Capítulo 28

11.2K 741 42
                                        

MANUELA🌸

O meu final de semana foi atordoado mas a semana começou e eu precisava ser forte e continuar, não atendi o Gabriel e também não deixei ele entrar. Eu queria ficar sozinha pelo menos esse tempo porque a partir de segunda-feira seria difícil evitar o meu chefe.

Cheguei no trabalho no meu horário normal, entrei na minha sala e havia um buquê enorme com um cartão e meu café da manhã bem farto por sinal, balancei a cabeça e não pude evitar um sorriso e a porta abriu novamente, era ele. Meu coração disparou na hora, eu queria ser orgulhosa mas a gente precisava conversar.

Gabriel: me desculpa — falou em um tom baixo e acanhado —.

Manu: vamos conversar Gabriel, temos muita coisa pra conversar — me sentei e ele também — mas depois, estou no horário de serviço ainda — ri e ele também —.

Gabriel: bobona, come enquanto eu falo. Sei que não deve ter comido quase nada esses dias.

Manu: como sabe?

Gabriel: porque eu também não como — sorrio triste — quero que me desculpe, não foi a minha intenção mentir, não foi a minha intenção magoar você dizendo aquelas coisas. Eu sou um idiota em não ter escutado você primeiro. Senti ciúmes...

Manu: ciúmes? — fiquei surpresa —.

Gabriel: Manu, eu te amo — me olhou sério e senti que tudo amoleceu — amo pra caramba. Meu Deus, saber daquilo.

Manu: Ele abusou de mim antes de eu te conhecer e começar a trabalhar aqui. Foi nesse dia que conheci a Bru, ela me ajudou e foi tão boa comigo. Ele era da faculdade, me convidou pra sair e não levei na maldade até então ele era o popular da faculdade e achei tão normal. Mas ele me drogou e do resto você já sabe — respirei fundo — não queria contar porque isso me deixa constrangida, não dei parte na polícia e eu me arrependo por isso. Sinto nojo dele e a única coisa que eu sinto e tentei me privar de tanta coisa mas você apareceu, e dai mudou tudo. E hoje sou tão feliz com o homem que tenho ao meu lado que quis desligar isso, fingir que nada aconteceu — abaixei a cabeça e ele levantou —.

Gabriel: nós nunca mais vamos tocar nesse assunto.

Manu: nunca mais — balancei a cabeça — eu te amo Gabriel, mais do que você imagina — ele apertou minha mão e nos beijamos —.

Deu a hora do almoço e fomos almoçar juntos como sempre, Bru estava junta e toda animadinha com a nossa volta.

Gabriel teve que ir rápido para uma reunião e dei uma volta com ela enquanto não dava a hora para voltar pra empresa.

Bruna: como estão?

Manu: bem, eu acho — ri — eu amo seu tio Bru e quero ir fundo nisso sabe.

Bruna: eu te entendo bem — fez bico — passo o mesmo pelo Rafael, mas no seu caso é diferente, meu tio te assume pra todos mas o Rafael — balançou a cabeça —.

Manu: e já tentou pressionar ele?

Bruna: muitas vezes, não entendo o motivo mas beleza. E quer um conselho? Curte a volta de vocês tá? Você sabia que desde o começo não seria fácil, que a Patrícia é uma cobra humana, você sabe então não se deixa levar — sorrio e me abraçou de lado —.

Era isso que eu iria fazer, não vou deixar a Patrícia tomar conta do nosso relacionamento.

Voltamos para a empresa e fiz tudo que tinha para fazer, na hora de ir embora esperei Bru e fomos juntas deixei ela em sua casa e fui pra minha.

Assim que cheguei vi um carro parado em frente, balancei a cabeça não é possível ela não estava lá. Desci e entrei a mesma estava sentada na sala com a Luana tomando cafezinho que ridículo isso, não falei com nenhuma delas e meu pai entrou logo em seguida.

Manu: oi pai — sorri e beijei seu rosto —.

João: oi filha — colocou o celular na bancada e beijou a Luana —.

Luana: Patrícia esse é meu marido João, Amor essa é a Patrícia esposa do Gabriel — sorrio sínica e balancei a cabeça —.

João: Oi? — ele me olhou sem entender —.

Patrícia: isso, sou esposa do Gabriel seu genro não é? — ela riu —.

Manu: Pai.

João: você pode me explicar isso Manuela?

Manu: o que você está fazendo aqui?

Patrícia: ué, já que você não deixa meu marido em paz eu precisava vim aqui avisar seus pais né.

Manu: não tem seus pais porque ela não é a minha mãe. E outra, não se intromete no meu relacionamento com o Gabriel — falei firme —.

Patrícia: você sabe que na hora de escolher entre nós duas ele vai me escolher não sabe? — ela sorrio — ele me ama, só não sabe. Mas me ama.

João: você pode se retirar por favor.

Luana: não manda minha visita embora João.

João: a casa e minha Luana — falou alto — saia por favor.

Patrícia: a gente se vê Luana, te adorei.

Quase um casal |Histórias para pegar e não largar. Descubra agora