MANUELA🌸
Acordei com o despertador da Bruna no meu ouvido, levantei com um pulo e ela estava sentada rindo de mim, revirei os olhos e levantamos pra tomar café eu precisava, estava tudo girando ainda tomei um remédio e um café bem reforçado.
Voltei pro quarto e comecei a me trocar e ela entrou.
Bruna: vamos almoçar comigo.
Manu: aonde?
Bruna: na casa da minha vó.
Manu: é — pensei que a Patrícia poderia ir, e deu um desanimo — acho melhor não Bru.
Bruna: não aceito não como resposta, saindo de lá vamos pra um samba top que conheço. Hoje é sábado, olha esse dia — abriu a janela — te empresto uma — ela sorrio —.
Manu: o que tu não pede chorando que eu faço sorrindo né — joguei o travesseiro e ela riu —.
Tomei banho depois dela e comecei a me arrumar, peguei um short e uma blusinha, coloquei um salto anabella e fiz uma make básica, Bru estava bem parecida.
Fomos de carro com a mãe dela, Gabriela era muito engraçada parecia mais irmã da Bruna do que mãe, ela nunca falou do pai e eu nunca perguntei.
Chegamos e a avó dela era muito fofinha mas tinha uma língua que só por Deus, ficamos na sala de estar enquanto o restante do pessoal não chegava, confesso que estava com sono e estava desejando a minha cama. Ouvi uma voz, eu conhecia muito bem, me arrepiei dos pés à cabeça quando Gabriel entrou naquela sala, nada haver com o meu chefe todo de terno, deixava ele até mais novo, não disfarçou a troca de olhares e fiquei sem jeito quando Bruna me olhou rindo e me apertou. Patrícia fez a pior cara do mundo ao me ver e nem liguei, tudo bem que não queria estar passando por isso mas ela tinha que me engolir.
Fomos todos almoçar, Gabriel era um bom ator ele conseguia falar comigo normal mas ninguém tocou no assunto de funcionária, e isso me deixou bem a vontade. Estavam todos conversando e eu bem na minha.
Gabriela: mãe, essa sua neta anda muito baladeira — todos riram —.
Gabriel: olha quem fala né — revirou os olhos —.
Lucia: a é? — perguntou surpresa e deu risada — tem que aproveitar meu bem.
Gabriela: que isso mãe.
Patrícia: seu filho está assim também Dona Lúcia.
Gabriela: depois de velho — deu risada —.
Gabriel: eu? — olhou surpreso pra Patrícia —.
Patrícia: sim — fez uma pausa — ontem de madrugada você sumiu por um tempo.
Gabriel: ah — ele ficou sem jeito —.
Bruna: ele foi no AP da mamãe levar um remédio pra mim — sorrio bem sínica —.
Patrícia: delivery? — perguntou rindo —.
Bruna: é que eu e a Manu estava precisando, não quis deixar ela sozinha e como é um tio maravilhoso ele me socorreu.
Eu não sabia onde enfiar minha cara, essa história era caô da Bruna, conhecia aquela cara de sínica dela não me enganava, Gabriel me olhou rápido e meu coração pulava.
Estava tudo muito tenso, Patrícia com aquela cara horrível dela era foda. Já Pietra era Gabriel todinho, dava vontade de apertar aquelas bochecha dela, me sentei no sofá e a mesma foi até lá.
Pietra: Nossa, seu cabelo é tão lindo tia — disse acariciando meus fios longos —.
Manu: o seu também é princesa — sorri e acariciei o rosto dela e Gabriel sentou ao nosso lado e me afastei um pouco —.
Gabriel: não precisa correr de mim — disse baixo e riu —.
Manu: preciso sim — sorri enquanto brincava com Pietra —.
Graças a Deus deu a hora de ir embora, eu não aguentava mais ver Patrícia forçando a amizade pra cima de Gabriel, Bruna percebeu a minha agonia em estar ali mas como uma boa amiga não disse nada apenas nos despedimos, quando fui sair Gabriel apareceu na minha frente podia sentir a respiração dele é aquilo era atentador pra mim.
Gabriel: a gente se vê — ele sussurrou em meu ouvido e me arrepiei —.
Não tive reação, apenas sorri e sai rapidamente antes que alguém visse aquilo. Entramos no carro e elas me deixaram em casa, marquei as 17h com Bruna então tinha pouco tempo para me arrumar, entrei e dei de cara com a Luana com algumas amigas revirei os olhos e fui pro quarto, tomei um banho e estava de roupão e Letícia entrou.
Letícia: meu, você não para? — perguntou rindo —.
Manu: vamos pro samba? — olhei sorrindo e ela logo se animou —.
Letícia: será que a dona Luana vai deixar? — revirou os olhos —.
Manu: ihhh — fiz bico — esqueci da fera.
Letícia: vou tentar — saiu correndo de lá e fui me arrumar e ela logo voltou desanimada — o que esperava, não deixou.
Manu: eu venho dormir aqui contigo tá bom? Pelo jeito não volto tarde.
Letícia: vou esperar — ela foi até mim e beijei sua testa — bom samba e por favor, juízo — ela riu e saiu —.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Quase um casal |
RomanceEscritora: Ju Rabetão • Respoansável pela história: Letícia Capa: sophiadelrey • +16| Manu perdeu a mãe aos 11 anos, o que fez ser forte desde então. Foi criada pelo meu pai e a madrasta, tudo fluía naturalmente até descobrir o real motivo da morte...
