MANUELA🌸
O meu final de semana foi atordoado mas a semana começou e eu precisava ser forte e continuar, não atendi o Gabriel e também não deixei ele entrar. Eu queria ficar sozinha pelo menos esse tempo porque a partir de segunda-feira seria difícil evitar o meu chefe.
Cheguei no trabalho no meu horário normal, entrei na minha sala e havia um buquê enorme com um cartão e meu café da manhã bem farto por sinal, balancei a cabeça e não pude evitar um sorriso e a porta abriu novamente, era ele. Meu coração disparou na hora, eu queria ser orgulhosa mas a gente precisava conversar.
Gabriel: me desculpa — falou em um tom baixo e acanhado —.
Manu: vamos conversar Gabriel, temos muita coisa pra conversar — me sentei e ele também — mas depois, estou no horário de serviço ainda — ri e ele também —.
Gabriel: bobona, come enquanto eu falo. Sei que não deve ter comido quase nada esses dias.
Manu: como sabe?
Gabriel: porque eu também não como — sorrio triste — quero que me desculpe, não foi a minha intenção mentir, não foi a minha intenção magoar você dizendo aquelas coisas. Eu sou um idiota em não ter escutado você primeiro. Senti ciúmes...
Manu: ciúmes? — fiquei surpresa —.
Gabriel: Manu, eu te amo — me olhou sério e senti que tudo amoleceu — amo pra caramba. Meu Deus, saber daquilo.
Manu: Ele abusou de mim antes de eu te conhecer e começar a trabalhar aqui. Foi nesse dia que conheci a Bru, ela me ajudou e foi tão boa comigo. Ele era da faculdade, me convidou pra sair e não levei na maldade até então ele era o popular da faculdade e achei tão normal. Mas ele me drogou e do resto você já sabe — respirei fundo — não queria contar porque isso me deixa constrangida, não dei parte na polícia e eu me arrependo por isso. Sinto nojo dele e a única coisa que eu sinto e tentei me privar de tanta coisa mas você apareceu, e dai mudou tudo. E hoje sou tão feliz com o homem que tenho ao meu lado que quis desligar isso, fingir que nada aconteceu — abaixei a cabeça e ele levantou —.
Gabriel: nós nunca mais vamos tocar nesse assunto.
Manu: nunca mais — balancei a cabeça — eu te amo Gabriel, mais do que você imagina — ele apertou minha mão e nos beijamos —.
Deu a hora do almoço e fomos almoçar juntos como sempre, Bru estava junta e toda animadinha com a nossa volta.
Gabriel teve que ir rápido para uma reunião e dei uma volta com ela enquanto não dava a hora para voltar pra empresa.
Bruna: como estão?
Manu: bem, eu acho — ri — eu amo seu tio Bru e quero ir fundo nisso sabe.
Bruna: eu te entendo bem — fez bico — passo o mesmo pelo Rafael, mas no seu caso é diferente, meu tio te assume pra todos mas o Rafael — balançou a cabeça —.
Manu: e já tentou pressionar ele?
Bruna: muitas vezes, não entendo o motivo mas beleza. E quer um conselho? Curte a volta de vocês tá? Você sabia que desde o começo não seria fácil, que a Patrícia é uma cobra humana, você sabe então não se deixa levar — sorrio e me abraçou de lado —.
Era isso que eu iria fazer, não vou deixar a Patrícia tomar conta do nosso relacionamento.
Voltamos para a empresa e fiz tudo que tinha para fazer, na hora de ir embora esperei Bru e fomos juntas deixei ela em sua casa e fui pra minha.
Assim que cheguei vi um carro parado em frente, balancei a cabeça não é possível ela não estava lá. Desci e entrei a mesma estava sentada na sala com a Luana tomando cafezinho que ridículo isso, não falei com nenhuma delas e meu pai entrou logo em seguida.
Manu: oi pai — sorri e beijei seu rosto —.
João: oi filha — colocou o celular na bancada e beijou a Luana —.
Luana: Patrícia esse é meu marido João, Amor essa é a Patrícia esposa do Gabriel — sorrio sínica e balancei a cabeça —.
João: Oi? — ele me olhou sem entender —.
Patrícia: isso, sou esposa do Gabriel seu genro não é? — ela riu —.
Manu: Pai.
João: você pode me explicar isso Manuela?
Manu: o que você está fazendo aqui?
Patrícia: ué, já que você não deixa meu marido em paz eu precisava vim aqui avisar seus pais né.
Manu: não tem seus pais porque ela não é a minha mãe. E outra, não se intromete no meu relacionamento com o Gabriel — falei firme —.
Patrícia: você sabe que na hora de escolher entre nós duas ele vai me escolher não sabe? — ela sorrio — ele me ama, só não sabe. Mas me ama.
João: você pode se retirar por favor.
Luana: não manda minha visita embora João.
João: a casa e minha Luana — falou alto — saia por favor.
Patrícia: a gente se vê Luana, te adorei.
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Quase um casal |
RomantikEscritora: Ju Rabetão • Respoansável pela história: Letícia Capa: sophiadelrey • +16| Manu perdeu a mãe aos 11 anos, o que fez ser forte desde então. Foi criada pelo meu pai e a madrasta, tudo fluía naturalmente até descobrir o real motivo da morte...
