T2 - Cap 28

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Por Leo...

1 mês depois

O Arthur não acordava. Nem eu nem o Davi saíamos de perto dele. Davi só saia pra ir trabalhar. Como em cada quarto tem um sofá cama, passamos mais tempo no hospital do que em casa. A mãe do Arthur, a minha, e a do Davi, estava todos os dias no hospital. Alguns amigos nossas foram vê-lo.

A Tai e o Gabe me liga todos os dias pra saber o estado dele. Eu estava trabalhando muito meu plantão era 24h por dia. Mas era como uma distração, eu amo o Davi mas sexo, sem o Arthur, não bom faltava o meu Príncipe.

Davi: Amor? Quando ele vai acordar? - pergunta quando estou analisando a prontuário e os aparelhos.

Leo: Eu não sei - até que o Davi começa a sentir dor de cabeça Vou buscar medicamento pra ele quando chego à porta. Está o Davi sentado na cadeira segurando a mão do Arthur.

Davi: Como você se atreve a fazer isso com a gente? - fala com voz de choro - eu não sei mais viver sem você. Sinto muito a sua falta. Volta pra mim, pra o Leo, acorda vem fazer bolo pra a gente - Ele sorri enxugando as lágrimas - eu tenho medo de te perder de vez.

Leo: Deus é mais menino. Ele vai a acordar. - falo entrando no quarto, ele limpa rapidamente o rosto.

Dias foi passando, o Davi esta em casa foi pega roupas para a gente. Eu e a enfermeira, estamos olhando seus aparelhos até que ela troca de soro. A pressão do Arthur começa a cair e cair, seu coração a parar, aplico-lhe em sua veia uma dose de adrenalina e nada contínua a cair até que escuto só o pi...............

Eu enlouqueço pego o desfibrilador e dou uma carga em seu peito e nada, outra e nada de volta a bater, até que não aguento mais e caio de joelho chorando, o cardiologista toma a frente e tenta a reanimação ele não volta.

Cardiologista: eu sinto muito meu amigo - ele me abraça forte.

Leo: Saiam todos - grito - saiam agora - todos saem rapidamente do quarto e fecha a porta.

Eu fico ali de joelho ao lado do corpo do meu marido, eu não conseguia fazer nada ao não ser chorar e chorar. Até que o Davi chega da janela do quarto e me ver chorado, alguém fala algo com ele, ele corre pelo hospital chorando.

Leo: Por quê? - falo em meio aos soluços - o que eu fiz meu Deus? - me levantei - me perdoa, volta pra mim eu não vou saber viver sem você.

Fiquei ali sentado ao seu lado chorando, me acalmo, até que entra o legista e alguns enfermeiros.

Legista: Senhor - ele toca meu ombro - teremos que levar o corpo.

Leo: Eu já mandei todos saírem - falo irritado, eles não ia levar ele de mim, não agora.

Legista: Mas senhor... - eu a interrompo

Leo: Saia agora, ou estará todos demitidos - grito - e não voltem até eu mandar.

Eles saem do quarto em passos apressados, fico só Eu e meu Príncipe, eu o beijo, olho pra trás e vejo o Davi seus olhos estavam muito vermelhos e inchados. Fica ali parado me olhando. Eu me ajoelho ao lado do corpo do Arthur, levanto minha calça e deixo meu joelho nu naquele chão frio, seguro a mão do Meu Príncipe. Davi parece entende que eu ia fazer ele estava de bermuda se ajoelha próxima a janela e põe suas mãos em direção ao céu.

Contínua... 

O Vizinho - Triangulo Entre Bermudas (Romance Gay) - *EM REVISÃO.*Histórias para pegar e não largar. Descubra agora