UM HOMEM CAMINHAVA PELO DESERTO, quando encontrou uma garrafa
velha de refrigerante, ainda fechada. Ao abrir a tampa, apareceu um gênio:
— Olá! Sou o gênio de um só desejo, às suas ordens.
O homem, muito altruísta, pediu:
— Eu quero a paz no Oriente Médio. Veja este mapa: que estes países vivam
em paz!
O gênio olhou bem para o mapa e disse:
— Cai na real, amigo. Esses países guerreiam há 5 mil anos! Eu sou bom,
mas nem tanto. Peça outra coisa.
O homem pensou, pensou e disse ao gênio:
— Bom... Eu nunca encontrei a mulher ideal. Você sabe... eu gostaria de uma
mulher que tenha senso de humor, pense por si mesma, tenha uma carreira,
goste de cozinhar, limpar a casa, lavar, passar, que não seja ciumenta, que
goste de futebol, aprecie uma cervejinha, seja fiel, sexy, bonita, jovem,
carinhosa, econômica, não seja chata, não se importe de eu não ter dinheiro e
não implique quando eu sair com os amigos.
O gênio suspirou fundo, coçou a cabeça e disse:
— Deixa eu ver esse mapa de novo!
A longa lista de atributos que o futuro pretendente deve ter é uma das
maiores razões por que as pessoas permanecem solteiras.
Dizem que quando as mulheres começam a namorar, seu sonho de consumo
é um homem alto, moreno e bonito. Aos vinte e cinco anos de idade, elas
mudam para alto, moreno, bonito e com dinheiro. Aos trinta e cinco, elas
mudam novamente para um homem com um cérebro. Aos quarenta e oito
anos, é um homem com cabelo. E aos sessenta, um homem.
O problema do solteiro não é encontrar alguém, mas se permitir encontrar
alguém. Não há falta de pessoas disponíveis, mas a busca incessante por perfeição tem impedido esse encontro. Quando não, a pessoa até encontra,
mas logo desencanta da outra, porque seus padrões são tão altos que
ninguém consegue se enquadrar neles.
Depois de uma certa idade, alguns solteiros podem até dizer “A essa altura,
estou aceitando qualquer um”. Mas a verdade é que quanto mais pessoas você
namora, ou conhece e depois descarta para um relacionamento, mais você vai
comparar a próxima com alguém que conheceu ou que você acredita que
ainda vai encontrar.
Por exemplo, Roberto já namorou cinco garotas, mas em cada uma faltava
uma qualidade “importante”. Ele começou a namorar a garota n° 6, mas ela
não tem uma qualidade que ele gostava muito na n° 2 (com quem terminou
porque ela não era tão bonita quanto a n°1). Então, ele está pensando em
desistir desta também e continuar procurando, porque “com certeza” a garota
n° 7 que está “por aí em algum lugar” será muito melhor que todas as
anteriores.
Enquanto você tiver essa mentalidade, ninguém será bom o suficiente para
você. Nenhuma dica deste livro lhe servirá.
Quem muito escolhe nada tem! Sempre haverá alguém mais bonito, rico,
atraente, inteligente ou interessante do que seu parceiro. Mas namoro não é
uma competição do Oscar. Você se compromete com uma pessoa porque
vocês decidiram construir uma vida juntos e serem os melhores um para o
outro.
É preciso que você se permita encontrar pessoas e conhecê-las sem
compromisso. E também que entenda a improbabilidade de encontrar alguém
que preencha todos os seus caprichos. Amar é conhecer a outra pessoa,
admirar o que você conhece dela e olhar seus defeitos positivamente.
Se você conseguir passar essa barreira, então podemos explorar como e
onde encontrar essa pessoa.
