37. Doença Fake e de volta pra casa

155 14 2
                                        

Já havia se passado uma semana que eu estava na Inglaterra, meu irmão tinha ficado com minha mãe embora ele quisesse vir.

- Está bem? - meu pai perguntou na porta do meu quarto. - Eu lembro de você menos tristonha, a pressão abaixou de novo?

- Pai, não é a pressão. - Falei. - Você sabe que eu não queria ter mudado, eu estava gostando dos Estados Unidos.

- Você quase morreu lá. - falou meu pai.

- Eu podia quase morrer aqui também, não tem diferença, só que aqui eu morro de tédio. - Falei.

- Filha eu não gosto que fale assim comigo.

- Eu sei, me desculpa. Você tem razão. - Falei. - É só que... Eu estou com sono.

- Tudo bem, vou deixar você dormir. - falou ele. -Boa noite.

Peguei meu notebook para conversar com meu irmão pelo Skype.

- Não aguento mais você aí. - Ele disse. - Nunca pensei que ia confessar isso, mas você faz falta.

Eu ri.

- Eu também não aguento mais ficar aqui. - Falei.

- Pede ele para você voltar! - meu irmão implorou.

- Se fosse fácil assim... Eu já pedi, mas aí ele vem com o discurso de que aí eu não sou bem cuidada. - Falei revirando os olhos.

- Eu tive uma ideia. - falou Jack me surpreendendo.

- Conte.

A ideia do Jack era meio louca... Mas poderia dar certo.

Eu ia ter que fingir estar adoecendo por ficar longe da minha mãe e para isso eu ia ter que colocar o termômetro no chocolate quente que meu pai trazia toda noite para mostrar que eu realmente estava adoecendo.

Eu odiava mentir, mas o que eu podia fazer? Odiava ter deixado a minha mãe, a Ivy, o Jeremy, o Jack, o Peter e até mesmo o Josh lá nos Estados Unidos.

Esperei o dia seguinte quando ele veio ao meu quarto.

- Pai me sinto mal. - Falei. Eu tinha ficado um tempão debaixo da coberta só para ficar quente.

- Você está quente. - Ele disse colocando a mão na minha testa.

- Sabe pai, eu entendo que você me ame, mas ficar longe da minha mãe e dos meus amigos está me deixando muito pra baixo... - Eu ia dizendo. - Pode pegar chocolate quente para mim? Estou morreeendo de frio.

Ele saiu em disparada e voltou com chocolate quente e um termômetro.

- Um termômetro também. - falou sorrindo mas com olhar de pena.

Deu vontade de confessar que eu estava bem, mas não podia.

- Pai pode pegar aquele cobertor seu legal? - falei e fez que sim.

Quando ele saiu coloquei o termômetro no chocolate quente e deu 38,5 de febre, perfeito.

- Vamos ver agora. - Ele disse e pegou o termômetro. - Nossa você está fervendo, temos que ir no hospital...

- Não! - falei meio desesperada. - Odeio hospitais, eles me dão vontade de vomitar. Me leva para a casa por favor.

- Mas filha... Você já está em casa. - falou ele.

- Estados Unidos. - Falei. - Pai, você me levou para lá, no início eu fiquei triste mas depois eu amei, e eu vi que era uma viagem sem volta e me acostumei com isso. Agora, você vem e me tira de lá atrapalhando todas as amizades que criei.

- Mas filha...

- Mas nada. Eu quero a vida que eu tinha lá de volta. Eu amava aquilo.

Consegui convencer meu pai e ele me levou para o aeroporto onde eu peguei voo sozinha.

Estou voltando América!

PETER ON

Depois que vi Hazel naquele estado de hipotermia eu falei para mim mesmo que ia confessar a ela tudo que sentia por ela. Mas um imprevisto enorme atrapalhou tudo.

Hazel teve que voltar e embora eu tivesse ido até o aeroporto com ela, não conseguia nem me despedir direito.

A minha semana foi muito chata, nem as brincadeiras com Lupin me deixavam feliz.

Conversava com Hazel pelo Skype e a mesma parecia muito chateada com tudo o que estava acontecendo.

- Oi Peter! - Jack apareceu um dia em minha casa.

- E aí Jack? - falei o cumprimentando.

- To bem, eu vim anunciar que vou trazer minha irmã de volta. - falou ele. - Já conversei com a Ivy e com o Jeremias, e eles disseram que é uma boa ideia.

Eu me animei com aquilo, eu queria muito que Hazel voltasse e ela ia, tenho certeza!

HAZEL ON

Cheguei no aeroporto e procurei algum rosto que eu conhecesse, por fim vi meu irmão com aquela cara tosca dele e fui abraça-lo correndo.

- LONTRINHA! - Meu irmão gritou feliz.

- Ah Jegue! - falei contente.

- Puts, você fez muita falta. Que merda! Não vai embora mais. - Falou Jack e eu ri.

- Você também fez muita. Estava sendo uma TORTURA ficar lá. - Falei.

- Filha! - minha mãe exclamou e me abraçou. - Quando seu pai disse que você ia voltar eu nem acreditei. Ainda está com febre?

Eu ri.

- Estou não, já melhorei. - contei e mesmo assim ela colocou a mão sobre minha testa. - Amo vocês.

- Opa também quero um abraço! - Ivy chegou me fazendo correr até ela.

Ver todos de novo depois de uma semana, era muito alívio.

- Ai que bom que você não esqueceu de mim. - Falei.

- Como esquecer de você Hazel? - ela disse sorrindo.

- Oi Hazel... - Jeremy disse me dando um abraço. - Senti sua falta... Lembra da Cat?

A Cat apareceu, eu mexi com a mesma que parecia muito legal.

- Jeremy namorando e... Eu também! - Ivy exclamou.

- O que!? - perguntei boba. Ivy namorando? Jeremy eu já sabia que tava na da Cat. Mas Ivy???
- Com quem??

- Comigo maninha! - ouvi a voz de Jack. Ok, agora estava tudo MUITO estranho.

Viagem sem VoltaOnde histórias criam vida. Descubra agora