MANUELA🌸
As aulas passaram rapidamente, e conversei bastante por mensagem com Gabriel. Na hora do intervalo sai pra comprar um lanche, peguei um natural e um suco. Estava voltando pra sala e encontrei Bruna.
Bruna: na hora da saída vai ter uma bebedeira aí na frente bora?
Manu: to exausta demais — ri —.
Bruna: qual é Manu, quinta-feira — ela disse empolgada —.
Manu: porque você sempre vence? — revirei os olhos —.
Bruna: eu te espero.
Ela saiu e voltei pra sala, comi meu lanche e estava quase dormindo quando o professor entrou. Aula de matemática eu adorava, sem contar que me deixava bem ligada, passou que nem vi.
Sai e Bruna saiu me puxando, era um barzinho em frente á facul, na verdade eram vários mas esse lotava de alunos, e que alunos. Peguei um copo de cerveja e começamos a beber, as horas passaram e eu nem me dei conta, olhei no relógio 00h50. Decidimos ir embora, Bru me deixou em casa.
Deitei e só acordei no outro dia. O sono e a preguiça estavam tomando conta, mas hoje era sexta então levantei rápido, tomei meu banho e fiz toda minha rotina matinal.
Cheguei na empresa 9h01, quando estava indo para a minha sala Gabriel me chamou, ele estava estranho e bem seco pro meu gosto. Caminhei até a sua sala, quando entrei ele fechou a porta atrás de mim.
Gabriel: atrasada de novo — arqueou a sobrancelha ao me olhar —.
Manu: sim, um minuto — dei um sorrisinho — o elevador é demorado.
Gabriel: sem desculpas Manuela — disse firme — onde você estava que chegou atrasada?
Manu: na minha casa? — perguntei sem entender —.
Gabriel: ontem, porque você chegou tarde?
Manu: é sério isso? — ri —.
Gabriel: eu tô falando sério — se aproximou mais — você não me avisou quando chegou.
Manu: e deveria avisar?
Gabriel: você sempre da boa noite — revirou os olhos —.
Manu: fiquei no bar com a Bruna e perdemos a noção da hora.
Gabriel: e isso é mais importante que seu emprego?
Manu: que o emprego ou que você? — dei uma pausa e respirei fundo — Gabriel você tem a sua família por isso não mandei mensagem tarde da noite, porque não sabia se estava com a Patrícia.
Gabriel: nós não dormimos juntos.
Manu: mas ela mora na sua casa — disse firme — vocês têm uma filha juntos. E quem sou eu pra atrapalhar a noite da família?
Gabriel: para de paranoia Manuela.
Manu: e para de ficar me controlando.
Sai e encostei a porta atrás de mim, Vera me olhou surpresa e eu sorri bem falso pra ela. Entrei na minha sala e passei o resto do dia atolada de coisas para fazer.
Sexta-feira abençoada chegou, esperei ansiosa por ela, afinal era dia de passar a noite com Gabriel mas dessa vez não ia rolar, ele precisava aprender a se controlar, ele era casado por mais que eu estivesse errada não iria dar esse gostinho pra ele.
Cheguei no serviço 10 minutos mais cedo, arrumei algumas coisas e tomei meu café, trabalhei bastante e ajudei a Bruna no financeiro até que gostava manjava muito em contas, saímos pra almoçar juntas no shopping peguei comida japonesa.
O dia passou bem rápido, quando se tem muita coisa pra fazer o dia fica cheio e por incrível que pareça eu estava exausta, me despedi da Bruna e fui direto pra casa, não vi Gabriel hoje o que me deixou aliviada.
Cheguei em casa e tomei um banho demorado, lavei o cabelo e sai enrolada na toalha, coloquei uma camisola abaixo do bumbum e realçava meus seios até demais. Me sentei e Letícia entrou.
Letícia: que milagre encontrar minha irmã — ela riu e fechou a porta —.
Manu: babaca — joguei a almofada nela —.
Letícia: que cara é essa?
Manu: nada ué — disfarcei —.
Letícia: Manu, sou nova mas sou tua irmã e te conheço melhor que você mesma — revirou os olhos —.
Manu: você é foda em meu — ri —.
Letícia: me conta — sentou ao meu lado — é o seu chefe?
Manu: Ele é foda Le — contei o que ocorreu — gosto dele sabe — abaixei o olhar — mas não dá pra continuar assim.
Letícia: já pensou em se abrir pra ele Manu?
Manu: nunca né Le.
Letícia: porque?
Manu: ele é casado a muito tempo com a Patrícia — revirei os olhos — e tem uma filha.
Letícia: filho não impede nada viu? — se levantou e caminhou até a janela — bom, e acho que a hora é agora.
Manu: o que?
Letícia: Audi A5 é dele?
Manu: sim.
Letícia: então seu telefone vai tocar — ela riu e meu celular tocou —.
Manu: é ele — disse nervosa —.
Letícia: vai lá e boa sorte.
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Quase um casal |
RomanceEscritora: Ju Rabetão • Respoansável pela história: Letícia Capa: sophiadelrey • +16| Manu perdeu a mãe aos 11 anos, o que fez ser forte desde então. Foi criada pelo meu pai e a madrasta, tudo fluía naturalmente até descobrir o real motivo da morte...
