24. Agora é hora

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Nós treinamos com muita concentração até que o relógio apontou 20 minutos para oito.

Resolvemos descansar, tomar banho, e fazer o que tiver de fazer antes do jogo.

Eu coloquei um short e uma camiseta, já que ainda não estava na hora.

- Hazel? - alguém me chama, olho para o lado e vejo Ivy.

- Ivy! - digo feliz em vê-la.

- Minha nossa! Você ta nervosa? - ela fala e parecia estar ansiosa para o jogo.

- Eu estava começando a ficar calma, mas estou nervosa de novo... - digo e começo a imaginar algo dando muito errado.

- Fica calma, vai dar tudo certo. - diz ela e sorri.

Eu sabia que ela estava falando aquilo só para me acalmar, mas sorri de volta.

Ao lado dela surge Jeremy.

- Oi Jeremy. - digo.

- Oi Hazel. - diz ele e sorri. - Você vai se sair bem.

- Obrigada. - digo e sorrio.

- Você tem que ir se trocar? - Ivy fala para mim.

- Ainda não, vou esperar para ir para o vestiário quando faltar uns dez minutos. - falo.

- Então vamos sentar ali. - diz Ivy e aponta para a arquibancada, fomos para lá e nos sentamos. - Hazel?

Olho pra ela.

-Como troca de roupa no vestiário? Quero dizer... Com esse tanto de menino. - diz ela.

- Eu entro em uma salinha só minha. - digo rindo. - Não tenho com o que me preocupar.

Ivy entende, ficamos um tempo conversando, foi até bom ter eles lá, para eu poder me distrair.

- Hazel! - Ouço uma voz, era Lucca.

- Já vou! - grito de volta.

- Então, decidiu quem? - diz Ivy e eu a olho sem entender.

- Quem o que? - digo.

- Lucca ou Peter? - diz ela e da um sorrisinho.

- Ah Ivy da um tempo. - digo e depois rio da minha amiga. - Vou lá, tchau gente.

Eu vou para o vestiário, lá dentro eu chamo todos os garotos para a reunião.

Josh, por incrível que pareça permaneceu calado, calado até demais.

- Josh. - chamei ele quando todos foram embora mas ele fingiu não escutar. - Josh.

- O que foi? - diz ele nervoso.

- Eu queria que você pelo menos não me ignorasse totalmente. - digo.

- Olha aqui. A sua tática de jogo é ridícula, já pensou em ir fazer teatro? - diz ele, mas o vejo vacilar.

- Não. - digo com pena dele. - Eu sinto muito que você tenha tanta dor de cotovelo ao ponto de não fazer nada pra ajudar o nosso time. Você mal participou dos treinos. Pensei que fosse mais profissional.

- Treinar pra que? - diz ele. - A menos que você quebre uma perna, ou um braço, eu não entro hoje e nem no próximo.

- Você sabe que é importante para o jogo... - Eu ia dizendo.

- Não mais que você - diz ele. - e o resto dos jogadores.

Ele sai sem dizer mais nada.

Eu fico parada lá, ta, o Josh sempre se mostrou um idiota, mas... Eu também cheguei pegando o lugar dele.

Viagem sem VoltaOnde histórias criam vida. Descubra agora