Capítulo 8

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– Expresso floresta negra? – vejo sua bendita sobrancelha arquear.

– Gosto de experimentar coisas novas, ok? – me defendo – Fique você com seu cappuccino tradicional com... – faço uma careta ao sentir o cheiro.

– Canela? – continuou arqueando a sobrancelha com um sorriso de provocação.

– Eca. – balanço a cabeça em reprovação.

– Qual o seu problema com a minha adorável canela? – põe seus cotovelos em cima da mesa. Ele fingia estar ofendida.

– Me enjoa. – respondo sem humor tomando mais um gole do meu expresso.

– Um dia vou fazer você adorar canela. – dá uma mordida em seu roll do mesmo sabor.

– Nunca. – exponho a língua.

– Chocolate também existe, sabia? – provo meu donuts de chocolate.

– Odeio chocolate, na verdade, não sou fã. – deu de ombros observando as pessoas que passam do outro lado da janela de vidro. Sentar na mesa da parede do Starbucks virou rotina para nós dois desde que nos conhecemos e, pensar que isso já faz três meses.

– E o pudim de chocolate da Claire?

– O pudim da Claire é a única coisa que suporto. – sorri – Ela faz mágica com seus pudins.

Curvo meus lábios em um sorriso vendo meus olhos percorrerem a janela de vidro do Starbucks por onde passavam um grupo de estudantes animados. Seus cotovelos ainda estamos apoiados em cima da mesa de madeira moderna, usava uma camisa azul marinho social com as mangas arqueadas. Os cabelos loiros escuros estavam mais claros assim como seus olhos azuis.

Já fazia três dias desde o meu aniversário, onde eu tive uma recaída e ele me ajudou. Nesses dias toda manhã íamos juntos para a cafeteria, em seguida, nos despediamos, ele indo para o trabalho e eu voltando para casa. Nesse período de tempo ficamos muito mais amigos e era ótimo ter sua companhia. Ele percebe que já estava o observando tempo demais e me encara com um sorriso divertido nos lábios.

– O que foi? – indaga.

– Ahm? - levanto as duas sobrancelha – O quê? - fecho meus olhos tentando voltar a realidade e reorganizar meus pensamentos, pensamentos bem inapropriados, por sinal.

– Você que está me olhando desse jeito.

– Você está com algo no cabelo. – minto. Ele junta as sobrancelhas e leva sua mão até seus fios os bagunçandos.

– Saiu? – afirmo com a cabeça rapidamente terminando de tomar o expresso – Preciso ir. – olha para o relógio em seu pulso.

– Tudo bem. – pedimos a conta e pagamos. Ficamos em frente o Starbucks.

– Até mais tarde. – guardo meu celular em minha bolsa.

– Ok. – fica inquieto por um momento – Mad, preciso contar algo. – tiro meu olhar da minha bolsa e o espero terminar.

– O quê?

– Eu...- coloca as mãos no bolso da jaqueta.

Dois motoristas não se entendem e começam uma troca de buzinas não o deixando terminar de falar. Ele olha para a rua repleta de carros barulhentos desistindo de tentar contar, acabo sorrindo da sua feição nervosa, não parece o melhor momento para dizer algo, por isso, me aproximo de seu rosto apoiando minhas mãos em seus ombros.

– Quando chegar, você me fala, sem problema! – ele concorda com a cabeça sorrindo, depositando um beijo rápido em minha bochecha, em seguida, e, se distanciando.

Alex Foster Não Presta! Onde histórias criam vida. Descubra agora