Um garoto, aparentemente bem louco, surgiu no quintal de Rebeca falando como se a conhecesse e perguntando sobre um livro.
Ela o acha totalmente pirado, mas conforme Aloys conta vários detalhes da convivência entre eles, começa a acreditar e, quan...
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Maria, Aloys e Rebeca decidiram sair do museu, já que pareceu que todos decidiram ir na ala onde o livro estava de uma vez. Estava impossível de conversar lá. Foram até uma praça ali perto e sentaram-se em um banco de madeira, embaixo de uma árvore grande.
— Vocês estão fazendo tanto suspense. — Maria deu uma risadinha.
Rebeca e Aloys se olharam. Rebeca suspirou e encarou Maria.
— É que é uma história meio complicada. Eu mesma demorei para acreditar...
— Ela é uma bruxa. — Aloys a cortou. — Aquele livro é dela, mas ela perdeu a memória quando viemos parar aqui, então ela não se lembra de nada, mas eu me lembro de tudo. — Começou a falar rápido e sem parar. — Eu acredito que se recuperarmos aquele livro eu vou poder fazer uma poção para que ela recupere a memória e...
— Para. — Rebeca o parou. — Você só está fazendo a história parecer mais impossível ainda falando desse jeito. — Passou as mãos no rosto. Olhou para Maria, querendo ver sua reação.
A expressão dela dizia que estava confusa, mas ao mesmo tempo queria saber de mais coisas.
— Você é uma bruxa? — indagou a Rebeca.
— Ele diz que sim. — Apontou para Aloys, dando de ombros.
— Como assim? Você não sabe?
Rebeca coçou a testa. — Eu disse que era complicado.
— Não estou entendendo nada. Então você não deveria estar em Hogwarts? — perguntou com tom de brincadeira.
— ... — Abriu a boca para falar, mas acabou rindo. Aloys a olhou sem entender. — Calma. Ele se apressou. Precisamos começar do começo. Bom...
Então começou a contar a história, a partir do momento em que Aloys surgiu em seu quintal e todas as conversas que eles tiveram, inclusive sobre Margareth. E o restante dos fatos importantes.
— Eu sei que parece loucura... — Rebeca começou a falar.
— Sim, parece. — Maria falou, pensativa. — Mas até que faz sentido.
— O que faz sentido?
— Muita coisa. — A olhou. — Ele me chamando de Margareth, o jeito estranho dele, que parece que nunca viu nada disso. — Gesticulou para a rua. — Sei lá, ele não parece daqui mesmo.
— Você acredita nisso tudo? Não vai ficar doida ou achar que é tudo invenção? Ou que ele usa drogas? Ou que eu uso drogas?
Maria riu. — Eu estaria mentindo se dissesse que isso não é coisa de louco, mas... Não sei. Não parece totalmente sem sentido pra mim.