29.JAMAIS TE ESQUECEREI

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Oláááááá belezuras!

Surpresas?!

Consegui terminar este cap e vim correndo postar para que tenham um domingo maravilhoso!

Para quem interessar, este cap foi escrito ouvindo várias músicas lindas, mas como sugestão, deixo "It's that alright" ou "Joanne" de Lady Gaga.

Boa leitura.

Atenção: Apesar do momento triste haverá um hot... tranquem as portas do quarto...kkkk vcs entenderão...

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CLARKE'S POV:

Fechei os olhos com força e puxei o gatilho sem hesitar.

Minhas mãos tremiam assim como meus lábios, que batiam incessantemente um contra o outro num total descontrole.

Concentrada, escuto somente a minha respiração e mais nada.

Nada.

Esperava sentir o recuo da pistola e ouvir o estrondo resultado da minha ação.

Mas nada aconteceu.

Ainda de olhos fechados eu ouço Jake soluçar.

Apertei firme a pistola ainda em minha mão e cerrei os dentes.

Respirei fundo e antes que pudesse fazer qualquer outra coisa sinto uma mão firme segurar a minha.

- Está tudo bem, Clarke. Eu cuido disso. A voz dele me acalmou e me transmitiu segurança para seguir seu conselho.

Não consegui falar nada, mas deixei que ele tomasse a arma de minha mão.

Por sorte ou azar a pistola havia milagrosamente travado e Jake teve sua chance. Porém, para mim, ele já era um homem morto.

Finalmente abro meus olhos.

Sinto os braços de Gustus me envolverem e me puxar delicadamente para trás.

Vejo alguns policiais invadindo o local, levantando e algemando aquele homem que eu costumava chamar de pai. Ele falava algo, mas não pude compreender. Via que seus olhos azuis estavam molhados, mas para mim, não significava nada... assim como ele. Meus pensamentos estavam longe... somente meu corpo estava ali, preso naquela agonia. Enquanto outras pessoas chegavam e se aproximavam do local, meus olhos estavam fixos naquela porta metálica do CTI. Me recusava a acreditar que as coisas terminariam daquele jeito, de aceitar que a última coisa que disse para ela foi uma grosseria, que ela foi me procurar e eu não lhe dei atenção, que o último abraço foi numa segunda pela manhã e o último " te amo" foi declarado em um singelo cartão, amassado e jogado ao chão de um quarto de hospital.

O que eu daria para que você me perdoasse?

O que eu daria para ter, pelo menos, mais um dia com você?

Um último beijo?

Uma última chance?

Sim, eu daria minha alma a quem quer que fosse para ouvir pela última vez sua voz suspirar o meu nome, para sentir o calor da tua pele, tua risada, teus lindos olhos verdes...

Ainda paralisada sinto que sou carregada para meu quarto, mas a minha vontade é de esperar ali na frente daquela maldita porta, mesmo que eu tivesse que esperar a vida inteira por notícias dela eu esperaria.

- Seja forte, Clarke. Dizia Gustus me largando em meu leito. Seja forte pelos seus filhos!

Apenas observei sua feição. Ele estava abatido... e muito. Engoli com dificuldade antes de falar

FLASHBACKS - CLEXAOnde histórias criam vida. Descubra agora