A noite é uma criança

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Brian

Fazia tempo que eu não me divertia tanto. Anna mexeu comigo de um jeito diferente, eu me sentia confortável ao seu lado, conseguia ser eu mesmo. Era fácil agradá-la, era instintivo também. Ela me atraía de todas as formas. Eu perderia horas apenas olhando-a, como era linda! 

Eu a conheci há apenas 24 horas, parecia que a conhecia por anos. Nem com Julia, minha ex-namorada louca, consegui me entregar tanto e tão rápido. Mas com Anna era tudo descomplicado, tão natural, tão gostoso. Incrivelmente gostoso. Uma delícia de mulher, em todos os sentidos.

- Anna, você não vem? - a chamei. A água estava ótima e tê-la na banheira comigo seria melhor ainda.

Ela veio de vagar, parecia tímida, tirou a roupa lentamente enquanto me olhava. Parecia um show só pra mim. Tímida era o caralho! Essa mulher sabia exatamente o que fazia. E fazia muito bem. Ela entrou e sentou de costas pra mim, se encaixando entre minhas pernas. Reclinou o corpo pra trás e encostou a cabeça em meu peito. 

Eu sorri sem que ela pudesse ver, desci minha mão até sua barriga e comecei a acariciar seu braço, bem de vagar. Encaixei meu rosto em seu pescoço, sentindo seu perfume e ali fiquei uns bons minutos enquanto ela segurava minha mão e acariciava meu cabelo. Eu não queria sair dali, eu não queria deixá-la ir... 

- Bri? - adorava quando ela me chamava assim.

- Hm?

- Tudo bem?  - preocupada?

- Melhor impossível. - levantei meu rosto, deixando um beijo em seu pescoço.

- Obrigada pelo dia de hoje. Foi incrível! 

- Também achei. - respondi, mordendo de leve sua orelha. Você é incrível, pensei, mas não falei. Estava tudo muito estranho, principalmente quando eu pensava que não a veria novamente. - Quer fazer algo amanhã cedo, antes de... irmos trabalhar? - droga!

Ela se virou de frente pra mim, sorriu e me beijou:

- Qualquer coisa com você, baby! - isso soou sexy pra caramba. Filha da puta.

- Qualquer coisa por você, baby! - QUE? De onde diabos saiu isso? Eu falei isso em voz alta?

Ela me beijou, me desconcentrando totalmente, e sentou-se em meu colo, de frente pra mim. Meu cérebro era inútil naquela hora. A agarrei o mais forte que eu pude, como se ela fosse fugir a qualquer hora.

Beijei-a desesperadamente, eu poderia me perder naqueles beijos, naquele corpo. Desci minha mão por seu corpo, até chegar em sua bunda e apertei com força. Ela se mexeu um pouco pra cima e gemeu bem baixinho, puxando o cabelo na minha nuca e escorregando suas unhas  pelas minhas costas. Eu conseguia sentir os arranhões ardendo levemente conforme ela ia marcando minha pele, aquilo me dava mais tesão ainda. 

Apoiei minha testa na sua e pude ver seus olhos brilhando de desejo. Ela estava respirando com a boca entreaberta, uma mão agarrando meu cabelo e a outra nas minhas costas. Se esfregava em mim, lentamente, subindo, descendo, pra frente, pra trás, rebolava no meu colo e eu deslizava minhas mãos pelo seu corpo. Agarrava-a pela cintura, subia até os seios, passava pelas costas. Tentei penetrá-la, mas ela não deixou. Tentei beijá-la, nada! Se limitava a fazer um biquinho sexy e balançar a cabeça soltando um "hm - hm". Que mulher gostosa da porra.

-Está tentando me enlouquecer? - eu estava ofegante.

- Sempre. 

- Missão cumprida! 

- Ainda não... - ela disse, bem provocativa.

- Anna, por favor... - implorei. Aquilo era tortura. A mulher tava no meu colo, rebolando bem em cima do meu pau, com os seios grudados no meu corpo e não me deixava sequer beijá-la.

- Por favor, o que, Bri? - e pra piorar, ela fala da forma mais sexy possível bem baixinho no meu ouvido.

- Eu quero você. - quero te comer, porra!

Ela me beijou, se ajeitou e me enterrou dentro dela, bem devagar. Eu conseguia sentir cada centímetro meu entrando nela. E era extremamente bom. Provoquei todo seu corpo, devolvendo a tortura que ela havia feito há minutos atrás. Chupava seus seios e dava leves tapas em sua bunda, pra depois poder apertá-la com força. Deslizava minha mão por suas costas até seu cabelo, puxava-o e mordiscava seu pescoço, o bico do seus seios, beijava cada centímetro que eu conseguia.

- Anna, para! - falei, segurando-a. - Ou eu vou gozar...

Ela se limitou a me beijar mais intensamente, e não demorou muito pra que gozasse comigo. Ficamos na banheira por mais alguns minutos, ela parecia tão exausta quanto eu.

- Está com fome? - eu estava faminto.

- Muita.

- Eu havia feito uma reserva para nós, mas acho que estamos atrasados, pelo menos, 1h30.

- Que horas são? - Ela perguntou assustada.

- 22h. - ela arregalou os olhos. - Quer sair pra comer ou prefere pedir algo aqui no quarto?



Anna

Eu estava exausta e a ideia de ter que me arrumar pra sair era assustadora. O dia foi incrível, mas foi bem cansativo também.

- Estou exausta. Se não se importar, prefiro pedir algo.

- Por mim está ótimo. Estou exausto também!

Levantamos da banheira e esperamos o jantar chegar. Ficamos conversando por mais um bom tempo, o assunto fluia fácil com ele.

- Boa noite, Bri. - levantei e beijei-o.

- Onde você vai? 

- Pro meu quarto. - falei, como se fosse algo óbvio. E era.

[pov Brian]

Como assim pro seu quarto? 

- Ah, não vai não. Você fica aqui, comigo. - fui autoritário, eu sei, mas isso foi uma ordem.

Ela riu.

- Preciso revisar o material da reunião de amanhã, Bri.

- Ah, não precisa não... - ela sorriu, ia falar algo quando a impedi. - Tenho certeza que já leu e releu o que quer que seja o suficiente pra ter decorado. Agora, volta pra cama!

Ela riu de novo, se divertindo com a minha atitude. 

- É, já mesmo.

Ela estava linda vestindo minha camiseta. E eu estava louco por ela.

Merda!












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