Life Should Be So Sweet?

550 37 3
                                        

6 meses depois.

- Majestade, vossa irmã mandou outra carta – Silvia anunciou, entrando no salão das mulheres. Celeste, Marlee e eu estávamos aproveitando nossa tarde de folga. Kath e Kile estavam dando uma volta no jardim com Cristal, a babá. – Não esqueça que tenho sua consulta médica marcada para amanhã, alteza – Silvia concluiu. Odiava ser obrigada a passar por uma consulta médica a cada seis meses. A última vez havia sido assim que Maxon e eu voltamos da lua de mel, já que Silvia pirou por escolhermos uma pequena vila de pescadores num lugar afastado.
- Acho que nunca vou conseguir que me chame de América, ou vou? – brinquei, pegando a carta de suas mãos.
- Não, Majestade – ela respondeu, já saindo da sala. Silvia era meu braço direito, quando se tratava dos assuntos da realeza, já que Amberly não estava aqui para me ajudar.
- Leia logo a carta, América! – Celeste disse, ansiosa. – Em voz alta! – completou. Era fofo ver a relação de Celeste e May.
- "Minha Majestosa Irmã e Celeste, que eu não duvido que está ai – comecei a ler, já rindo. – Estou maravilhosamente bem, coisa que vocês não devem duvidar, até porque maravilhosa eu já sou".
- Essa é a minha May! – Celeste disse, se aproximando ainda mais de mim.
- Celeste! Deixa a Meri ler! – Marlee protestou, se sentando no meu outro lado.
- Obrigada – respondi, rindo – "Fedra me levou para Manchester no último fim de semana e devo dizer, Manchester tem as melhores festas" – li.
- Nós sabemos, pequena gafanhota – Celeste respondeu, me empurrando com o ombro, recebendo uma fuzilada de Marlee.
- "Ela também me contou algumas histórias do tempo que vocês passaram aqui! – continuei – Celeste, você tem que se controlar de vez em quando! – May escreveu, arrancando uma gargalhada de Marlee e de mim – Tenho que confessar que prefiro Londres, mas estou adorando conhecer mais da Inglaterra. Fedra diz estar adorando me ter como sua dama de companhia e estou tendo aulas com os melhores professores da Inglaterra, assim como meu amado cunhadinho pediu, segundo Fedra".
- Acho tão fofo Maxon se preocupar com a educação de May – Marlee disse, sentimental.
- Calada, Marlee! – foi a vez de Celeste retrucar.
- Ui! – a loira resmungou.
- "Estou morrendo de saudades de todas vocês! – May continuou – Mandei também uma carta para mamãe e acho que você deveria visita-la, Meri, ela está com saudades, apesar de ter sido ideia dela deixar o castelo" – li.
- Quem é a irmã mais velha nessa relação? – Celeste comentou, me fazendo sorrir.
- "Celeste, pode deixar que eu estou de olho em cada movimento de Phillipe, assim como você me pediu – continuei, deixando Celeste corada. – A propósito, espero que tenha gostado do colar, ajudei a escolher" – parei e olhei para a morena – Que colar? – perguntei.
- Hummm, recebendo presentes – Marlee provocou. Vi que a mão da morena estava sobre um pequeno colar que trazia no pescoço. Vasculhei então a minha mente e dei por mim que ela usava esse colar todo dia há meses.
- "Fedra também está mandando um beijo para todas vocês e implorando para virem visita-la – continuei a ler, quando percebi que Celeste não iria responder mais nada. – Junto com a carta, estou mandando os convites para o aniversário de Fedra e não quero nem saber de desculpas reais, América, vocês todos tem que estar aqui! – li e tive uma enorme vontade de abraçar a carta. Lagrimas lutavam para não cair dos meus olhos. – Nesse ponto vocês já deve estar chorando de saudades minhas, então não vou me alongar muito mais. – May continuou. – Amo muito vocês e espero ter notícias (e mais um sobrinho) em breve! Beijos da Dama de Companhia Oficial da Princesa da Inglaterra, Vossa Majestade Fedra alguma coisa, nunca lembro o sobrenome dela! ".
- Ah que saudades de May! – Marlee disse, enquanto eu guardava a carta. Ela tirou as palavras da minha boca.
Minha irmã realmente fazia falta no castelo. Toda a minha família fazia, na verdade. May estava em Londres, com Fedra, e mamãe havia decidido se mudar para a casa que Maxon havia comprado para ela em Angeles, com a desculpa que queria nos dar privacidade. Gerard não havia gostado muito da ideia, afinal ele amava o palácio, mas depois de ver o grande quintal que a casa tinha, mudou de ideia na hora. Eu sentia muita falta deles, e confesso que as vezes me sentia abandonada.
Usava e abusava dos meus compromissos reais para ocupar a minha mente, quando me sentia sozinha, apesar de nunca estar sozinha de verdade. Passava três manhas por semana recebendo cidadãos de Illéa, escutava seus problemas e buscava sempre ajuda-los, quando era possível. A tarde, visitava várias ONGs, orfanatos e casas de repouso, sempre levando Celeste ou Katherine comigo.
Aspen pirava com essa minha "mania de aproximação exagerada", como ele mesmo dizia. Ele era o chefe da minha segurança pessoal, e de Katherine, por associação, e sempre dizia que amava e odiava aquele trabalho com todas as forças. Ele adorava poder me ajudar, estar pronto para me proteger, mas odiava o fato de eu ser completamente negligente quando se tratava da minha segurança.
A minha relação com Maxon não poderia estar melhor. Mesmo ele passando boa parte do dia trancado no escritório, ele sempre acha tempo para mim e Katherine. Ele mesmo decretou a todos os secretários e assessores que as reuniões não podem acontecer antes do café da manhã, devem ter pausa para almoço e devem terminar antes do jantar. Ele disse que não devemos ter refeições separados, somos uma família e devemos permanecer juntos.
As noites são uma folia. Nos reunimos no quarto de Katherine e brincamos com a pequena por horas, até que a mesma durma. Nunca vi a menina mais contente do que quando o pai entra no quarto dela. É uma festa. Cristal dorme no quarto da pequena durante a noite, seguindo ordens da minha mãe, já que segundo ela devemos ter "privacidade a noite".
Confesso que tive problemas em deixar Katherine sozinha nas primeiras noites, mas depois de ver que a pequena estava se acostumando com isso, me senti muito mais à vontade. Maxon compartilhava das minhas preocupações, apesar de adorar ter esse tempo a mais para nós dois. As vezes discutimos assuntos políticos que ele tem dúvidas de como tratar. Somos uma equipe, ele sempre diz.
- Vocês têm que ver isso! – Marlee chama, da janela que dá para o jardim, me tirando dos meus devaneios. Assim que chego na janela, um sorriso toma conta de mim. Katherine segura Kile com seus bracinhos, querendo ajudar o menino a dar seus primeiros passos. Cristal olha a cena bem de perto, pronta para acudir qualquer um dos dois. – Eles não são a coisa mais fofa desse mundo? – Marlee pergunta, com os olhos cheios de lágrimas.
- São muito fofos – digo abraçando a minha amiga e quase chorando também, me sentindo sentimental demais.
- Qual é a das lágrimas? – Celeste diz, também nos abraçando.
- Kath só tem um ano e sete meses e tá ajudando Kile – Marlee diz, toda chorosa.
- Eles são como irmãos, é normal isso acontecer, eles só têm 9 meses de diferenças – Celeste disse, não vendo nada de mais com isso.
- Por isso mesmo – digo, também chorosa. Eles eram tão novos e já tão apegados um no outro. Era como se toda a minha ligação com Marlee tivesse passado para os dois. Eu sorri ao pensar nisso e perceber que minha amiga também pensava nisso. – Não parece que falta algo, ou alguém, com eles? – brinquei, olhando para Celeste. Marlee riu e encarou a morena também.
- Podem parando ai! – a morena disse, soltando do abraço. – Eu ainda nem penso em casar! – disse, se defendendo.
- Aposto que Phillipe pensa – Marlee provocou. Ao ouvir o nome do namorado, Celeste procura o colar no pescoço e não consegue conter um sorriso.
- Não importa o que ele pensa, eu não penso – resmunga, voltando a fechar a cara. Marlee e eu rimos da situação, o que deixa a morena ainda mais arrenegada.
- Vocês duas são impossíveis!

Falling FateStories to obsess over. Discover now