Capítulo 10

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MANUELA🌸

A amiga da Bru chegou e saímos rapidamente de lá, não suportava a cara dela já bastava a semana toda e final de semana também? Ninguém merece. Entramos no carro e ela deu partida.

Ana: Que cara da Patrícia foi aquela pra tua amiga Bru — disse rindo —.

Bruna: aquela é uma cobra nojenta — fez careta —. 

Ana: tu fez algo pra ela? — me olhou curiosa —.

Manu: não — dei risada e tentei disfarçar —. 

Ana: ela é louca mesmo, cisma comigo também. O marido dela deu encima de você? 

Manu: não — respondi rápido — e de você já? — Bru me olhou e prendeu o riso —. 

Ana: quem dera, nunca vi mais sério do que aquele Gabriel — abanou com a mão rindo — muito gato.

Bruna: vamos parar de falar do meu tio na minha frente? — aumentou o som —.

Tentei não levar a sério nada disso, não demorou e chegamos na balada, eu queria extravasar e seria hoje. 

Entramos e como sempre a Bru deixou um camarote reservado, quando chegamos já havia combo de Blue Label e Redbull com muito gelo. Ela me olhou rindo e piscou. O funk estava rolando solto, comecei a beber e ainda estava tranquila, a Ana era bem doidinha impossível não rir. Ela se agarrou com um bofe gostoso enquanto eu e Bru só bebendo, ela me puxou pra ponta do camarote e começamos a dançar. 

Eu já estava no meu 5º copo, já estávamos no fim da segunda garrafa e eu estava fora de mim, dançando e nem me importava se a calcinha estava aparecendo ou não, ia no mesmo ritmo da Bruna e arrasamos.

Bru: hoje é festa da árvore tá — disse no ritmo e a gente descia até o chão —.

Manu: tequila? — olhei pra ela animada —. 

Bru: mano, tu vai ficar louca — disse rindo — garçom — levantou a mão —.

Duas dose pra cada, viramos sem careta já estava com a boca dormente.

A noite foi muito boa, dançamos muito e dissemos não pra muito homem. Fui sozinha vou voltar sozinha, sentei no sofá que havia no camarote e bateu aquela depre, mudou de funk pra sofrência da vida, o coração até doeu. Peguei meu celular e não havia nenhuma mensagem, quer dizer apenas da Letícia, fechei os olhos e falei comigo mesmo.

Manu: não manda, não manda, você vai se arrepender Manuela.

Mas o coração não aguenta, abri na conversa do Gabriel.

📩️Brincou com fogo e nesse jogo você se queimou. Sinto sua falta quando não estou perto, me desculpa por hoje 📩. 

Joguei o celular na bolsa e resolvemos ir embora, comecei a chorar no carro e ninguém entendeu, na verdade eu estava muito louca, fora de mim. Só abri os olhos quando eu estava deitada, virei pro lado era o quarto da Bru então tudo bem, depois disso eu desmaiei.

GABRIEL💮

Já não estava conseguindo dormir, ficava pensando na Manuela até meu celular vibrar e era o número dela, e pelo jeito não estava no estado normal, levantei e me troquei, desci peguei o carro e fui pro apartamento da Bruna. Não sabia nem o que dizer, mas foda-se eu queria ver a Manu e vê se ela estava bem.

Bruna: meu Deus Biel já está amanhecendo — ela disse ao abrir a porta com cara de sono —.

Gabriel: cadê a Manu? 

Bruna: Eita — ela deu uma risadinha — está na minha cama dormindo. 

Gabriel: ela bebeu muito? 

Bruna: ihhhh — fez careta — não me diz que meu tio está com a minha melhor amiga? 

Gabriel: não, é — fiz uma pausa — eu estou preocupado só — sorri sem graça — a gente se vê amanhã no almoço lá na sua vó — revirei os olhos e ela riu —.

Bruna: bom resto de noite tio.

Acelerei pra casa mas com ela na cabeça, pelo menos sabia que estava bem na casa da Bruna. Cheguei e tirei a roupa ficando só de cueca, me joguei na cama e dormi rapidamente. 

Acordei com alguns barulhos no meu quarto, eu evitava dormir com a Patrícia o máximo, ela estava de calcinha e sutiã, confesso a Patrícia é gostosa e tem o corpo perfeito, mas não rolava mais eu não tinha vontade o jeito dela me fez ficar assim.

Patrícia: vamos aproveitar um pouco enquanto não dá a hora — disse vindo na minha direção, me sentei na cama e ela sentou no meu colo —. 

Gabriel: tô com dor de cabeça Pati — disse levantando junto com ela — vou tomar banho pra gente não perder a hora.

Ela fez a pior cara do mundo mas foda-se, entrei no banheiro e fiquei pensando na Manu. Que cassete, ela não saia da minha cabeça já estava ficando louco não é possível. 

Enrolei a toalha na cintura e fui me trocar, coloquei uma cueca Calvin Klein, calça cáqui e uma camisa preta, meu sapatênis e passei um perfume. 

As duas já estavam na sala arrumadas, Pietra como sempre uma princesinha. Minha mãe não morava muito longe dali, fomos de carro e logo chegamos. Pietra subiu no meu colo, minha mãe que abriu a porta.

Lucia: Minha princesinha — disse pegando Pietra —. 

Pietra: oi vovó — abraçou e beijou ela —. 

Lucia: cara de quem acordou agora filho — passou a mão em meu rosto e ri —.

Minha mãe se mudou da antiga casa quando meu pai morreu, mora em um apartamento de luxo sozinha, quer dizer com os empregados e seus dois cachorros. 

Assim que entrei dei de cara com Manu na sala de estar com a Bruna e minha irmã, engoli a seco ela me olhou sem graça, percebi seu desespero quando Patrícia entrou.

Quase um casal |Histórias para pegar e não largar. Descubra agora