vi diversas criaturas e monstros nos campos de trigo e lavanda esvaindo-se!

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Aos campos de trigo, aos
campos de papoulas
Sinto-me distante, obtuso
Como quem deita no meio
d'um campo de trigo, só
E só digo o que acho
que torna-me confuso

Das flores já se foi falado
quase tudo,
há quem procure efemeridade,
há quem procure flores de plástico...

Vejo criaturas bisonhas, medonhas
fazendo ciranda em campo de
trigo, aos campos de papoulas
dormem os que procuram abrigo
Vejo criaturas nefastas, bizarras
correndo no campo das flores,
e tudo esvaiu-se,
amar-te-ão, em silêncio
pois trigo era a minha paz;
ultrarromantismo, ultraviolência
e a papoula era a minha paz

(droguei-me de chá de margaridas, de
perfume de papoula;
transcendi, deitado, n'um campo de trigo
e lavanda)

Uma flor rompe o meu crânio Onde histórias criam vida. Descubra agora