{Capitulo 35}

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*P.O.V Carolina*

Una semana se passou sem o moreno dos olhos castanhos.
Semana essa na qual ele sempre tentou contactar-me mas eu ignorei. Não queria lembrar-me ainda mais da dor de já não o ter, ou se calhar de nunca o ter tido para mim. Provavelmente ele nunca foi realmente meu, se calhar foi tudo encenação por causa da aposta.

Varias foram as vezes em que os primos do André, os quais eu descobri que também participaram da aposta, tentaram explicar-me o que se tinha passado, mas eu estava bastante magoada para ouvir qualquer explicação, que se calhar só me ia fazer ficar ainda mais magoada com os rapazes, principalmente com André.

Duas batidas na porta do meu quarto foi o suficiente para me tirar dos meus pensamentos.

-Posso?!- o meu irmão perguntou espreitando para dentro do quarto.

-Claro!- respondi com um pequeno sorriso e ajeitei-me na cadeira da secretária, visto que estava a tentar ver uns papeis para a minha próxima sessão.

-Como estás?!- pergunta sentando-se no fundo da minha cama.

-Bem..?- respondo meio que perguntando e giro a minha cadeira de maneira a encara-lo.

-E... Já falaste com o André?- ele pergunta meio a medo e suspiro pesado, voltando a girar a cadeira e a tentar concentrar-me nos papéis à minha frente, não respondendo à sua pergunta. O certo é que eu não tinha falado com o André, nem queria.

-Já vi que não!- ele diz com a voz um pouco triste.- Olha Carol, eu sei que não me devia meter, mas eu sei a história toda e acho que o que tu fazias de melhor era deixares que eles te explicassem o que realmente se passou.

-Ten razão... - digo e vejo um olhar esperançoso na cara do meu irmão!- Não te devias meter!- termino e a sua feição muda totalmente.

-Mas que teimosa! Tu só estás a piorar as coisas! Só estás assim porque queres! Se não fosses orgulhosa e deixasses o André explicar-se, nenhum de vocês andava a sofrer! Mas tu és burra como uma porta, porra! - ele diz e vira as costas saindo do quarto e deixando-me novamente sozinha, com as lágrimas a tomarem conta do meu rosto.

Sem dar conta já me encontrava no andar de baixo à procura das minhas chaves do carro. Quando as encontrei saí sem dar explicações a alguém e meti-me no carro dirigindo até ao sítio que eu sabia que me ia acalmar neste momento, a praia.

Após chegar dirigi-me logo ao sitio onde André me tinha pedido em namoro. Embora fosse doloroso estar ali sem me lembrar de tudo o que aconteceu, era o sitio que mais paz me trazia quando o que eu mais precisava era apenas isso, paz.

Deixei-me navegar por pensamentos, todos direcionados ao moreno dos olhos castanhos, e deixei as lágrimas rolarem cada vez mais fortes. Observava alguns casais felizes que passavam por ali e só conseguia imaginar eu e o André, num dos nossos passeios em Ibiza, á beira mar.

*Flashback on*

A minha mão estava entrelançada com a de André e na outra segurava as minhas sandálias, enquanto a agua fria embatia contra os meus pés.

-Sabes uma coisa?- o moreno perguntou e parou de repente, encarando-me, fazendo com que eu imitasse os seus gestos.

-O que?

-Eu amo-te muito!- ele disse fazendo com que eu abrisse um sorriso gigante.

-A sério?- perguntei para o picar.

-Não! A brincar...- ele revirou os olhos mas no fim deu uma risada.

-Ah, então acho que vou dar beijos a outro qualquer!- disse e comecei a andar pelo areal

-Volta aqui Carol!- ele pediu, mas comecei a correr e a rir.

Mas como a função do André é correr atrás de uma bola, não era muito difícil ele apanhar-me, e quando reparei já estava como um "saco de batatas" no seu ombro.

-Pousa-me André!- gritava com o moreno enquanto lhe dava murros nas costas, que para ele deviam ser mais cócegas que murros.

-Tudo bem eu pouso!- ele disse e só senti o impacto da agua nas minhas costas fazendo-me ir ao fundo e voltar à superfície, vendo o André a desmanchar-se a rir.

Rapidamente cheguei perto dele e pus os meus braços à volta do seu pescoço, fazendo como se lhe fosse dar um beijo, mas quando este se preparava para me beijar, empurrei-o fazendo cair à agua, começando eu a gargalhar!!
Quando o moreno voltou à superfície agarrou na minha cintura iniciando um beijo apaixonado. Apenas nos separamos pela falta de ar.

-Eu amo-te! Muito!- sorri e encarei os seus bonitos olhos castanhos.

-Eu também te amo!- ele disse e iniciou mais um beijo.

Não pedia mais nada naquele momento, só nos os dois ali já valia tudo. Eu estava feliz!!

*Flashback off*

É, eu estava feliz! Mas agora não estou! Eu quero acreditar que aquela aposta já não tem qualquer valor para André, mas sinto-me magoada por saber que ele só se aproximou de mim para ganhá-la e não por livre e espontânea vontade, ou por sentimentos verdadeiros. Além do mais também me sinto magoada por não ter sido ele a contar, e sim uma outra pessoa qualquer, e isso só me faz pensar cada vez mais que afinal tudo não passou mesmo de uma aposta.

Quando começou a escurecer decidi que estava na altura de voltar para casa. Ao chegar cumprimentei a minha cunhada e o meu irmão que estavam na sala e logo subi para tomar um banho. Passados mais ou menos 30 minutos saí e enrolei-me numa toalha, passando o creme pelo meu corpo e penteando cabelo. Depois vesti umas calças de fato de treino e uma t-shirt visto que não ia sair de casa, e desci para jantar, embora a fome neste últimos dias seja praticamente nula.

-E então já escolheram nomes para o nosso pequenito?- perguntei numa tentativa de me distrair e aliviar a tensão que se formou na mesa.

-Ainda não pensámos muito nisso, mas eu gostava de Lourenço ou Gonçalo!- a minha cunhada admite e olha para o meu irmão.

-Bonitos nomes! E tu Rodrigo?!- encarei o meu irmão e este virou a cara ao lado.

-Ainda falta muito, depois vemos!- ele respondeu rude e seco, e confesso que me deu uma enorme vontade de chorar.

-Eu vou subir! Boa noite!- levantei-me da mesa e dei um beijo a Mafalda, ignorando o meu irmão e ouvi-o bufar, mas não me importei e subi para o meu quarto.

O meu próprio irmão estava contra mim, mesmo sabendo que a pessoa maia magoada no meio deste história toda era eu! Mas eu nao ia dar o braço a torcer tão facilmente! Não ia!

Como já tinha tomado banho apenas me troquei para o meu pijama, que não era nada mais nada menos que uma camisola do André, e deitei-me na cama, numa tentativa falha de adormecer e ter uma boa noite de sono.

I Hate Loving You {André Silva}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora