Capítulo 24: DNA

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Cristian narrando

Hoje foi um dia muito divertido.

Minha ruivinha — embora ela provavelmente me desse uma bronca se eu a chamasse assim na frente dela — estava linda. Na verdade, linda era pouco para descrevê-la. Quando a vi de biquíni, confesso que fiquei alguns segundos sem saber o que dizer. Ela realmente não fazia ideia do quanto chamava atenção.

E isso me incomodou.

Principalmente porque Pedro passou boa parte do tempo olhando para ela como se tivesse esquecido que estava acompanhado.

Tive uma vontade enorme de quebrar a cara dele, mas, sendo sincero, talvez fosse eu quem acabasse levando a pior. Pedro era grandalhão, tinha um físico impressionante e, apesar de eu nunca admitir isso na frente dele, provavelmente conseguiria me derrubar com facilidade.

Mas e daí?

Ele estava olhando para a minha namorada.

E não era apenas ele. Havia outros caras que também pareciam interessados nela, principalmente quando Beca entrava na piscina. Talvez eu nunca tivesse percebido antes porque não prestava tanta atenção nessas coisas, mas hoje foi impossível ignorar.

O que mais me surpreendeu foi Amadeu.

Ele não reclamou do meu relacionamento com Beca, não fez nenhuma ameaça e nem sequer tentou arrumar confusão comigo. Talvez ela tivesse conversado com ele e mandado que se controlasse. Ou talvez, pela primeira vez, ele tivesse decidido respeitar a escolha dela.

De qualquer maneira, eu preferia não descobrir.

A verdade é que, apesar de tudo isso, o que mais ocupava a minha cabeça era outra coisa.

O teste de DNA.

Amanhã finalmente teríamos o resultado.

Eu tentava não pensar muito nisso, mas era impossível.

E se desse negativo?

E se, depois de tantos anos, eu realmente descobrisse que Estevão Spinoza não era meu pai?

O que aconteceria comigo?

O que aconteceria com a minha família?

Fecho os olhos, tentando afastar aqueles pensamentos, mas eles continuam se repetindo na minha cabeça até que, finalmente, adormeço.

[...]

— Olá, filho.

Sinto uma mão acariciando meus cabelos, fazendo um cafuné lento e delicado.

Continuo de olhos fechados.

— Estou fazendo muito mal a você... — a voz da minha mãe falha por um instante. — Me perdoe.

Meu coração acelera.

— Eu sequer deveria ter saído de casa. Não existe ninguém mais abalado nessa história do que você.

Ela suspira profundamente.

— Ai, meu menino... sinto muito por fazer você passar por tudo isso. Eu não devia ter traído o seu pai.

Meu corpo fica completamente imóvel.

Então ela realmente admite.

— Mas uma coisa eu posso garantir: ele realmente é seu pai.

Sinto um nó se formar na garganta.

— Me perdoe por não ter sido uma mãe presente. Me perdoe por ter sido tão egoísta. Eu prometo que vou mudar. Talvez eu não saiba demonstrar, talvez eu não diga isso com frequência, mas eu amo muito você, meu lindo.

Essa Rebelde Sou EuHistórias para pegar e não largar. Descubra agora