– Charlie, é sério. Vai pra casa. – Taylor abre a porta do meu escritório, talvez pela terceira vez naquele dia, para me mandar pra casa.
– Eu sei, já vou. – concordei coçando meus olhos pesados. – Só estou terminando alguns detalhes da edição.
– Se você não for embora na próxima hora, vou ter tirar dai com minhas próprias mãos. – ele me ameaça pela ultima vez, fechando a porta logo em seguida.
Suspiro, e passo a mão pelos meus cabelos, estava exausta.
Minha semana está um inferno por completo, mas nenhum dos outros dias pode se comparar a hoje, sinto como se algo estivesse martelando minha cabeça sem piedade alguma. Meus olhos piscam vagarosamente, enquanto minhas mãos tremulas mexem com o mouse do computador.
Há quatro dias, venho me arrastando eu um ciclo interminável, e doloroso.
Trabalho, casa, banho, insônia. Trabalho, casa, banho, insônia. Trabalho... e nada mais que isso.
Luke e eu não nos comunicamos com mais de três frases desde nossa briga, na segunda á noite. E a essa altura nem estou mais brava com ele por ter me dado o bolo. Estou apenas triste, por não conseguirmos nos acertar, e arrependida por ter me estressado tanto. Toda aquela briga, foi culpa minha. Eu podia ter conversado com ele de maneira mais adequada, e com sorte, hoje tudo ainda estaria bem.
Com Ashley, e os meninos, eu venho falando o mínimo possível. Apenas respondendo suas perguntas, e concordando com qualquer coisa que digam. Não tenho animo, para uma conversa de verdade, já que venho concentrando todas as minhas energias em manter minha rotina, como se tudo estivesse normal.
Energias que obviamente se esgotaram por completo, hoje. Sexta-feira.
Foco meus olhos na tela, e bem, meu trabalho está uma verdadeira porcaria. Eu precisaria recomeçar do zero se quisesse aproveitar aquela foto pra alguma coisa. Mas se apagasse e começasse a fazer exatamente a mesma coisa, como já aconteceu duas vezes, o resultado final continuaria péssimo.
Então eu desisti do expediente. Nesse momento, só quero ir pra casa, e me enterrar no sofá para não ser mais encontrada.
Me levanto, preparada para sair dali diretamente pra casa, mas no exato momento em que passo meu peso para minhas pernas tudo gira, e minha visão se embaça.
Sem chances de pegar o transito louco de Los Angeles naquela situação, eu acabaria fazendo algo pior.
Volto para a cadeira, e procuro pelo meu celular, que está em cima da escrivaninha.
Disco o número de Calum.
Diferente do celular de Luke, que sempre toca por minutos antes de ser atendido, escuto a voz de Cal rapidamente.
– E aí Charlie.. – ele cumprimenta.
– Oi Cal.
– Tudo bem? – ele pergunta, provavelmente confuso com minha ligação.
– Luke está aí? – pergunto de uma vez.
– Hm, claro. – ele confirma. – Quer que eu passe pra ele?
– Por favor.
– Ok, só um minutinho.
– Obrigada. – eu murmuro, e então ouço sua voz distante.
"Luke, Charlotte quer falar contigo." – ele diz
"Charlie?" – Luke soa confuso.
"Ela está no telefone" – Cal explica.
"Oh, sim. Com licença." – Luke sai e ouço o barulho de uma porta se fechando.
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More - Luke Hemmings
FanfictionIf me and you are living in the same place Why do we feel alone?! A house that's full of everything we wanted But it's an empty home. Why can't we choose our emotion? 'Cause we could feel something's broken And I can't stay without hoping We'll neve...
