Compare a situação atual com o que acontecia antigamente, quando os
estágios do relacionamento eram bem definidos e com um objetivo bem claro.
No passado, desde sempre e por milhares de anos, o que os pais mais
queriam era ver seus filhos casados. Era questão de sobrevivência das famílias
pois estas viviam em comunidades. Por isso, os pais criavam seus filhos para
serem maridos, homens responsáveis e provedores; e suas filhas para serem
esposas, mães e companheiras. Não conseguiriam casamento sem estas
qualidades.
Casar era sinal de maturidade dos jovens. Não havia um conceito muito forte
de adolescência como temos hoje, um período de transição da infância para a
vida adulta marcado pela busca da máxima curtição antes que o “túmulo” do
casamento os enterre… A passagem para a vida adulta era quase sempre
marcada pelo casamento.
Quando os jovens chegavam a uma idade em que se consideravam prontos
para casar, o processo de namoro começava.Namorar envolvia inicialmente o homem ser aceito na casa da moça para ser
conhecido e avaliado. Ele só a tirava de casa quando se casava com ela. Daí o
termo “cortejar”, uma antiga forma de descrever o que acontecia antes do
namoro em si. O rapaz era admitido na “corte” dela, ou seja, no espaço dela,
onde ela (mais comumente seus pais) mantinha o controle ou acesso. (O
contrário nunca acontecia, a moça ir namorar na casa do rapaz.)
Primeiro, o rapaz tinha de se apresentar aos pais da moça e conquistar o
respeito deles. Era costume os pais dele inicialmente comunicarem aos pais
dela o interesse do filho. O processo exigia que o rapaz desenvolvesse boa
amizade com os pais da moça e vice-versa. Isso fortalecia os laços familiares
e, consequentemente, o casamento. Todos torciam e trabalhavam para que o
casamento desse certo e as famílias se mantivessem unidas. Em algumas
culturas, o rapaz ou seus pais traziam presentes, não somente para agradar
aos pais da moça, mas também para mostrar que o rapaz tinha condições
econômicas de casar com ela, caso fosse aceito.
Com o consentimento dos pais, o rapaz podia ter acesso à moça e iniciar o
processo de conquistá-la e de se conhecerem melhor. Mesmo assim, não era
permitido que ficassem a sós. Em casa ou se fossem a algum evento social,
teriam de ser acompanhados por um chaperone. Quase sempre uma mulher
mais madura ou um irmão mais velho que acompanhava o casal para garantir
que não se comportariam de maneira inapropriada.
Se tudo prosseguisse bem, o casal entrava em um compromisso de
casamento, que hoje conhecemos como noivado. Os preparativos para o
casamento começavam: o noivo providenciava a futura casa onde iriam morar
e a noiva se organizava para se tornar esposa. A cerimônia de casamento
oficializava a união do casal com a benção de ambas as famílias e os dois
então iam para as núpcias. Ali, na lua de mel, era quase sempre a primeira
vez que se tocavam fisicamente.
Tudo isso parece nos remeter ao tempo dos dinossauros, mas antes de
descartar esse passado como ridículo, vamos analisar os significados e
benefícios por trás daquelas práticas.
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namoro blindado
Randommomento mais doloroso em nosso consultório CRISTIANE E EU JÁ PERDEMOS A CONTA de quantas vezes pensamos ao aconselhar casais em nosso consultório matrimonial: "Esses dois nunca deveriam ter se casado". É duro ver duas pessoas que nunca deveriam ter...