A PROGRESSÃO NATURAL DE UM RELACIONAMENTO
AMOROSO
Os relacionamentos mais sólidos costumam seguir uma progressão natural de
contato:
1. Contato visual ou por informação
2. Amizade
3. Atração
4. Conexão mental e emocional
5. Compromisso
6. Conexão física
Perceba o aumento gradual da aproximação e intimidade nessas fases. Essa progressão é a mais natural e saudável para formar um relacionamento
blindado. Pular essas fases é que seria estranho. Por exemplo, quando
notamos uma pessoa que não conhecemos no meio de tantas, apenas vemos
o seu exterior. É esse exterior que produz a atração inicial. Seria muito
estranho naquele momento aquela pessoa correr até você, tirar a roupa e
começar a lhe contar toda sua vida. Ainda que isso sem dúvida fosse algo
surreal, a surpresa acabaria em questão de segundos e daria lugar à total
estranheza. Não seria natural.
Conhecer uma pessoa é como abrir um presente, pouco a pouco revelando o
que a embalagem traz dentro. Rasgue a embalagem com violência ou rápido
demais e você poderá quebrar o que está dentro.
Vamos entender essa progressão.
1. Contato visual ou por informação
Não tem a ver com atração física, ainda que isso possa acontecer em um
primeiro contato. Mas nem todas as pessoas que você acha atraentes são
adequadas ou estão disponíveis para um relacionamento com você. As
aparências enganam, e muito. Esse primeiro contato visual ou por informação
significa apenas que você toma conhecimento da existência daquela pessoa.
Talvez você a note em um evento social. Ou seu amigo lhe fale sobre essa
pessoa (o marketing pessoal dela funcionando); e você goste do que ouve. O
erro aqui é descartar de imediato a pessoa que você não acha fisicamente
muito atraente ou que não o faz sentir algo gostoso. Não espere que quando
você encontrar “aquela pessoa” você sentirá um frio na barriga, seu coração
vai disparar, seus joelhos vão fraquejar… Pare com isso! A maioria dos casais
bem-sucedidos não viu borboletas saírem detrás da cabeça um do outro no
primeiro contato.
2. Amizade
Quando uma pessoa é solteira e nos diz que tem dificuldade de encontrar um
namorado, costumamos perguntar: “Você tem amigos? Qual a qualidade e
quantidade de amizades que você tem?”. Maximize suas amizades. É uma
conclusão lógica que se a maioria dos casais se encontra por amigos em
comum, você precisa investir em boas amizades. Quando alguém do sexo
oposto tentar iniciar uma amizade honesta com você, aceite. Você nunca sabe
no que vai dar — e não precisa dar em nada, necessariamente. Amizade é um
dos melhores ingredientes de uma relação amorosa saudável. Mesmo depois
de muitos anos de casados, casais que são melhores amigos tendem a
desfrutar muito mais da companhia um do outro. Por isso, uma boa amizade é
uma ótima maneira de preceder um namoro.
3. Atração
A atração que nasce de uma amizade é a mais promissora, pois não é baseada apenas no físico ou visual. Um relacionamento precisa muito mais do que
atração física. Se você se apaixonar pelo corpo da pessoa e se casar com ela,
o corpo eventualmente irá envelhecer e aí você se cansará dela. Daí você vai
querer trocá-la por outra pessoa com o corpo mais jovem e mais belo. É isso
que muitos têm feito. A atração precisa ser muito mais que física — também
mental e emocional. Você precisa gostar dos pensamentos, ideias, caráter e
inteligência daquela pessoa. A combinação deste conteúdo, somada à atração
física, é o que produzirá em você bons sentimentos quando estiverem juntos,
ou seja, a atração emocional. É a partir deste momento que vocês estão
preparados para iniciar um namoro.
