Cap 6

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Por Leo...

Ele ficou nos olhando fixamente, a espera de uma resposta.

Arthur: Não, Cara. — disse irônico.

Davi: Leo, eu poderia conversar com você? - perguntou ignorando o Arthur.

Leo: Claro. - eu não queria que o Arthur soubesse da briga. - eu já volto, se a Tai chegar fala que já venho - falei olhando para o Arthur e dei um selinho nele. Seguir com o Davi ate uma pracinha próxima à faculdade, sentamos em um banco e fiquei esperando ele fala e nada. Então, decidir quebrar o silêncio.

Leo: Você me chamou aqui, para ficar calado? Tenho coisas mais importantes para fazer. - Falei serio falei me levantando.

Davi: Nossa, também não precisa me trata assim - falou cabisbaixo.

Leo: Você me bate e quer ser tratado bem, pelo amor Deus. Fala o que você quer comigo? - falei nervoso.

Davi: Eu queria te pedir perdão por aquele dia, eu não deveria ter feito aquilo com você, mas fiquei com medo da minha mãe descobrir que sou gay, quando eu quase beijei você, porque tudo que eu tinha programado para contar, não valia mais nada, fiquei com raiva, acabei perdendo o controle. - falou me olhando.

Leo: Hum! Era só isso - ele assentiu com a cabeça, ele realmente parecia arrependido. - tudo bem então, tchau! - Disse levantando-me, ele segurou no meu braço

Davi: Sei o que fiz não tem perdão, mas, por favor, estou te pedindo, eu não vou ter paz, se você não me perdoar - ele estava quase chorando. Nossa quanto drama - se você quiser eu até me ajoelho - ele estava de joelhos aos meus pés e segurou minha mão, quem olhasse aquela cena pensaria que ele estava me pedindo em namoro - Por favor, me perdoar.

Leo: Porque meu perdão é tão importante assim para você? - aquela cena toda estava muito estranha.

Davi: Eu já errei muito na minha vida e me arrependo, e muito, dos meus erros e não tive a oportunidade de pedi desculpa ou tentar consertar, eu não quero viver com a culpa de ter batido em uma pessoa que me ajudou muito, mesmo sem me conhecer. Aceita minhas desculpas? - Ele falou cabisbaixo.

Leo: Estou de boa, eu aceito - sorri para ele, que me abraçou. Quando olho em direção à faculdade está o Arthur olhando para mim fixamente com os olhos marejados e sai dali correndo.

Leo: Porra - disse nervoso.

Davi: Melhor você ir atrás dele - falou serio.

Leo: Tchau! Davi - caminhei mais rápido possível em direção à faculdade e vi a Taí.

Leo: onde está o Arthur? - Falou nervoso

Taí: Foi para o estacionamento - olha me olhou nervosa - o que você fez? Ele passou aqui correndo e chorando.

Leo: depois de te conto, já volto - corri para o estacionamento.

Vejo o carro dele, me aproximo e ele está socando o volante, fui até a janela do motorista, que estava aberta.

Leo: se continuar, vai acabar se machucando. - Segurei seu braço, mas ele se solto com grosseria, mas não me importei.

Arthur: Vai embora cara - falou ríspido, olhando para o nada.

Leo: Tem certeza que quer isso? - perguntei com medo da resposta, mas ele não respondeu, então dei a volta e sentei no banco do carona.

Arthur: O que você quer aqui? - Disse ainda não me olhando.

Leo: Olha nos meus olhos, que eu te respondo - ele levantou a cabeça lentamente eles se encontrarem. Deu uma pena aqueles olhos azuis todo vermelhinho e molhado. Ele estava tão fofinho.

Leo: Sabe o que quero aqui? Você - falei limpando seu rosto - como posso viver sem os ciúmes do Rei mais lindo da faculdade? - sorri para ele, mas ele continuou sério.

Arthur: Se você quer ficar com ele, pode ficar, vou sair da sua vida - ele falou com voz de choro.

Leo: Para de fala isso, quero ficar com você, droga - olhei para frente, irritado abaixo a cabeça sobre o volante.

Arthur: Ôh, meu Deus! Porque quando toda vez que me apaixono a pessoa me deixa? - falou baixo, quase sussurrando e limpando o rosto de lágrimas.

Leo: Primeiro eu não estou te deixando, você que está me mandando embora e segundo... - falei alto e ele me interrompeu.

Arthur: Como nos vamos ficar junto se você está com ele agora? - falou sério, fiquei olhando para ele, eu ódio que me interrompem.

Leo: EU NÃO ESTOU COM ELE, MERDA - Ele conseguiu me irritar - AGORA VOCÊ É IDIOTA O SUFICIENTE PARA NÃO PERCEBER QUE ESTOU ME APAIXONANDO POR VOCÊ - gritei, ele me olhou assustado. Abaixei meu tom de voz - Quer saber, se não quer acreditar não posso fazer nada, tchau! - Abri a porta do carro e sair e ele ficou lá, com a cara de taxo. Fui para casa e a arrumei toda para distrair a mente.

Meu celular tocou o resto do dia, desde quando sair da faculdade com a Taí, todas as ligações e mensagens do Arthur, mas eu não atendi, nem li nenhuma e vou dormir com raiva do Arthur.


Continua...

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O Vizinho - Triangulo Entre Bermudas (Romance Gay) - *EM REVISÃO.*Histórias para pegar e não largar. Descubra agora