Meu mundo foi a baixo. Eu não posso acreditar no que acabei de ouvir! Agatha não pode ter sido sequestrada, não pode!
— Você está brincando comigo, não é? – perguntei quase perdendo a voz. — É mentira, não é?
— Não, Samantha. – diz Miller com os olhos cheio de lágrimas. — É verdade, infelizmente.
— Sam se acalme. – tentou Emilly.
— ME ACALMAR COMO? – gritei em desespero. Odeio quando as pessoas me pedem calma em momentos onde a calma é inexistente.
— Senhorita, já acionamos a polícia. – diz o tal detetive.
— Eu estou pouco me ferrando para a polícia, que mais atrapalha do que ajuda! – digo andando de um lado para o outro. — Me diz como você se descuidou? – pergunto a Marie. — E vocês dois? Como podem ser tão tapados? – pergunto a Jack e Jonh. — Como uma menina de cinco anos é sequestrada dentro de uma casa como essa, repleta de empregados, babás e seguranças?
— Samantha se acalma! – diz Miller.
— COMO EU VOU ME ACALMAR? ME DIZ! PETER É A SUA FILHA! – gritei novamente perdendo a paciência.
— EU SEI! – gritou ele de volta. — Não vai adiantar ficar surtando. Temos que deixar a polícia tomar conta da situação.
— Deixar? Peter, a sua filha está por ai, nas mãos de sabe-se lá quem, passando sabe-se lá o que e não vamos agir? Vamos simplesmente sentar, tomar um chá e esperar aqueles bobocas tomarem conta da situação? Você pode até querer fazer isso, mas eu não!
— E o que vai fazer? Sair por ai batendo de porta em porta achando que alguém vai te dizer onde ela está? – perguntou ele com a voz controlada.
— Se for preciso sim, mas eu não vou ficar aqui sem fazer nada.
— Samantha, não vamos complicar as coisas ok? Deixe eu fazer do meu jeito, a filha é minha!
— Então tome uma atitude verdadeira de pai! Sentar e esperar não é o máximo que você pode fazer. – o encarei e subi correndo para o meu quarto. Fui até a janela e tentei ao menos respirar sem ter um peso em meu peito. Escuto a porta se abrir e fechar atrás de mim.
— Sam... – escuto Emilly dizer e logo depois a sinto me abraçando por trás. — grita, xinga, bate, faz o que quiser para desabafar.
— Eu... eu só quero um abraço. – me virei para ela e abracei forte e comecei a chorar.
— Shh, olha, logo vamos encontrá-la e tudo vai ficar bem.
— Mas dói! – me soltei dela e me sentei na cama sendo acompanhada por ela. — Dói saber que eu posso não ve-la mais. Hoje, eu fiquei totalmente desesperada achando que o Miller iria me mandar de volta para o Brasil. Eu não quero ficar longe dela. Eu não entendia nem enxergava o tamanho do meu sentimento por ela até hoje. Agatha é uma criança mais que especial para mim, eu não suporto pensar que alguém pode fazer mal para ela, isso me dá uma grande vontade de socar a cara desse alguém. Miller não pensa em outra coisa, você viu o quanto ele ficou calmo?
— Samantha, onde você viu isso? O fato é que ele não está calmo quanto parece, pensei que você soubesse disso. Ele está a ponto de explodir, porém não quer se mostrar fraco. Ele está fazendo o que pode.
— Não está não! – me levantei bruscamente. — Sentar e simplesmente esperar a polícia agir não é fazer o que pode. Você pode repetir essa frase novamente para mim, quando ele sair por ai agindo como deve agir. Batalhando para encontrar a filha, atravessando o oceano se possível. Sentar e esperar não é a solução!
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SIMPLESMENTE SAMANTHA
RandomSamantha Campbell está de volta, e promete muitas surpresas. Depois de Sam testar seus limites, Heitor não pensa duas vezes antes de tomar uma importante decisão: Mandá-la para Nova York para iniciar seus estudos na faculdade de administração. O qu...
