parte da casa onde elas não conseguiam escutar o barulho, pra assim tentar evitar mais traumas.

Ela também estava nervosa e com medo mas tentei acalmar e tranquilizar antes de sair, pois eu já estava acostumado, essa era minha vida.

Pedi pra ela orar por mim e pelos moleques, dei um beijo e sair.

Fiz minha oração e desci atirando matando o tanto de verme possível, eu morro atirando como homem mas não deixo minha quebrada ser tomada pelo estado.

Raidinho on 📻

Capitão: Quem tá na linha de frente da invasão é o delegado novo, Augusto Ferraz.

Terror: É ele mesmo que eu quero, matem quem vocês ver pela frente mas deixem o delegado vivo!

Raidinho off 📻

Já tinha passado horas e eles não desistiam, chegou reforço do lado deles e também do nosso, mortes e mais mortes do lado deles e eles não se davam por derrotados.

Os policia queria recuar pois estavam percebendo o estrago que a gente estava fazendo.

Mas a ordem superior era do delegado e ele tava determinado em acabar com tudo.

Sair pelos becos correndo com o rosto coberto pela camisa e me deparei com um dos nossos mortos, porra mano o moleque era sangue bom e a esposa estava grávida, só tristeza menor!

- Te peguei, Terror da Penha! - Ouvir a voz de vitoria atrás de mim e virei vendo o tão famoso delegado Augusto Ferraz que me jurou a todo custo.

Terror: Não se de por vencido, ainda tô vivo e bem na tua frente!

Augusto: Meu maior prazer vai ser te ver morrer pelas minhas mãos. - Riu e eu continuei na minha postura.

Um dos vermes me surpreendeu pelas costas e me deixou desarmado, nessa hora era três fuzil apontando pro meu rosto, o do delegado e dos dois vermes do lado dele!

Coração batia forte, respiração eu já não tinha mas continuava com olhar firme, abaixar a cabeça nunca seria uma opção.

Augusto: Acabou, Terror! - Deu um sorriso vitorioso.

-

PARA! PARA COM ISSO! - A voz rasgou o tiroteio. Todos congelaram.

No meio da rua, de chinelo gasto e vestido simples, estava minha coroa. Chorando muito e sem nenhum pingo de medo.

Terror: Mãe, entra pra dentro! - gritei desesperado, tentando me soltar dos vermes mas sem resultado. - Tu vai morrer!

Ela deu dois passos à frente. Um policial tentou puxá-la, mas ela se soltou.

Val: Ninguém atira! - Gritou. -  Se você matar ele vai se arrepender e carregar essa culpa pelo resto da sua vida. - Falou olhando pro Augusto que franziu a testa.

Augusto: Tirem essa louca daqui. - Minha coroa olhou direto nos olhos dele e ele paralisou na hora, parecia ta vendo algum fantasma e eu estava sem entender nada.

Val: Louca, não — ela respondeu, com a voz embargada. - Mãe.

Augusto: Mãe de bandido não me comove. - Ela respirou fundo. As mãos tremiam, mas a voz saiu clara.

Val: Augusto Ferraz… - disse, chamando-o pelo nome completo. — Você lembra de mim? Eu te conheci quando você ainda não era delegado. Quando dizia que ia mudar o mundo… e fugiu quando soube que eu tava grávida.

Eu tava sem entender nada, ou pelo menos não queria entender aquilo.

Terror: Mãe… que papo é esse?- ela virou pra mim com as  lágrimas escorrendo e depois voltou a olhar pro Augusto.

Val: Esse é o filho que você rejeitou ainda no meu ventre. - Meu mundo desabou ali parecia que naquele momento tudo perdesse o sentido.

Augusto: Isso é mentira.

Val: Mentira é o que você contou pra si mesmo por anos! — ela gritou. — Você pediu pra eu tirar, lembra? Disse que um filho ia acabar com tua carreira!

Terror: Tu tá dizendo… que eu sou filho desse verme? - Os olhos de nós dois se cruzaram. Iguais. A mesma raiva.

Augusto baixou a arma. Pela primeira vez, o homem que jurou me matar… não conseguia apertar o gatilho.

Val: Se você atirar nele,vai matar o próprio sangue.

Nesse momento escutei os tiros que derrubaram os dois vermes do lado do Augusto no chão já sem vida e eu dei uma cotovelada no que estava me segurando pegando assim a minha arma e atirando três vezes contra a cabeça dele.

Capitão e 2k desarmaram o Augusto e levaram pra salinha de tortura como mandei, a coroa foi atrás e eu iria logo em seguida depois de deixar um recado pra os vermes que sobraram.

Falei no raidinho em auto e bom som e a favela em peso ouviu: Eai borra calças, se quiserem salvar suas vidas a chance é agora. O delegado caiu!

Doutora Dos Vielas Histórias para pegar e não largar. Descubra agora