Capítulo 9

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MANUELA🌸

Sai do carro e respirei fundo, subi pro AP da Bruna, não pretendia contar nada, até mesmo porque foi apenas um jantar de amigos. Tudo bem, minha atitude pode estar sendo ridícula mas poxa se ele sabe que não pode pra que me levar para lugares público? 

Ela abriu a porta bem animada, já havia bebido um pouco e me abraçou. Entramos e fui direito para o quarto dela, fui pra janela e fiquei observando a rua.

Bruna: Ah não — ela entrou no quarto — pode mudando essa cara, tô só esperando mais uma amiga e estamos indo. 

Manu: está tudo bem — dei um sorrisinho e ela balançou a cabeça —. 

Bruna: Manu — fez uma pausa  — eu já te conheço, mesmo que apenas por alguns meses — fez uma careta — não é nada sobre aquele babaca não né?

Manu: o Eric? Não, ele vai ter o que é dele Bru. O que ele fez comigo naquele dia, ter me dado algo pra tomar e abusa... — não consegui completar e segurei o choro —. 

Bruna: vem, vamos.

Saímos e quando chegamos na sala demos de cara com a Patrícia. Ela me olhou de cima a baixo e deu um sorriso bem canalha que não gostei nenhum pouco, a mãe da Bruna era irmã mais velha do Gabriel e era um amor de pessoa e pela cara não ia muito com a cara de Patrícia não, disse Oi e Tchau e saímos entramos no carro e fomos direto pra balada, era tudo que eu precisava pra compensar o dia de hoje.

GABRIEL💮

Eu não tirava Manu da cabeça. E por um lado era péssimo porque eu não sabia esconder, precisava fazer meu papel de dono da empresa mas ela tinha um lado meu que Patrícia nunca teve, deixei ela na Bruna e fui direto pra casa, já era tarde quando cheguei e Pietra estava na sala com a babá. Ela correu até mim e peguei a mesma no colo.

Pietra: papai — me abraçou e deu um beijo na bochecha —. 

Gabriel: Oi princesa, cadê sua mãe? 

Babá: precisou dar uma saída.

Gabriel: seu expediente não já acabou?

Babá: sim, mas — interrompi —. 

Gabriel: poderia ter me avisado, pode ir. Pega um táxi — tirei $100 da carteira e entreguei pra mesma que ficou sem jeito —. 

Babá: obrigada senhor Gabriel — saiu—.

Gabriel: e você jantou mocinha? 

Pietra: já papai, mas queria uma sobremesa — fez olhão e dei risada —.

Gabriel: vamos ver o que tem.

Fomos até a cozinha e havia um bolo de prestigio, peguei um pedaço pequeno e coloquei pra ela. A mesma se lambuzou toda e ficou bem feliz, estava tudo ótimo até Patrícia chegar toda histérica ao ver Pietra daquele jeito, já me irritou.

Patrícia: olha a hora Gabriel, não é hora de deixar ela comer porcaria.

Gabriel: e você estava aonde? Que deixou ela com a babá? Se toca Patrícia.

Pietra: eu estava com vontade mamãe — olhou assustada —. 

Gabriel: vem princesa, vamos se trocar e deitar — peguei na mão dela e fui indo pro quarto —.

Troquei e fomos escovar os dentes, coloquei ela na cama e a mesma dormiu logo, graças a Deus Pietra nunca deu trabalho. Voltei pra sala e ela estava lá sentada mexendo no celular, única coisa que sabia fazer.

Patrícia: eu deixei com a babá já que o pai dela não estava né. 

Gabriel: tive assuntos pra resolver e você não disse que ia sair. 

Patrícia: eu também tive — me olhou seria —.

Gabriel: salão de beleza? — prendi o riso e revirei os olhos —.

Deixei ela lá na sala falando sozinha e fui tomar um banho, sai enrolado na toalha e ouvi um zunzunzum na sala, coloquei uma bermuda e fiquei sem camisa, passei desodorante e sai. 

Rafael estava lá sentado com um drink, Patrícia se assustou ao me vê.

Gabriel: e aí moço — ele riu e cumprimentamos —. 

Rafael: tá trabalhando demais, não te vejo mais. 

Patrícia: vocês e seus papinho idiota — revirou os olhos e foi pro quarto, fomos para a varanda e fechei a porta de vidro —. 

Rafael: o que aconteceu? Não sai mais daquela empresa — disse irônico e deu risada —. 

Gabriel: você é trouxa em meu, sabe como é — dei risada e dei um gole do meu drink —. 

Rafael: conheceu a novinha lá que falei?

Gabriel: minha secretária particular.

Rafael: você não presta.

Gabriel: tô brincando, Patrícia tá de olho. 

Rafael: eu tô ligado. 

Gabriel: como? Andou conversado com a minha mulher? — arqueei a sobrancelha e ele bebeu rapidamente seu drink —.

Rafael: claro que não né mano — balançou a cabeça — já deduzi.

Sempre fui parceiro do Rafael, desde novo e quando conheci Patrícia ele meio que ficou bolado porque deixei as baladas por um tempo é claro, mas depois a gente se aproximou de novo com a morte do meu pai, ele me ajudou muito. Mas não gostava desses papinho dos dois, não tinha uma intuição muito boa mas ele era meu mano sempre confiei.

E sempre falei pra Patrícia, faça o que quiser da sua vida sem colocar minha empresa e sem me colocar nos jornais, sem manchar a minha marca, e ela nunca achou certo eu dizer isso. Mal sabe ela que a fila está andando.

Quase um casal |Histórias para pegar e não largar. Descubra agora