Quando a sua multidão interna
percebeu que tudo isso não é unicidade tua?
Sei que esforcei-me em não ser cilada ou gaiola
Sei, também, que logo menos esvair-me-ei
pelo vento
Bem como a poeira que estava cobrindo
cada metro da sala-de-estar da tua cabeça
esvaiu-se também
Fiz-me de vento para ter a leveza
em mim,
Para que você precise de mim,
Pra eu ser muito além do que já sou
Explorando uma existência simplória e descartável
Quem sabe, eu vento, eu tempestade, eu riacho,
eu terra, eu afago, eu gravidade, eu eu
Quem sabe, só um talvez, mesmo,
você precise de mim (...)
E não precisou, não foi?
Foi melhor deste jeito.
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Uma flor rompe o meu crânio
Poetry"(...) que no portal da alma não possa ser vista mais a tristeza que a tristeza apenas seja vista em meus olhos, nada mais..." - O Teu Olhar _________________________________________ Cada poema neste livro é um pedaço do meu (in)consciente. Cada po...