Prólogo:
No centro do universo, onde as estrelas tecem seu brilho e os planetas dançam em órbita, existe um lugar misterioso conhecido apenas como o Domínio do Maioral, na verdade, este lugar pode ser considerado o Céu. Este é o reino onde os destin...
As partículas de luz branca — restos de George Mélies, restos de Océane Bouglex, restos de todos os personagens que ele nunca pôde interpretar — flutuaram em direção ao céu do paraíso
Gilgamesh não olhou para trás.
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Ele caminhou em direção à saída com passos firmes, a Ea agora apoiada em seu ombro como se fosse um guarda-chuva qualquer, sangue ainda escorria de seu ombro direito — o ferimento que Ea mesma havia causado — mas ele não parecia sentir.
Monalisa foi a primeira a falar. — ...Ele não precisava matar daquele jeito. — A voz dela saiu baixa, quase um sussurro. — Podia ter deixado ele ir.
— Não. — Homero respondeu, ainda com a bengala apoiada no queixo. — Não podia, George não iria, ele nunca iria, a única coisa pior do que perder para Gilgamesh era desistir de tentar.
Luci, ao lado, coçava a própria nuca. — Eu não entendi metade do que aconteceu ali. — Ele admitiu. — Teve uma hora que eu jurava que aquele Océane ia ganhar.
— Essa era a intenção. — Aníbal Barca se aproximou, com os braços cruzados. — George não queria vence, ele queria que alguém acreditasse que ele podia vencer, Océane foi a personificação desse desejo.
— E morreu por isso. — Hipólita completou.
Kannon, que até então estivera em silêncio, inclinou a cabeça. — Mas ele parecia tão real... O Océane. — Ela disse. — Eu quase consegui sentir o coração dele batendo.
— Porque era real. — A voz veio de trás.
Todos se viraram, Musashi Miyamoto estava apoiado em uma coluna, com os braços cruzados e o rosto sério. — George Mélies passou a vida inteira criando personagens. — Ele continuou. — Ele sabia o que fazia, quando ele criou Océane Bouglex, ele não estava escrevendo um papel... Ele estava acreditando em alguém. E acreditar... Ás vezes é mais poderoso do que qualquer espada.
Ben Carson ajustou os óculos. — Do ponto de vista médico, é impossível. — Ele disse. — Você não pode simplesmente criar um ser humano do nada.
— Não é um ser humano. — Homero corrigiu. — É uma ideia, não precisam de carne para sangrar.
Shiro Ishii, sentado em uma cadeira afastada, riu baixo. — Que lindo... — Ele murmurou, com a voz rouca. — Que lindo... Mas no final, o que restou? Partículas de luz e um velho morto no chão. É sempre assim. As ideias morrem, os corpos também. O que sobra? O medo? A inveja? O arrependimento?
Maomé, que estava agarrado nas pernas de Abadalé desde o início da luta, finalmente soltou. — Pai... — Ele sussurrou. — Eu quero lutar com esse cara.
Abadalé o abraçou. — Eu sei.
Gilgamesh já havia deixado a arena e estava nos corredores quando Damâsco I o alcançou, o papa estava ofegante, não por esforço físico, mas por ansiedade, ele nunca sabia o que dizer para o rei. — Magnífico, meu senhor. — Damâsco começou, com os dentes de ouro brilhando. — Simplesmente magnífico, aquele ilusionista não sabia com quem estava lidando.