7. Praia de Manhattan

492 36 43
                                        

  Ele saiu correndo e eu fiquei o olhando correndo, a praia não estava muito cheia.

Vejo Peter voltando com uma cara engraçada, todo molhado.

kkkkk parecia um boi, mentira. Parecia um surfista com problema na perna.

- Você ta tremendo todo... - digo rindo. -Se fudeu babaca...

Ele abre os braços e eu paro de rir na hora que ele vem e me pega no colo.

- Peter me coloca no chão agora! Senão eu juro que eu te machuco... - digo nervosa.

- Quem é babaca agora? - diz ele irônico.

- Continua sendo você! - digo.

Ele corre comigo no colo. Alguém controla essa besta!

- Peter... - digo olhando para a água. Não da tempo de falar nada, ele pula comigo no mar. - Seu filho da mãe!

Eu tremo dos pés as cabeças e Peter ri.

- Você não é meu amigo! - digo pra ele

- Por isso mesmo que eu te joguei, não sou seu amigo mesmo. - diz ele ainda sorrindo.

Fico tão nervosa que jogo água nele.

- Sua louca! A água é salgada! - diz ele.

- Não isso é um rio doce bobo. Bom que tira um pouco desse seu humor azedo. - digo séria.

- Eu sou azedo? Você que é. Toda marrenta. - diz ele. - Esquisita.

- Eu marrenta!? - digo. - Esquisita?

Ah aquele menino ta mexendo com a lontra errada, merda, peguei essa mania do Jack.

Peter joga água em mim e eu começo a rir ao invés de xingar.

- Vamos apostar uma corrida? - diz ele empolgado. Era até fofo. Cala boca Hazel.

- Vamos. - digo e começo a nadar rapidamente.

- Mas o que? - diz ele surpreso.- Isso não vale!

- Você tá perdendo! Vai ficar falando até quando bebê?  - digo e ele começa a nadar.

Depois de nadar bastante eu saio do mar, com o jeans todo ensopado e colado.

Estou me setindo um vegetal que colocaram na água fria com sal, de roupa e tudo mais.

Imagina uma cenoura de roupa. Pois é.

Peter saiu e mano, ele tava pior que eu. Tava tremendo pra caramba.

- E-eu não sei se foi uma boa ideia. - diz ele.

Rio, mas de tristeza mesmo.

Nos sentamos no mesmo lugar que estávamos antes.

- Toma. - diz ele me dando uma toalha.

- Valeu. - digo e tento me enxugar ao máximo.

Peter fica olhando pra mim calado.

- O que? - digo sem entender.

- O que, o que? - diz ele balançando a cabeça.

- Am... Nada. - digo sem graça.

Ficamos em silêncio olhando para o sol que já estava a se pôr. Já?

- Meu Deus. - Falo. - está ficando tarde.

- O sol é lindo ne? - Ele diz.

- Você vai começar com aqueles papos filosóficos de filme?- digo e ele não entende. - Porque se for pode continuar que eu adoro.

Viagem sem VoltaOnde histórias criam vida. Descubra agora