Capítulo 7

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GABRIEL💮

Patrícia me perturbava mas de longe estava sacando, precisava fazer uma pra livrar a cara de Manuela, porque quando ela cisma é foda. 

3 meses passaram, e deu os meses de experiência da Manu, fui pra empresa cedo porque ia efetuar ela, a mesma dava duro nesse cargo que a Patrícia colocou e ainda tinha a faculdade que ela nem sonhava que os 50% eu estava pagando. 

Quando ia saindo do elevador Manuela entrou de cabeça baixa rapidamente e apertou o térreo, fiquei imóvel quando ela me olhou com lágrimas nos olhos.

Gabriel: o que houve? 

Manu: meu Deus, é você — ela abaixou a cabeça — que vergonha. Me desculpe por isso Gabriel — o elevador fechou —.

Gabriel: o que houve? 

Manu: nada. Não se preocupe! 

Gabriel: Manuela — me aproximei — olha pra mim — disse calmo e levantei seu queixo fazendo-a me olhar — me diz. 

Manu: Patrícia me mandou embora, e  é isso que vou fazer. Foi um erro isso aqui.

Gabriel: ela é louca? Quem manda nisso aqui sou eu! — disse nervoso e ela me fitou com aquele olhar —.

Manu: já disse não se preocupe, não quero que arrume uma briga com a sua mulher por minha culpa. 

Gabriel: vá até o toalete, respira, limpa seu rosto e sobe.

Manu: mas... — interrompi —. 

Gabriel: e sobe, estarei na minha sala.

MANUELA🌸

Fui trabalhar como qualquer outra dia, só que era sexta-feira e eu estava animada porque ia pra balada com a Bruna. Cheguei no serviço e na hora Patrícia me chamou, minhas pernas ficaram bambas na hora, o que ela queria? Eu sabia que era meus 3 meses de experiência mas não esperava que ela fosse falar comigo.

Patrícia: como você sabe, hoje você faz 3 meses de experiência — fez uma pausa — e infelizmente não vamos ficar com você. 

Manu: mas eu fiz algo de errado?

Patrícia: você era apenas uma funcionária Manuela, funcionária e nunca iria passar disso. 

Manu: o que você quer dizer com isso?

Patrícia: o Gabriel tem filha e mulher — disse firme — então você tire seu cavalo da chuva, que dele você não terá nada. Tá ouvindo? 

Manu: você me desculpe, mas — ela me interrompeu —. 

Patrícia: mas nada, pegue suas coisas e pode ir.

Engoli a seco, sai de lá igual um jato. Era tudo que eu não precisava encontrar o Gabriel no elevador, descer 10º andares com ele perguntando mil coisas era difícil, aquela voz dele me atentava por inteira. Obedeci o que ele falou, eu iria embora mas não iria dar esse gosto para aquela mulher, não iria mesmo.

Fui ao toalete e fiquei lá por alguns minutos, respirei fundo e retoquei a maquiagem, não iria dar esse gostinho pra ela, não mesmo. 

Peguei o elevador novamente e subi, assim que parei naquele andar a Vera me olhou um pouco assustada e dava pra ouvir a gritaria na sala dele, fiquei andando de um lado para o outro até a porta se abrir, ela saiu e passou por mim igual um jato estremeci na hora que ele apareceu e me chamou. Entrei e o mesmo bateu à porta atrás de mim, nossos olhares se encontraram e não consegui me segurar. 

Gabriel me puxou pros braços dele e iniciou um beijo, queria evitar mas foi em vão retribui o beijo e que beijo, sua língua percorria cada canto da minha boca, chupei a mesma e aquele gostinho de menta era maravilhoso. Paramos o beijo com selinho e me afastei, estava vermelha de vergonha.

Manu: me desculpa. 

Gabriel: a culpa é minha. E você não vai sair daqui! — disse firme — tá ouvindo? 

Manu: mas ela — ele interrompeu —. 

Gabriel: Manu, quem manda nessa empresa sou eu. Ela não manda em nada.

Eu assenti, apenas. Não sabia o que dizer estava fora de mim, beijei o meu patrão, o dono da empresa. Nada seria como antes, nada, seria tudo diferente e estava com medo do que estaria por vir. Todos estavam me tratando diferente e eu odiava sentir isso, no mínimo a Vera contou alguma coisa. Recepcionista fofoqueira viu! 

Patrícia não deu mais as caras, estava tranquila por isso mas tudo que é bom dura pouco, e não durou nem 2 semanas. Estava indo até a sala dele e assim que entrei vi Gabriel sentado com a filha no colo, e Patrícia de pé olhando pela janela.

Manu: Desculpa, eu volto outra hora. 

Gabriel: você não atrapalha Manu — ele deu aquele sorriso lindo e meu coração apertou —.

Patrícia: vai estragar esse momento de pai e filha? — ela me olhou debochando —.

Gabriel: Patrícia — repreendeu ela —.

Manu: eu volto depois — sorri sem graça e sai —.

Quase um casal |Histórias para pegar e não largar. Descubra agora