King's Life

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Maxon Schreave's Point of View

As semanas seguintes foram ainda mais cansativas. Passávamos longas horas no meu escritório, esperando alguma notícia da equipe que foi enviada as coordenadas dadas por August. Sabíamos a localização, não quando o ataque aconteceria e isso estava me deixando maluco. Ainda por cima tinha a chance de August ter nos passado uma coordenada falsa, a fim de chamar nossa atenção a um ponto em particular.

Aspen estava sendo muito útil em meio a isso tudo. Realmente ter alguém como novas ideias e novos olhos sobre isso estava ajudando. Ele e o Marechal estavam atrás do fabricante de um dos explosivos usados em algum dos ataques. Por mais que isso fosse um processo lento e delicado, era nossa melhor chance.

Aspen já estava aos meus serviços há duas semanas e América estava começando a pirar por ter que ficar o tempo todo no castelo. As visitas dos cidadãos de Illéa também diminuíram, já que agora os mesmos tinham que passar por uma revista minuciosa. Apesar de nada sair na mídia, algumas pessoas já começavam a desconfiar que algo estava acontecendo.

Ela tentava ser compreensiva com tudo isso, com o fato de eu começar a perder refeições e passar tempo demais no escritório, desde que eu contasse tudo o que estava acontecendo a ela e tivesse um tempo para dar atenção a Katherine.

- Posso falar com você? - América pediu, aparecendo na porta do escritório. Eu estava sozinho, por um milagre. Assenti, sorrindo para ela. Tentei ler sua expressão, mas parecia uma mistura de várias emoções. Acho que nem ela sabia como estava se sentindo.

- Tudo bem? - perguntei preocupado. Ela só assentiu, se sentando na minha frente. - Não parece – completei.

- Só estou entediada – ela mentiu, eu sabia que era mentira, mas aceitei. Se ela não queria falar, eu não iria forçar. - Alguma novidade? - perguntou, levantando o pescoço para olhar os documentos que eu analisava.

- Ainda aguardamos novidades da equipe enviada as coordenadas que August nos deu – respondi. - Provavelmente é só mais um beco sem saída.

- Não pense assim, meu amor – ela disse, se levantando e caminhando até mim, massageando as minhas costas de leve - Nós vamos achar um jeito de acabar com eles, como sempre fazemos – disse, soando positiva.

- Vamos sim – respondi. Depois disso, ficamos em silencio por um tempo. Ela massageava as minhas costas enquanto eu lia o documento. Eu sabia que ela também estava lendo, mas não me importava.

- Kath está com saudades de passar um tempo com você - comentou, quando percebeu que eu havia acabado de ler o documento na minha frente. - Eu entendo que você tem muito o que fazer, mas Kath não, sabe? - comentou, meio sem jeito – Ela só quer um pouco mais de atenção - finalizou. Me senti mal ao escutar ela falar desse jeito. A última coisa que eu queria era ser um pai ausente.

- Onde ela está agora? - perguntei, virando a cadeira e encarando América. Sua expressão ainda era a mesma de quando ela entrou, o que me preocupou ainda mais.

- Dormindo – respondeu, com calma.

- Vou tentar sair mais cedo hoje – respondi e levei uma encarada como resposta. Ela não precisava dizer nada que eu já sabia o que a expressão significava: não prometa o que você não pode cumprir.

- Amanhã Kath vai fazer um ano e oito meses – ela disse, claramente com segunda intenções - Você vai livrar um espaço na sua agenda para participar de um chá de princesa comigo e com ela – ela não pediu, ordenou. - As 15hrs.

- Como você desejar, Majestade – respondi, fazendo uma pequena referência, o que a fez sorrir.

- Não se atrase – disse, me dando um beijo na bochecha e caminhando até a porta. Ela estava claramente estranha.

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