Depois da carta e do anúncio, eu não posso mais dizer que levei a vida à deriva como antes, porque só tinha uma coisa na minha mente.
O dia vinte e três de fevereiro.
Hoje.
Mais informações foram fornecidas depois do primeiro anúncio que foi só para chocar, como sempre. Aos poucos fui reunindo informações, e entendendo do que se trata o "evento".
Eles vão performar o novo single, ainda sem nome, para as pessoas presentes, e no fim da apresentação a música vai ser liberada no ITunes, Spotify e todas as outras plataformas.
Preciso admitir que é uma ideia genial. Lançar uma música ao vivo, além de aumentar a expectativa, os aproxima dos fãs e da mídia. Não sei quem teve essa ideia, mas está de parabéns.
O lugar não é muito grande, por isso os ingressos duraram 3 minutos antes de esgotar. Sim, três minutos, 180 segundos. Como seria um lançamento, todos ficaram malucos, quem foi esperto conseguiu.
Mas eu não precisava me reocupar com o ingresso, e sim com coisas piores. A exemplo, como eu vou sobreviver sabendo que ainda nem saí de casa, e já estou suando frio. Ashley já me ligou trezentas vezes, para confirmar se eu ia mesmo. Assim como Calum, também checou, Ashton e Michael.
Eu estou ficando cada vez mais nervosa, com o que quer que eles estejam esperando disso, porque fazem muita questão da minha presença, não sei como vou agir ao reencontra-los, sinto saudades mas tenho medo de estarem magoados comigo, de alguma forma.
Vi que chegaram à Londres ontem de manhã, a família toda. Os meninos, Ashley, Noah, Violetta, e Olivia. Tecnicamente, eu era a parte faltando na viagem, isso é, caso eu ainda seja uma parte.
São seis e meia, eu já estou pronta. Vestida elegantemente e maquiada, quero causar uma boa impressão. Minha roupa já está decidia há dias, porque eu liguei para Taylor durante a semana e ele me ajudou. Estou usando um vestido preto curto com uma gola recortada, coturnos envernizados, e um casaco que imita pele por cima, pois ainda está frio.
Pego um táxi, e acabo demorando quase quinze minutos para chegar ao 'Heaven'.
Fãs já estão em fila para entrar, e os seguranças já estão fazendo seu trabalho de organizar tudo. Algumas pessoas comentam coisas quando me veem descer do táxi. Algumas garotas chamam meu nome, e dizem oi. Eu abro meu melhor sorriso e aceno para elas, tentando ser simpática, mas a verdade é que estou tensa demais pra conseguir fazer algo além de sorrir.
Me dirijo a porta lateral, com a credencial nas mãos, mas acredito que nem teria precisado. O segurança na porta é Billy, ele participou da ultima tour, então me conhece bem.
–Charlotte! – ele me cumprimenta, abrindo a porta de metal para eu passar – Você veio. Pode entrar.
–Bom te ver, Billy. – eu cumprimento de volta, já passando pela porta. – Obrigada.
O espaço é amplo para uma boate, mas reduzido para um show dos meninos, do tamanho exato para o evento de hoje. O palco já está montado, e meu coração acelera ao ver aqueles instrumentos ali, pensei estarem posicionados da maneira tradicional num primeiro momento, mas quando presto atenção vejo que a guitarra do centro não está lá. O telão ainda está apagado, nenhum sinal do nome da música. Acho que estou mais curiosa que os fãs.
Ando pelo lugar a passos lentos, prestando atenção em todos os detalhes, e de olhos bem abertos em busca de alguém. Não sei se estou nervosa com a possibilidade de trombar com ele, ou com a grande chance disso não acontecer.
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More - Luke Hemmings
FanfictionIf me and you are living in the same place Why do we feel alone?! A house that's full of everything we wanted But it's an empty home. Why can't we choose our emotion? 'Cause we could feel something's broken And I can't stay without hoping We'll neve...
