Poema mal-dito

9 0 0
                                    

Quando a sua multidão interna
percebeu que tudo isso não é unicidade tua?
Sei que esforcei-me em não ser cilada ou gaiola
Sei, também, que logo menos esvair-me-ei
pelo vento
Bem como a poeira que estava cobrindo
cada metro da sala-de-estar da tua cabeça
esvaiu-se também
Fiz-me de vento para ter a leveza
em mim,
Para que você precise de mim,
Pra eu ser muito além do que já sou
Explorando uma existência simplória e descartável
Quem sabe, eu vento, eu tempestade, eu riacho,
eu terra, eu afago, eu gravidade, eu eu
Quem sabe, só um talvez, mesmo,
você precise de mim (...)
E não precisou, não foi?
Foi melhor deste jeito.

Uma flor rompe o meu crânio Onde histórias criam vida. Descubra agora