- Acho que chegamos – comentei com Celeste.
- Não sei, pode ser que o avião pousou porque o comandante quer ia no banheiro – Ela respondeu, irônica como só ela.
- Senhoritas – A aeromoça chamou – Fizeram um bom voo? – Perguntou atenciosa.
- Foi sim, obrigada – agradeci.
- Uma limusine as aguarda na saída do aeroporto para leva-las ao castelo. A Princesa está aguardando as senhoritas ansiosamente – nos informou.
- Podemos ir? – Celeste pergunta, impaciente.
- Claro – a aeromoça responde, liberando a passagem.
Descemos do avião e o clima estava quente em Angeles. O sol brilhava forte e era um dia muito bonito. Quase não havia nuvens no céu. Celeste caminhava apressada até o aeroporto, como se fosse tirar o pai da forca, porém eu queria fica ali, só olhando aquele céu.
- Vamos América, você pode olhar o céu do palácio – ela resmungou, me fazendo correr.
Passamos pelas salas VIPs do aeroporto, para evitar folia. Aparentemente alguma revista de fofoca descobriu que estávamos de volta a Illéa e tinha uma pequena multidão nos esperando na sala de desembarque comum, por onde deveríamos passar.
A limusine estava numa saída mais reservada do aeroporto e eu agradeci por não encontrar nenhum jornalista ali. Eu havia fugido de muitos no ultimo um ano e meio. Aparentemente todo mundo quer saber onde a quase escolhida do príncipe andava e como ela havia reagido a escolha. Uma vez Celeste insistiu para que eu respondesse de vez as perguntas, mas eu mesmo assim me neguei. Nem eu sabia como me sentia em relação a tudo o que havia acontecido, mesmo depois de tanto tempo.
O caminho do aeroporto até o palácio foi uma tortura. Eu reconhecia aquele trajeto da primeira vez que vim a Angeles, quando fui selecionada. Tudo estava exatamente igual e eu sentia tudo tão diferente ao mesmo tempo.
Eu não era mais aquela garota que não conhecia nada do mundo e nem o mundo me conhecia. Minha forma de pensar e agir havia mudado desde que entrei na seleção e havia mudado ainda mais depois que sai dela. Celeste havia estado comigo nas duas vezes, mas eu a via com olhos diferentes agora também.
- Ansiosa? – Ela perguntou, me trazendo de volta a realidade.
- Preocupada, na verdade – confessei. – Eu realmente queria estar indo para casa agora. Não me sinto nada a vontade com essa situação, Leste.
- América Singer, você vai mostrar a esse reino e aquele príncipe de meia tigela o que eles estão perdendo. Você é muito melhor do que ela e está na cara. O mundo te ama e Illéa a suporta. – Disse, usando seu tom de voz de sempre.
- Eu não tenho nada contra Kriss, Leste, você sabe disso. Não foi ela que me decepcionou ou que não acreditou em mim. Pelo contrário, ela foi o mais perto de amiga que eu encontrei lá dentro depois que a Marlee saiu – falei.
- Obrigada pela consideração – falou, fingindo estar magoada.
- Qual é Leste, você era uma praga! – Brinquei, rindo e a fazendo rir.
- A melhor praga que você respeita – disse, me abraçando. – Sabe, quando eu vi a carta da Kriss, ela assinou Kriss Ambers, não? – Perguntou e eu senti que tinha algo atrás de tudo isso.
- Sim, porque? – Perguntei curiosa.
- Ambers – repetiu – Só Ambers. Não Schreave, nem Ambers Schreave.
- O que você quer dizer com isso? – Perguntei.
- Você não acha estranho ela não usar o sobrenome de casada? – Ela disse.
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Falling Fate
FanfictionMaxon, num ato impensável, escolheu Kriss para ser sua Rainha, deixando América desamparada. Celeste se vê então no dever de fazer América voltar a ser a pessoa que ela sempre foi. Juntas, as duas decidem viajar o mundo. Porém, depois de um ano, Amé...
