GABRIEL💮
Patrícia me perturbava mas de longe estava sacando, precisava fazer uma pra livrar a cara de Manuela, porque quando ela cisma é foda.
3 meses passaram, e deu os meses de experiência da Manu, fui pra empresa cedo porque ia efetuar ela, a mesma dava duro nesse cargo que a Patrícia colocou e ainda tinha a faculdade que ela nem sonhava que os 50% eu estava pagando.
Quando ia saindo do elevador Manuela entrou de cabeça baixa rapidamente e apertou o térreo, fiquei imóvel quando ela me olhou com lágrimas nos olhos.
Gabriel: o que houve?
Manu: meu Deus, é você — ela abaixou a cabeça — que vergonha. Me desculpe por isso Gabriel — o elevador fechou —.
Gabriel: o que houve?
Manu: nada. Não se preocupe!
Gabriel: Manuela — me aproximei — olha pra mim — disse calmo e levantei seu queixo fazendo-a me olhar — me diz.
Manu: Patrícia me mandou embora, e é isso que vou fazer. Foi um erro isso aqui.
Gabriel: ela é louca? Quem manda nisso aqui sou eu! — disse nervoso e ela me fitou com aquele olhar —.
Manu: já disse não se preocupe, não quero que arrume uma briga com a sua mulher por minha culpa.
Gabriel: vá até o toalete, respira, limpa seu rosto e sobe.
Manu: mas... — interrompi —.
Gabriel: e sobe, estarei na minha sala.
MANUELA🌸
Fui trabalhar como qualquer outra dia, só que era sexta-feira e eu estava animada porque ia pra balada com a Bruna. Cheguei no serviço e na hora Patrícia me chamou, minhas pernas ficaram bambas na hora, o que ela queria? Eu sabia que era meus 3 meses de experiência mas não esperava que ela fosse falar comigo.
Patrícia: como você sabe, hoje você faz 3 meses de experiência — fez uma pausa — e infelizmente não vamos ficar com você.
Manu: mas eu fiz algo de errado?
Patrícia: você era apenas uma funcionária Manuela, funcionária e nunca iria passar disso.
Manu: o que você quer dizer com isso?
Patrícia: o Gabriel tem filha e mulher — disse firme — então você tire seu cavalo da chuva, que dele você não terá nada. Tá ouvindo?
Manu: você me desculpe, mas — ela me interrompeu —.
Patrícia: mas nada, pegue suas coisas e pode ir.
Engoli a seco, sai de lá igual um jato. Era tudo que eu não precisava encontrar o Gabriel no elevador, descer 10º andares com ele perguntando mil coisas era difícil, aquela voz dele me atentava por inteira. Obedeci o que ele falou, eu iria embora mas não iria dar esse gosto para aquela mulher, não iria mesmo.
Fui ao toalete e fiquei lá por alguns minutos, respirei fundo e retoquei a maquiagem, não iria dar esse gostinho pra ela, não mesmo.
Peguei o elevador novamente e subi, assim que parei naquele andar a Vera me olhou um pouco assustada e dava pra ouvir a gritaria na sala dele, fiquei andando de um lado para o outro até a porta se abrir, ela saiu e passou por mim igual um jato estremeci na hora que ele apareceu e me chamou. Entrei e o mesmo bateu à porta atrás de mim, nossos olhares se encontraram e não consegui me segurar.
Gabriel me puxou pros braços dele e iniciou um beijo, queria evitar mas foi em vão retribui o beijo e que beijo, sua língua percorria cada canto da minha boca, chupei a mesma e aquele gostinho de menta era maravilhoso. Paramos o beijo com selinho e me afastei, estava vermelha de vergonha.
Manu: me desculpa.
Gabriel: a culpa é minha. E você não vai sair daqui! — disse firme — tá ouvindo?
Manu: mas ela — ele interrompeu —.
Gabriel: Manu, quem manda nessa empresa sou eu. Ela não manda em nada.
Eu assenti, apenas. Não sabia o que dizer estava fora de mim, beijei o meu patrão, o dono da empresa. Nada seria como antes, nada, seria tudo diferente e estava com medo do que estaria por vir. Todos estavam me tratando diferente e eu odiava sentir isso, no mínimo a Vera contou alguma coisa. Recepcionista fofoqueira viu!
Patrícia não deu mais as caras, estava tranquila por isso mas tudo que é bom dura pouco, e não durou nem 2 semanas. Estava indo até a sala dele e assim que entrei vi Gabriel sentado com a filha no colo, e Patrícia de pé olhando pela janela.
Manu: Desculpa, eu volto outra hora.
Gabriel: você não atrapalha Manu — ele deu aquele sorriso lindo e meu coração apertou —.
Patrícia: vai estragar esse momento de pai e filha? — ela me olhou debochando —.
Gabriel: Patrícia — repreendeu ela —.
Manu: eu volto depois — sorri sem graça e sai —.
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Quase um casal |
RomanceEscritora: Ju Rabetão • Respoansável pela história: Letícia Capa: sophiadelrey • +16| Manu perdeu a mãe aos 11 anos, o que fez ser forte desde então. Foi criada pelo meu pai e a madrasta, tudo fluía naturalmente até descobrir o real motivo da morte...
