América Singer Schreave's Point of View
Eu não consegui acompanhar muito bem o que aconteceu em seguida. Piaria me deu algumas ordens que meu cérebro não captou direito. Eu entendi apenas o básico: eu vou acompanha-lo para fora do castelo e caso algum guarda perguntar alguma coisa, tenho que dizer que está tudo bem.
Ele mantinha Katherine nos próprios braços, o mais longe de mim que ele conseguia. A pequena estava sonolenta, então ela deitou no ombro do homem e estava quase dormindo novamente.
Não sabia se deveria esperar que Maxon ou Aspen cruzasse nosso caminho ou torcer para que isso não acontecesse. Eu sabia que Piaria era perigoso e sabia que ele não teria pena de machucar nenhum dos dois.
Mas meu maior medo é que ele machucasse Katherine. A pequena princesa estava calma em seu sono, sem saber o que estava acontecendo ao seu redor. Parte de mim queria acreditar que ele não machucaria a própria filha, mas outra parte de mim também acreditava que se ele tivesse que escolher entre ele mesmo e a filha, ele se escolheria sem pestanejar.
Enquanto caminhávamos pelo castelo, eu observava ele. No fundo, sua fisionomia me lembrava de Maxon. Eu conseguia ver Katherine certinho em seus trejeitos faciais. Ela semicerrava os olhos do mesmo jeito que ele e aposto que se ele sorrisse para mim, seria o mesmo sorriso.
Se me perguntassem, eu não saberia dizer nada sobre o trajeto que fizemos do quarto de Katherine até o lado de fora do palácio e como nenhum guarda questionou nada. Na verdade, nem saberia dizer se passamos por algum guarda.
Piaria me sentou no banco de trás do carro, com Katherine ao lado, numa cadeirinha. Minha primeira reação foi pular para o lado da minha filha e tentar abrir a porta, obviamente em vão.
Quando saímos dos muros do palácio ele parou o carro novamente, veio em minha direção e amarrou minhas mãos e pés, e vendou meus olhos. Seguimos por um bom tempo de carro, aproximadamente uma hora e meia e eu estava em choque.
Mesmo com as minhas mãos amarradas, procurei as de Katherine, dormindo na cadeirinha. Eu as apertava com força, querendo garantir que a minha filha estivesse ali e que ninguém a tirasse de mim.
Quando finalmente paramos, escutei o barulho da chuva que caia. Primeiro, Piaria veio e tirou Katherine e ignorou os meus protestos para não levar a minha filha. Eu me sentia fraca e sem forças para lutar. Depois, senti dois homens me arrastarem para fora do carro.
Eles me guiaram para dentro de uma casa, passando por vários corredores e dando inúmeras voltas. Se eu tentasse escapar, acabaria me perdendo nos corredores. Num determinado ponto, senti eles soltarem minhas mãos e segundos depois escutei um baque de uma porta se fechando atrás de mim. Corri para tirar a venda dos meus olhos e olhar ao redor.
Eu estava num quarto totalmente vazio. Nem dava para chamar aquilo de quarto, já que não havia nenhuma mobília. Era uma sala vazia, apenas com alguns papelões no chão. Não tinha janela também.
Me joguei contra a porta, gritando por Katherine e resmungando mensagens de ódio a Piaria. Eu escutava vozes do lado de fora, sinal que haviam guardas me vigiando. Eu batia com força na porta, mas não obtive nenhuma resposta.
Num determinado ponto, eu me cansei. Eu já estava com sede e fome. Não sabia quanto tempo tinha passado, não dava para ter sequer uma noção. Eu tentava contar os segundos, para me focar em alguma coisa e ter alguma noção de tempo, mas me perdia com frequência.
Em algum momento eu dormi. Quando acordei, Piaria estava sentado ao meu lado, acariciando meus cabelos.
- Calma! – ele diz, quando ve que me assustou com a sua presença, me levantando e me afastando o máximo possível dele.
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Falling Fate
FanfictionMaxon, num ato impensável, escolheu Kriss para ser sua Rainha, deixando América desamparada. Celeste se vê então no dever de fazer América voltar a ser a pessoa que ela sempre foi. Juntas, as duas decidem viajar o mundo. Porém, depois de um ano, Amé...
