Capítulo 18

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Depois de uma segunda-feira corrida na agência, com ensaios fotográficos em todos os horários marcados, eu nem consigo explicar a felicidade que toma conta de mim quando vejo o carro de Luke na garagem quando chego. Me animo com a ideia que ele já estar em casa, e podermos jantar juntos.

Subo até o nosso apartamento rapidamente, e uma vez em casa vou direto rumo ao quarto.

–Luke?–digo no corredor. –Cheguei!

–Oi, Charlie. – ele diz do quarto enquanto entro. – Caramba, você fez hora extra hoje? – ele vem ao meu encontro, ainda na porta do quarto.

–É, pode-se dizer que sim. – concordo passando meus braços pelo seu pescoço para um abraço, antes de atacar os lábios dos quais senti falta o dia todo.

  Mas quando nos afastamos, eu olho por cima de seus ombros, e vejo algo que definitivamente não estava esperando, e que me deixou bastante perdida.

–Que mala é essa? – digo ao me afastar, para poder olhar para seu rosto.

–Oh, os meninos e eu precisamos viajar amanhã bem cedo. – Luke me explica– Temos uma reunião em Nova York com um possível novo produtor.

–Ah, entendi -assinto compreendendo. – Acho que você deve ter esquecido de comentar isso comigo.

–Foi meio de última hora, esperávamos poder fazer tudo por Skype, mas as coisas não são tão simples.

–Por mim estivéssemos em Los Angeles porque seria mais fácil. – comento me sentando na cama, ao lado da mala pequena que Luke arrumava. 

–Nem me fale, essas pessoas são tão confusas com lugares. Não sei porque é tão difícil entrar em um consenso. 

–Você acha que vai dar certo, ao menos? – pergunto esperançosa, afinal, era um problema bastante meu.

–Espero. – ele diz, se sentando ao meu lado – Calum quem o achou, eles sempre quiseram trabalhar juntos, e agora por ser a oportunidade perfeita. Ele é bom e experiente.

–Vai dar certo. – tento passar o máximo de segurança que consigo.

Precisa dar certo.

–Vocês voltam quando? – faço a pergunta que mais me interessa no momento, mas tenho um pouco de medo da resposta.

–Sábado, se tudo der certo. – Luke diz enquanto repousa a mão sobre a parte superior da minha perna, por cima da minha calça jeans.

–Sábado? – repito, com uma onda de decepção percorrendo meu ser.

–Aham, por quê? – ele diz, sem nem se tocar.

–Nada. – repito me levantando, e indo rumo ao closet.

Nada, fora a primeira exposição fotográfica que eu participarei em toda a minha vida, na quinta. Decido não reclamar, porque sei muito bem que não é culpa de nenhum deles. Temos nossas próprias obrigações, e com elas vêm os sacrifícios. A ultima coisa que quero é ser um problema para as obrigações de Luke e da banda, admiro demais o que eles fazem pra isso.

Por outro lado é impossível não dizer que eu gostaria de seu apoio num momento tão importante pra mim.

O destino brincando outra vez, nem sei como ainda consegue me surpreender. 

–Droga! Sua exposição, não é? – ele se dá conta, e vem atrás de mim.

–Pois é, uma pena né?

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