Capítulo 17

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Maratona 3/4

Terror ☠️

Uma semana que cai aqui dentro e se o cara tiver a cabeça fraca se mata e não e nem zoeira, o bagulho aqui dentro é mil vezes mais louco do que dizem por aí.

Eu brincava demais e sempre fiz de tudo pra debochar com a cara dos bota, me achava o super-homem, achava que nunca iria cair e que ninguém podia comigo mas a verdade é que tudo isso era ilusão da minha cabeça, como a maioria das coisas que eu vivo.

Eu cai e cair feio, porque o inferno que eles estão fazendo na minha vida não é pouco não!

Tô aguentando porque não vou abaixar a cabeça pra polícia nunca, e também porque sei que a minha família me ama e tá lá fora me esperando, principalmente a minha filha que sempre vai precisar muito de mim.

- Levanta aí Terror. - Ouvir a voz do pau no cu me chamando.

Terror: Qual foi cara, tu não cansa não? Me deixa em paz um pouquinho. - Disse sem olhar pra ele.

- Tua advogada tá aí querendo falar contigo, vai deixar a mulher esperando?

Eu esperando que o Capitão me tirasse daqui em uma fuga e ele me aparece com uma advogada? Vai tomar no cu menor.

Me levantei calado e só seguir o filho da puta até a salinha. Me deparei com uma mulher loira de cabeça baixa me esperando, quando ela levantou a cabeça eu não acreditei, era a Deolane.

Terror: Tu aqui loirão, nunca ia imaginar.

Deolane: O policial não explicou que eu estou aqui como sua advogada?

Terror: Ele falou pô.

Deolane: O Capitão procurou o meu escritório de advocacia, quem vinha era a Dayane mas aconteceu uns imprevistos e ela não pode vim.

Terror: O cara dele tá doido porque sabe que eu não vou aguentar ficar aqui dentro por muito tempo e com a quantidade dos meus crimes eu só saio daqui com quase cem anos ou mais.

Deolane: A sua irmã pediu pra que ele contratasse um advogado pra investigar se todas as acusações que diziam ter contra você tinham provas e como ela imaginava, não tinham provas. Se fosse pelo inteligente do seu braço direito eles tinham armado uma fuga e você ia se foder mais ainda, porque a quantidade de policial que ia ter na sua transferência pra o outro presídio não ia ser pouca.

Terror: O pai aqui é importante. - Ela olhou pra mim com cara de nojo.

Deolane: Mas enfim, conseguir sua liberdade.

Terror: Tá tirando com a minha cara né?

Deolane: Tô com cara de quem tá brincando?

Terror: Eu hein, loira sem humor. Posso ir embora daqui já?

Deolane: É só você assinar uns papéis e já tá liberado. Já avisei ao Capitão e ele tá mandando alguém lhe buscar. - Disse se levantando e indo até o lugar da saída.

Terror: Qual foi, pô? - Peguei no braço dela fazendo ela olhar pra trás. - Tá me tratando como desconhecido porque?

Deolane: Terror eu tô aqui como profissional e não gosto de tá misturando vida pessoal ou com profissional, entende?

Terror: Mas precisa de tudo isso?

Deolane: Sim, até porque a gente nem amigo é.

Terror: É porque eu só servir quando foi pra ajudar com o filhinho problema. - Disse saindo na frente dela e indo até o delegado.

Assinei os papais vendo ela me olhar no canto da sala e sair logo em seguida pra esperar a pessoa que o Capitão mandou me buscar.

Deolane: Kevin. - Veio correndo até mim. - Desculpa pela meu jeito lá dentro é que eu realmente não gosto de misturar as coisas e também tô passando por uns problemas, acabei descontando em você.

Terror: Eu também tô cheio de problemas e nem por isso saio descontando em quem não tem nada haver. - Avistei o moleque do morro me esperando na moto. - O Capitão já acertou tudo do pagamento? - Ela assentiu. - Então valeu aí pela sua eficiência, doutora! - Disse dando as costas e indo até a moto.

Doutora Dos Vielas Onde histórias criam vida. Descubra agora