4. Conexão mental e emocional
Uma coisa é se sentir atraído por alguém, outra é se conectar com esse
alguém. A atração pode ser uma via única — você se sente atraído pela
pessoa sem necessariamente ela se sentir atraída por você. Mas a conexão é
via de mão dupla — vocês dois se conectam em uma atração mental e
emocional mútua. É quando duas pessoas “clicam”. Isso é o que se procura
durante o namoro. Pode demorar um tempo para acontecer ou talvez nem
aconteça — e, nesse caso, é melhor nem começar ou já terminar logo. Por
esta razão, o período do namoro deve ser sobretudo marcado pela troca de
informações, experiências e muita observação ao comportamento um do
outro. Muitos não investem nessa parte, mas focam mais no namoro físico —
beijos, amassos e outras formas de prazer sensual ou sexual. Entenda que é
totalmente possível sentir prazer sexual mesmo com alguém que você não
ama. Portanto, um namoro físico, para fins de decidir se aquela pessoa é
adequada para um casamento, é enganoso e ineficaz. Invistam no conhecer
um ao outro nos aspectos mental e emocional.
5. Compromisso
Quando a conexão está feita e se mantém sem altos e baixos, o casal pode
seguramente pensar em assumir um compromisso de noivado com vistas ao
casamento. Este “se mantém sem altos e baixos” é importante, pois a conexão
não pode ser apenas durante os bons momentos que o casal desfruta,
intermeados de brigas, indiferença e embates que nunca são resolvidos.
Pequenas discussões e desentendimentos fazem parte da descoberta, mas
nada que venha abalar o relacionamento. É um grande erro tentar passar para
o noivado e casamento na esperança de que o compromisso mais sério
conseguirá corrigir os problemas da relação. O compromisso deve partir de
uma certeza de ambas as partes com respeito ao construir a vida juntos, para
o que der e vier. Onde há dúvida, não pode haver compromisso.
6. Conexão física
O casamento reúne as melhores condições para que haja a entrega física total entre o casal. Antes disso, não há como ter certeza real de que você não está
apenas usando ou sendo usado para o prazer sexual. No casamento em que
essa progressão foi seguida, já não há mais dúvida, medo ou insegurança
sobre a relação. E é nesse ambiente de certeza, confiança e garantia que o
casal está livre para se entregar fisicamente, buscar e dar prazer um ao outro.
Um namoro blindado segue e respeita essa progressão. Ainda que você já
esteja namorando e o seu relacionamento não tenha seguido exatamente
essas fases, nada o impede de se situar em qual fase você está ou qual pulou,
voltar atrás e retomar o processo no caminho certo. Por exemplo, suponhamos
que o seu namoro já chegou à fase da conexão física e vocês tenham uma
vida sexual ativa. Mas você percebe que pularam fases como conexão mental
e emocional (ainda não se conhecem muito bem) e compromisso (não houve
nenhuma conversa sobre casamento ainda, nem base para isso). Então,
voltem à fase três para que possam trabalhar na conexão mental e emocional,
com vista em chegar a um compromisso. E, é claro, enquanto isso,
mantenham-se vestidos!
ONDE?
Não existe um endereço fixo para encontrar um namorado. Conhecemos um
casal que se conheceu em um velório! Nunca, em nossa mais criativa
imaginação, pensaríamos em recomendar tal lugar para você buscar um
namorado.
— Coitado, ele morreu tão cedo. Como você o conhecia?
— Sou amiga da babá da viúva.
— Você deve estar arrasada. Posso lhe comprar um café para consolá-la?
Não é a campeã de todas as cantadas, mas quem somos nós para dizer que
não funcionaria?
A questão não é tanto qual lugar, e sim estar em algum lugar onde você
possa encontrar pessoas com os mesmos objetivos e qualidades que você. Se
formos pensar por este ângulo, encontrar alguém em um velório não parece
ser tão louco assim:
Vocês já têm alguns amigos em comum.
Vocês são pessoas compassivas, pois se importam o bastante com o morto
ou algum familiar próximo.
É por isso que as pessoas costumam se casar com alguém que conheceram
em algum lugar onde compartilhavam interesses em comum. Cristiane e eu
nos conhecemos na igreja; muitos casais se encontraram no trabalho,
faculdade, algum evento ou outros lugares que frequentavam.
