–Hemmings –ouço a voz mais bonita do mundo sussurrar no meu ouvido. – Você precisa levantar, amor.
–Hmm, –resmungo, tomada pelo sono, e apenas rolo pela cama, abraçando Luke como se ele fosse um grande urso de pelúcia, e o prendendo ali comigo.
Sinto seu peito chacoalhar enquanto ele ri de mim, mas não me importo em fazer mais nada, se não continuar de olhos fechados, curtindo minha preguiça.
–Charlie, já estamos atrasados. – ele avisa. – Ou você desistiu de ir almoçar no Calum?
–Não, –murmuro tentando manter meus olhos abertos. – estou levantando. – aviso esfregando meus olhos, e saindo de cima dele.
Me sento na cama, e me permito bocejar sem pressa. Luke se levanta, e passa um braço pelos meus ombros, me colocando contra ele.
–Odeio precisar te acordar. – ele comenta deixando um beijo em minha testa.
–Eu dormiria para sempre caso não fizesse. – o tranquilizo beijando sua bochecha e depois seus lábios. – Bom dia! – tento me animar.
–Como você se sente? – seu tom de preocupação é claro, e eu sabia bem do que ele falava do quanto chorei antes de conseguir dormir ontem a noite, mas não queria falar sobre aquilo.
–É um novo dia. – digo seguramente, para tentar não prolongar o assunto. – Vai ficar tudo bem.
Me levanto, e me volto a ele. Vejo seus lábios se contorcerem, como se ele tivesse preparado para falar, mas depois desiste, e abre um sorriso fraco. Eu me sinto tentada a perguntar, mas sei que é melhor ficar quieta, e deixar pra lá.
–Porque você não toma um banho para tomarmos café? Todo mundo já está no esperando lá no Calum.
–Não vou demorar. – aviso indo para o banheiro.
Quase me assusto ao olhar meu reflexo no espelho, estou um verdadeiro caco. Meus cabelos estão mais que apenas emaranhados, e meus olhos inchados, meio avermelhados horríveis.
Tomo banho tentando me livrar daquilo, e também da sensação desconfortável e angustiante em meu peito, preciso expulsar o assunto para o fundo da minha mente outra vez, assim como eu já fiz antes. Não é como se pudesse fazer algo para concertar, de qualquer forma, o melhor a fazer é ignorar.
Saio do banheiro enrolada na toalha de Luke, e com a minha na cabeça. O quarto está vazio, então vou até nosso closet e procuro por algo para vestir. Opto por um vestido soltinho azul escuro, nada demais. Sei que nada vai me agradar muito hoje.
Luke volta ao quarto enquanto eu estou secando meu cabelo, com a toalha. Ele vai até o closet se troca, substituindo a calça de moletom por jeans, e colocando uma camisa do preta, e depois de pronto senta-se na nossa cama desarrumada me esperando terminar. O que eu não demoro muito para fazer.
–Você já comeu?– pergunto enquanto deixamos o quarto rumo a cozinha.
–Ainda não. Tomei um gole de café, mas resolvi te esperar. – ele explica puxando a cadeira.
A mesa estava posta, com uma quantidade maior que o normal de comida, na verdade.
Eu sabia que ele estava tentando fazer as coisas ficarem tranquilas quando fez aquilo, de alguma forma. O agradeci mentalmente por tentar.
Nós tínhamos café, waffles, cereal e leite, torradas, manteiga e geleia, mel e aveia, bacon, e suco de laranja. O café da manhã de uma semana inteira posto a mesa de uma vez só, ignorando o fato de estar perto do almoço.
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Fiksi PenggemarIf me and you are living in the same place Why do we feel alone?! A house that's full of everything we wanted But it's an empty home. Why can't we choose our emotion? 'Cause we could feel something's broken And I can't stay without hoping We'll neve...
