Parte 35

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Eu tenho de chegar ao limite para aguentar esta dor que permanece aqui, no coração.

Estava eu a chegar a casa com Diogo, depois de o ter ido buscar à escola. Foi nesse instante que eu vi aquele homem. Aquele homem da outra vez. Ele tinha um papel na mão, e olhava para ele e segundos depois para minha casa, e voltava a fazer o mesmo, instantes depois.

- Mãe, quem é aquele homem? – interrogou baixinho o Diogo.

- Não sei filho, vamos entrar. – disse eu puxando a mão de Diogo.

E assim foi. Ignorámos aquele homem como se fosse uma estátua. Seja quem for, eu sei que o que fiz foi certo. Se é Niall? Não me parece. Mas e se fosse? Antes de o conhecer, ‘Niall’ para mim era só um nome.

(…)

Fui dar o habitual beijo de boa noite a Diogo, tal como a minha mãe me fazia. Saí do quarto dele, e fui tentar dormir também. Sim, tentar, porque aquele episódio não me saía da cabeça.

Horas depois, no início da madrugada, ouvi baterem à porta. Levantei-me e desci todas aquelas escadas lentamente, enquanto o individuo insistia cada vez mais a bater à porta. Era tarde, e não era habitual virem a minha casa nestas horas.

Abri a porta, e para espanto meu, era aquele tal homem, e eu reconhecia-o. Olhava para ele com raiva, só me apetecia dar-lhe um estalo, bem merecido. Mas não o fiz… Fiquei ali a olhar para ele, matando todas aquelas saudades, de cada dia passado. De cada ano sem ele. Talvez reconhecer um novo Niall. Sim, era ele. Como no princípio da nossa história, nós perdemos-nos nos olhares um do outro. Eu estava a ser idiota em estar ali, feita parva a olhá-lo, mas, é a isto a que se chama amor. Amor à distância!

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