Pessoas que se fecham em um círculo social limitado, que parece mais um
triângulo — a mãe, o cachorro e o celular — naturalmente têm dificuldade de
encontrar alguém. A razão não é a falta de pessoas disponíveis, é claro, mas sim a falha em não se permitirem ampliar seu contato com outras pessoas.
Permita-se ser casual. Não seja tão rígido e fechado como uma ostra. Diga
“sim” mais vezes ao invés de “não” sempre que uma oportunidade se
apresentar para você sair da sua rotina social. Casualidades favorecem
pessoas casuais.
— Amiga, quer vir comigo no velório do marido da minha patroa?
Sua vontade é zero. O “não” é quase automático. Mas você diz:
— É claro, amiga! Como eu iria perder essa oportunidade tão fúnebre?
E hoje, os personagens desta história real vivem casados e felizes há 14
anos. Lembre-se: casualidades favorecem pessoas casuais.
É claro, eu me refiro à casualidade com responsabilidade. Não vá saindo com
um total estranho que se aproximou de você no parque e a convidou para
conhecer a coleção de facas que ele tem no porão da casa dele. Eu me refiro à
atitude de sair da rigidez e da rotina de sua agenda para se expor a atividades
que podem facilitar acontecimentos agradáveis1.
Tenho notado que aqueles casais que contam como encontraram seu par
“por acaso” é porque se permitiram ser casuais. Se encontraram quando
visitaram uma biblioteca que nunca tinham visitado; na festa de aniversário do
sobrinho dela; quando ele foi ajudar na mudança do amigo… Enfim, na
verdade não foi por acaso, mas porque se permitiram ser casuais.
Quem não é visto, é esquecido. Pessoas que ficam sozinhas, ficam sozinhas;
pessoas que se enturmam, raramente ficam sozinhas. Portanto, faça as coisas
certas para melhorar suas chances:
Seja mais casual e espontâneo
Permita-se iniciar uma amizade e seja um bom amigo
Saia do triângulo e cresça seu círculo de amizades e contatos
Esteja pronto para cancelar seus planos quando surgir uma boa
oportunidade de encontrar pessoas interessantes
Participe ativamente de grupos com interesses em comum
Compareça e apareça
Não é mágica. Não é sorte. Não é milagre. É atitude com inteligência.
“MAS EU SOU UMA PESSOA MUITO TÍMIDA”
Há 50% de chance de que você seja uma pessoa tímida ou venha se casar
com alguém assim. Portanto, preste bastante atenção em como lidar com isso.
O que é timidez?
Timidez é um rótulo colocado em nós por outros ou por nós
mesmos. É o hábito de se importar demais com o que os outros
pensam de nós.Quando você aceita um rótulo, passa a se comportar de maneira que o
confirme. Se foi rotulado como alguém que “só fala besteira”, por exemplo,
você provavelmente desenvolveu uma postura de falar pouco para não ser
ridicularizado. Ou se tornou desajeitado com as palavras.
A timidez também é um rótulo. De acordo com estudos, ninguém nasce
tímido. A timidez, portanto, é um condicionamento social normalmente
imposto pelas pessoas mais próximas da criança. Se uma criança de dois anos,
por exemplo, se esconde atrás das pernas da mãe quando um estranho entra
em casa, ela pode facilmente ser chamada por sua mãe de tímida. Assim,
esses rótulos vão formando a autoimagem da criança, até que ela mesma
começa a se chamar de tímida. E uma vez você se achando uma coisa, você
realmente a será.
A timidez realmente pode impedir uma pessoa de alcançar seus sonhos e
objetivos de várias formas. Ela pode inibi-lo de se candidatar a um emprego
porque você acha que não vai consegui-lo, por exemplo. E também de chegar
em alguém que você acha atraente para uma amizade com potencial para um
relacionamento amoroso. Muita gente está solteira até hoje por causa disso.
