Me senti como uma adolescente entusiasmada, mesmo aos meus vinte e três anos, enquanto passei a noite inteira esperando ansiosamente pelo meu marido.
Porém quando Luke chegou, foi direto para o chuveiro, e depois se deitou. Mal olhando para minha cara, comentou sobre ter tido um dia exaustivo no estúdio, e como precisava voltar pra lá logo cedo amanhã. E então pegou no sono.
Simplesmente apagou. E me deixou olhando para as paredes, por assim dizer.
Nem consigo explicar como me senti ofendida por ter sido inteiramente esquecida e ignorada. Mas não criei confusão quanto a isso, fiquei quieta, e me deitei ao seu lado, na cama que dividíamos. Não podia afirmar que dormíamos juntos, porque parecia ter uma enorme barreira separando nossos lados, e nenhum de nós se atrevia a atravessa-la.
De manhã, acordo sozinha, e completamente se saco cheio com tudo. A primeira coisa que faço é ligar para Taylor.
–Bom dia, flor do dia! –ele me cumprimenta animado.
–Oi Taylor.
–Vou até pular a parte onde eu pergunto se está tudo bem. – ele nota meu humor, mesmo por telefone.
–Você acha que fica muito ruim se eu cancelar o ensaio fotográfico de hoje? – pergunto.
–Você terminou de editar as fotos de sexta-feira? – ele responde com outra pergunta.
–Estão no e-mail da revista. – confirmo.
–Então acho que tudo bem, remarcar. – ele sugere. – É melhor do que você vir aqui e ficar se arrastando pelos corredores.
–Eu sei, hoje realmente não dá. – explico.
–Eu cuido das coisas aqui, tá bom? Não se preocupe.
–Muito obrigada, Tay, de coração. – agradeço sinceramente, ainda que aquilo seja muito pouco por tudo que ele faz por mim.
–Imagina, amor. – ele age modestamente, como sempre. – Só fique melhor, ok? Descanse sua cabeça, e dê um jeito nesse coração. Quero minha Charlotte contente de volta.
–Estou a procura dela por todos os lugares. – respondo.
–Te vejo amanhã, se cuida. – ele se despede.
–Até amanhã. – sorrio ao desligar.
Lavo meu rosto, e decido sair para uma corrida.
Corri tanto ao longo da orla, que na volta o suor escorria pelo meu rosto a baixo sem parar, graças ao sol quente, e a minha movimentação toda. Mas não há como negar que a corrida me fazia bem, a brisa oceânica e a música alta conseguiam acalmar meu coração se maneira surreal. Talvez porque eu tenha sido criada na costa, e o fato de meu pai ser um surfista de coração.
Devo ter levado mais de uma hora até estar de volta em casa.
Ao pegar meu celular, percebo que tinha recebido, e ignorado várias ligações de Ashley. Cinco, para ser exata.
Rapidamente disquei seu número, e ela atendeu velozmente.
–O que aconteceu? – pergunto rapidamente.
–O que aconteceu? Eu que te pergunto! Você sumiu.
–Você me ligou um milhão de vezes, eu só sai pra correr.
–Não faça mais isso, Charlie, você me mata do coração.
–Você precisa relaxar. Ashley. Eu passei uma hora fora.
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More - Luke Hemmings
Fiksi PenggemarIf me and you are living in the same place Why do we feel alone?! A house that's full of everything we wanted But it's an empty home. Why can't we choose our emotion? 'Cause we could feel something's broken And I can't stay without hoping We'll neve...
