- Parada Respiratória! Aidan rápido! Faça respiração boca a boca! – falou Henrique ao ver Alam.
Eu nem havia notado nada, me assustei bastante quando ele falou rapidamente para eu fazer respiração boca a boca, claro que não demorei nem um pouco e já comecei. Estava difícil cuidar de Alam naquele carro correndo em alta velocidade, mas mesmo assim eu continuei atento e protetor não tirando minha atenção dele em nenhum momento.
- Não precisa ser rápido, o ritmo normal já é o bastante.
Diminui o ritmo da respiração, eu estava um pouco desesperado com medo que Alam morresse, assim fiquei indo rápido e até mesmo quase desmaiando. Foi a primeira vez que fiz, eu não sabia direito, mas sorte que já pesquisei muito sobre isso, só que fazer pela primeira vez estando nervoso foi complicado. Depois de um certo tempo Henrique colocou a mão no meu ombro chamando minha atenção.
- Descanse um pouco, ele já voltou a respirar sozinho.
- Como tu viu que ele parou de respirar? Está de noite e pouco iluminado, sem contar que o carro está em alta velocidade. – falei um pouco espantado enquanto arrumava o lençol em volta de Alam e o abraçava.
- Achou que ele iria fazer som estando desmaiado? Eu vi pelos sintomas quando passamos por uma luz, a caixa torácica dele não se movia sozinha, os lábios estavam ficando roxos também e quando botei minha mão na frente do nariz não senti sua respiração.
- Tu falando tão tranquilamente esse tipo de coisa ainda me assusta e sempre irá.
- Isso porque tu não viu ele explicando tudo quando disseca pessoas. – agora foi Sebastian falando tranquilamente enquanto corria com o carro desviando de tudo.
- Vocês são bizarros... Ah! – gritei quando Sebastian fez uma curva fechada em alta velocidade – Sebastian! Vá devagar, assim tu vai matar a gente!
- Hihi, desculpinha Aidan.
- Que isso, deixa a criança brincar. – falou Henrique examinando Alam.
- Que brinque sem botar a gente em risco de vida!
- Estamos chegando! – afirmou acelerando e entregando o celular para Henrique. – Avise para estarem preparados senão irei mata-los.
Esses dois fala em matar os outros de maneira tão simples e tranquila, tudo bem que eu matei um monte de gente essa noite, mas isso não vem ao caso. Depois de um tempo finalmente conseguimos chegar ao hospital. Sebastian parou o carro abruptamente na frente da entrada e saí depois que Henrique saiu. Fiquei segurando Alam no meu colo o tempo inteiro até chegar perto da maca onde Henrique pediu para que eu o deitasse. Havia algumas enfermeiras, uma trouxe a roupa de trabalho do Henrique e outra trouxe um estetoscópio também, eles começaram a correr para dentro do hospital enquanto ele explicava a situação para elas que já sabiam o que deveriam fazer.
- A pressão dele está cada vez mais baixa, preciso que o entubem porque já teve parada respiratória no carro, é bem possível que tenha outra. Ele está com overdose de drogas, pode ter parada cardíaca a qualquer momento, precisamos ficar alertas igual, deixa a máquina perto para caso aconteça algo.
Henrique dava todas as ordens e explicava toda situação para elas, como sou leigo em questões médicas não entendi quase nada, mas sabia que estava ruim o caso do Alam.
- Precisamos fazer uma transfusão de sangue para limpá-lo, rápido façam o teste para saber qual seu tipo sanguíneo! – gritou quando chegamos na sala e ia botando Alam na cama de lá.
Mesmo quando chegamos ao quarto ele não parava de dar ordens e minha preocupação só aumentava cada vez mais que eu via o que deviam fazer para tratar Alam, mas sinceramente eu estava muito feliz por ser o Henrique que estava cuidando dele.
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O Cretino e o Prostituto
Roman d'amour[Essa história está em hiatus por tempo indeterminado] Aidan Chron é um cretino, o maior cafajeste que pode ter. Além de ter o título de pegador mais desejado e odiado ele realmente não se importa nem um pouco de ter a fama de cafajeste. Ele consegu...
