O mal ascende.

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Os demônios da minha cabeça já estão povoando-a
As mariposas da minha barriga ainda voam e se debatem quando você passa por mim
Na floresta seca que há em meu coração, hoje brotou uma flor
As mariposas agitaram-se
Os demônios quiseram tirá-la do chão, queriam matá-la
A paranoia das bestas adormecidas em minha cabeça ascendeu
Claro que pude ver, assisti aos demônios matarem minha flor
Apenas assisti, isso há de tornar-me um culpado
As mariposas morreram todas
As bestas dominaram toda a minha cabeça
Os demônios, minha barriga e todo o meu coração
E os monstros, almejando meu espaço vital
Ficaram com meu pulmão, meus fígado e com meus rins
Era eu, dominado por tudo isso
O demônios conseguiram...
(caí, hoje, em outro de meus fins)

Uma flor rompe o meu crânio Onde histórias criam vida. Descubra agora