33. APRENDENDO A PERDOAR

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Boa noite,

Segue mais um capítulo que consegui terminar

Neste cap teremos o desfecho final do que realmente aconteceu com Jake.

Espero que gostem.

Obs.: é um capítulo um pouco difícil... mas vale muito a pena reflexão.

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LEXA'S POV:

Um pedaço de papel amassado

Uma letra disforme

Um coração dilacerado

Um bilhete de despedida

Seu corpo treme em angústia e eu me sinto impotente.

Não havia transcorrido nem um ano desde a última vez que passamos por isso com vovó Woods.

Mas agora é diferente

Foi alguém que ela amou

Foi alguém que ela odiou

Alguém que a acolheu

E que em um momento a abandonou

Era seu amigo, seu herói

Que foi seu inimigo também

Mas sobretudo ele era aquele que um dia ela chamou de "papai"

[...]

O vento leva o choro e os sentimentos daqueles que ali estão. Pessoas reunidas em um cemitério, com seus trajes fúnebres e suas almas feridas compõe a paisagem de um dia com pouco sol ou quase nenhum para aqueles que não veem a menor diferença nisso.

Num canto, perto do caixão que está prestes a baixar 7 palmos, está minha esposa. Desolada, triste e cabisbaixa. Sentada numa cadeira desde a hora que chegamos aqui. Ela não quis falar ou desabafar com ninguém. Estava num conflito interno. Algo que somente ela poderia resolver.

Alguns trazem palavras de consolo, outros seus olhares pesarosos e ninguém ali estava apto para julgar aquele que se foi, mas também não havia nada, puro o suficiente, para acalmar seu quebrantado coração.

As crianças, já crescidas, abraçavam Clarke e tentavam amenizar seu sofrimento.

Até parece que foi semana passada quando Eliza deu seus primeiros passinhos;

Que foi ontem que Aden aprendeu a escrever seu próprio nome sozinho;

Que ainda a pouco ambos estavam comemorando juntos seus 4 e 3 anos de vida

E que agora estavam agarrados a minha esposa numa forma silenciosa de dizer: "estamos aqui, mamãe! Vai ficar tudo bem."

Três anos se passaram desde que Jake foi preso por tentar me matar

E hoje ele estava ali, bem na minha frente, num lugar que ele sempre desejou que eu mesma estivesse, porém sem êxito. Inerte, sem vida, sem nada, nem ninguém.

Apesar de tudo, há uns anos tivemos uma conversa franca. Eu e Jake.

Pode parecer loucura ou tolice, mas eu o perdoei.

Clarke não.

Talvez seja por isso que hoje, exatamente hoje, ela não tenha largado aquele bilhete de despedida que mais parecia um rabisco mal feito num papel de embrulhar pão amassado.

- Clarke... Aproximo-me dela devagar e ela olha para mim.

O tom azul de seus olhos foram facilmente apagados pela vermelhidão que cerca sua íris.

FLASHBACKS - CLEXAOnde histórias criam vida. Descubra agora