Muitos jovens hoje estão desenvolvendo a timidez social, sem perceber, por
causa da tecnologia. Eles estão passando mais tempo online, se comunicando
via teclado e tela, do que off-line — interagindo, conversando e olhando nos
olhos de outras pessoas. Isso está atrofiando suas habilidades sociais de se
conectar com outras pessoas e diminuindo assim suas chances de desenvolver
um relacionamento.
De certa forma, é muito mais fácil se conectar com pessoas online do que
desligar a Internet, sair e se arriscar no mundo real. Mas um dos resultados
desse hábito preguiçoso é a desconexão e a timidez social — eles não sabem
ter uma conversa quando estão face a face. Daí, preferem ficar em casa ao
invés de sair, continuando o ciclo.
Muitos adultos também estão cometendo este erro, mas o problema afeta
especialmente os mais jovens, porque eles já cresceram nesta geração
conectada e, por isso, muitos nunca experimentaram o bom lado de um
contato fora do mundo virtual. Simplesmente nem sabem o que é.
A boa notícia é que há muitas coisas que uma pessoa que se considera
tímida pode fazer para controlar sua timidez e não ser controlada por ela. Esse
rótulo não precisa ser seu destino.
A primeira coisa a entender é que você pode ser bem-sucedido mesmo que
não seja extrovertido. Há diferença entre timidez e introversão. O introvertido
é mais contemplativo, valoriza seu próprio espaço, gosta de pensar, analisar
antes de emitir opinião. Ele não faz questão de interação social ou de
exposição pública, por ser naturalmente reservado; mas, se for necessário se
expor ou interagir, o fará, ainda que não se sinta confortável. Já a timidez é
uma inibição que atrapalha a pessoa de alcançar seus objetivos. Não há nada
de errado em ser introvertido se você trabalhar para que a timidez não o impeça de conseguir o que quer. Ser um introvertido bem-sucedido significa
reconhecer e entender a timidez e desenvolver estratégias para lidar com ela.
A timidez se manifesta em três formas:
Timidez no corpo: reações fisiológicas como mãos e joelhos trêmulos,
ansiedade, suor, rosto corado, frio na barriga etc.
Timidez na mente: pensamentos que geram timidez e
autoconstrangimento; achar que todo mundo está olhando para você;
sentimentos de inferioridade e inadequação
Timidez no comportamento: pessoas tímidas costumam agir de modo
diferente de outras pessoas. Elas põem barreiras entre elas e as outras;
fazem coisas em situações sociais que prejudicam a interação, como a
linguagem corporal inadequada, falar demais ou não o suficiente, não ter
assunto, se posicionar em um canto em vez de no meio de uma sala com
várias pessoas, entre outras coisas.
Você pode ter alguma ou todas dessas formas. O importante é reconhecê-las
e aprender a superá-las de maneira eficaz. Foi isso que Cristiane e eu fizemos.
Alguns de vocês que já assistiram nosso programa na TV ou uma de nossas
palestras podem ficar surpresos ao saber que a Cristiane e eu éramos bem
tímidos — eu ainda mais do que ela. Você nos vê falando com milhares de
pessoas, ao vivo e muitas vezes sem script, falando abertamente e nos
divertindo enquanto o fazemos. Mas nem sempre foi assim em nosso trabalho;
e pessoalmente somos muito mais reservados. Acho que a Cristiane é até um
pouco melhor do que eu nesse aspecto, porque ela consegue manter uma
conversa por horas com amigos e conhecidos, indo de um assunto para o outro
sem nenhum esforço. Já eu, costumo ser mais observador e ouvinte, não
tenho muito assunto quando estou nessas situações. Dos meus irmãos, sou
definitivamente o mais introvertido.
Isso me fez aprender algumas coisas muito importantes sobre a introversão.
Todo mundo é tímido para algumas coisas.
Ninguém é tímido para tudo, como também ninguém é corajoso para tudo.
