Ele saiu correndo e eu fiquei o olhando correndo, a praia não estava muito cheia.
Vejo Peter voltando com uma cara engraçada, todo molhado.
kkkkk parecia um boi, mentira. Parecia um surfista com problema na perna.
- Você ta tremendo todo... - digo rindo. -Se fudeu babaca...
Ele abre os braços e eu paro de rir na hora que ele vem e me pega no colo.
- Peter me coloca no chão agora! Senão eu juro que eu te machuco... - digo nervosa.
- Quem é babaca agora? - diz ele irônico.
- Continua sendo você! - digo.
Ele corre comigo no colo. Alguém controla essa besta!
- Peter... - digo olhando para a água. Não da tempo de falar nada, ele pula comigo no mar. - Seu filho da mãe!
Eu tremo dos pés as cabeças e Peter ri.
- Você não é meu amigo! - digo pra ele
- Por isso mesmo que eu te joguei, não sou seu amigo mesmo. - diz ele ainda sorrindo.
Fico tão nervosa que jogo água nele.
- Sua louca! A água é salgada! - diz ele.
- Não isso é um rio doce bobo. Bom que tira um pouco desse seu humor azedo. - digo séria.
- Eu sou azedo? Você que é. Toda marrenta. - diz ele. - Esquisita.
- Eu marrenta!? - digo. - Esquisita?
Ah aquele menino ta mexendo com a lontra errada, merda, peguei essa mania do Jack.
Peter joga água em mim e eu começo a rir ao invés de xingar.
- Vamos apostar uma corrida? - diz ele empolgado. Era até fofo. Cala boca Hazel.
- Vamos. - digo e começo a nadar rapidamente.
- Mas o que? - diz ele surpreso.- Isso não vale!
- Você tá perdendo! Vai ficar falando até quando bebê? - digo e ele começa a nadar.
Depois de nadar bastante eu saio do mar, com o jeans todo ensopado e colado.
Estou me setindo um vegetal que colocaram na água fria com sal, de roupa e tudo mais.
Imagina uma cenoura de roupa. Pois é.
Peter saiu e mano, ele tava pior que eu. Tava tremendo pra caramba.
- E-eu não sei se foi uma boa ideia. - diz ele.
Rio, mas de tristeza mesmo.
Nos sentamos no mesmo lugar que estávamos antes.
- Toma. - diz ele me dando uma toalha.
- Valeu. - digo e tento me enxugar ao máximo.
Peter fica olhando pra mim calado.
- O que? - digo sem entender.
- O que, o que? - diz ele balançando a cabeça.
- Am... Nada. - digo sem graça.
Ficamos em silêncio olhando para o sol que já estava a se pôr. Já?
- Meu Deus. - Falo. - está ficando tarde.
- O sol é lindo ne? - Ele diz.
- Você vai começar com aqueles papos filosóficos de filme?- digo e ele não entende. - Porque se for pode continuar que eu adoro.
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Viagem sem Volta
Teen FictionHazel Miller se muda para os Estados Unidos porque seu pai não tem mais tempo para ela. Ele é um homem muito ocupado, dono de uma empresa de Colchões muito famosa no Reino Unido e precisa estar sempre viajando para vários países diferentes. Hazel e...
