Why Should I Belive In You?

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O que eu pensava que seria apenas uma manha longa, se tornou um dia longo. Eram 15hrs e eu finalmente consegui ficar sozinha no meu quarto. Tinha varias coisas passando pela minha cabeça e eu não estava nem um pouco no clima para o baile que aconteceria naquela noite.

Aparentemente, mesmo com a perna machucada, Kriss ainda insistia em realizar o baile naquele mesmo dia. Ambelry disse que era uma coisa boa, ela queria mostrar que não seria atingida pelo ataque, mas eu achava besteira.

Fora os quartos e o salão aonde seria o baile, o castelo estava uma bagunça. 27 empregados do castelo haviam sido cruelmente mortos e os que sobreviveram e não estavam machucados estavam se matando para deixar tudo pronto pro baile. Eu tinha dado folga a Lucy, Mary e Anne, para que eu pudesse ficar sozinha. Elas entenderam o recado, mas prometeram que voltariam as 18hrs para me arrumar. O baile havia sido remarcado para as 21hrs, para que tivessem tempo de reorganizar tudo.

- América? - escutei uma voz chamar da porta e respirei fundo antes de encarar alguém - Finalmente te achei! - Henrique disse, vindo ao meu encontro e me abraçando. - Como você tá? - Não sei porque, mas ao sentir seus braços ao meu redor eu desabei em lagrimas.

- Tá tudo uma confusão, Henrique – falei, me aproveitando do seu abraço.

- Me conta tudo então - ele disse. Eu olhei no fundo dos seus olhos e eles gritavam para confiar nele. Então eu contei. Tudo. Contei sobre Kriss, sobre Maxon, sobre o abrigo, sobre o que eu sentia, sobre o que eu não sabia como sentir. Eu contei tudo. - Isso é realmente muito para assimilar – concluiu.

- Eu sei. - disse, cabisbaixa – Desculpe por te incomodar com os meus problemas.

- América Singer! Você é minha melhor amiga! Eu fico ofendido ao ouvir isso de você! - ele disse, irritado - Você foi meu alicerce quando eu perdi o Erick. Era você que ouvia eu reclamar que o mundo não era injusto e era você que me dava motivos para continuar! Então, por favor, nunca mais me diga que você me incomoda com seus problemas sendo que eu fiz você ficar na Alemanha um mês só para me sentir melhor!

- Okay, Alteza! - não pude deixar de brincar. Era difícil ver Henrique irritado.

- Agora eu vou lhe falar o que eu acho de tudo isso e você vai ouvir quietinha! - ordenou.

- Sim, Majestade! - disse, eu ainda estava com a cabeça no ombro dele e lagrimas ainda caiam dos meus olhos. Suas mãos faziam carinho no meu cabelo e eu me sentia segura.

- Você pode negar o quanto quiser, mas você ama o Maxon e nunca vai supera-lo. Eu vejo que o universo deu uma segunda chance a vocês, porque nem o universo viu um amor igual. - ele disse, com aquele tom sonhador que ele tem.

- Não é bem assim, Henrique... - tentei protestar.

- O que eu falei sobre eu falar e você ouvir? - ele disse e eu me segurei para não rir. - Você o ama, isso não está em discussão. A minha pergunta é se você já o perdoou? - ele disse isso, e por mais simples que fosse a pergunta, ela me fez pensar realmente. Depois de tudo que havia acontecido, eu havia o perdoado?

- Eu não sei... - respondi.

- Imaginei que essa fosse sua resposta. - ele disse, dando de ombros. - Eu lembro da minha primeira briga com Erick. - começou e eu vi seus olhos se iluminaram ao falarem do ex-namorado.

- Henrique... - chamei sua atenção, quando constatei que ele não teria força para seguir em frente com a história. Ele apenas me olhou e assentiu com a cabeça, entrelaçou nossas mãos e fez questão de mudar de assunto.

- Agora sobre Kriss - começou - Ambos concordamos com Celeste quando ela diz que Kriss está escondendo algo e eu acho que é algo grande.

- Eu tenho medo do que pode ser... - confessei.

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