Portanto, não se ache diferente ou inferior a ninguém por ter momentos de
insegurança. Ela faz parte da vida de todas as pessoas. Olhe para uma pessoa
à sua esquerda e para outra à sua direita. Estatisticamente, uma delas é
considerada tímida. Você não está sozinho. E, ainda que você seja tímido para
algumas coisas, com certeza é mais ousado para outras. A timidez é um
problema, não você. Você é a pessoa que vai vencer esse problema, dia após
dia. O importante é que esteja trabalhando para superar aquilo que o bloqueia
e atrapalha de alcançar seus objetivos.
Você pode viver bem, mesmo antes de superar a timidez.Sua timidez é apenas uma pequena parte de você. Você é muito mais do que
ela. Há muitas outras partes de você que, somadas, fazem sua timidez ser
irrelevante em muitas situações. Você tem personalidade, talentos, dons,
opiniões, aptidões, habilidades, conhecimentos, qualidades, experiências de
vida — entre tantas outras coisas. Elas são muito mais do que sua timidez e
podem, na hora certa, ser utilizadas para compensar o seu lado tímido.
O medo que nos intimida está 100% em nossa cabeça.
Medo é algo que existe apenas dentro de nós. Quando entende que as
pessoas que o observam não conseguem ver o medo que há dentro de você, é
muito mais fácil agir como se ele realmente não existisse. Ninguém irá notar a
diferença.
O tímido não precisa muito mais do que alguns momentos de
coragem para ser bem-sucedido.
Assim como você consegue ignorar o gosto horrível que um remédio deixa em
sua boca por alguns segundos e tomá-lo mesmo assim, também pode engolir
sua timidez por alguns momentos enquanto faz o que precisa fazer. Pode,
porque o desconforto vai passar logo. E todo mundo pode suportar alguns
segundos ou minutos de desconforto. Quando eu olho para a minha vida de
tímido, vejo esses momentos claramente. Foram atitudes que marcaram
minha vida e tiveram um grande impacto em tudo o que sou e conquistei até
hoje — incluindo meu casamento. Momentos em que meu rosto ficou corado,
meus joelhos e mãos trêmulas e meu estômago me deu aviso para procurar o
banheiro mais próximo. Mas passaram logo! E não somente sobrevivi, mas fiz
grandes e importantes avanços em minha vida por causa deles. Você também
pode enfrentar seus medos e timidez em momentos que realmente valem a
pena. E um desses momentos é na hora de dar um passo para conhecer seu
futuro marido ou esposa.
Cristiane
Comigo também é assim. Eu superei a minha timidez da mesma forma que
eu superei os meus medos: fazendo o que tenho medo de fazer. Timidez é
uma forma de medo; e a única maneira eficaz de lidar com um medo é
enfrentá-lo. Assim você descobre que, na maioria das vezes, não havia
razão para temer.
Se eu contar quão tímida eu era, você não vai acreditar. Eu era o tipo de
pessoa que só conseguia falar com outra se mais alguém se juntasse a nós.
Eu corava tanto no rosto que meus olhos chegavam a lacrimejar. Placas
vermelhas se formavam no meu rosto e pescoço revelando a todo mundo o
quão envergonhada eu estava. Sem contar que me engasgava com as
próprias palavras… era horrível. Por muito tempo, sofri assim. Deixava de me aproximar das pessoas, de falar o que queria falar e até de ser
simpática. As pessoas chegavam a pensar que eu era metida e arrogante
só porque era séria, mas o que elas não sabiam é que a minha seriedade
era uma forma de esconder a timidez que eu tanto odiava.
Até que um dia, comecei a resistir a essa timidez. Falava com as pessoas
mesmo parecendo um tomate e mesmo sabendo que ririam de mim depois.
Não foi fácil, e não foi da noite para o dia que consegui deixar de corar;
acho que até hoje às vezes isso acontece, mas eu nem sinto mais.
Se tenho medo de conversar com alguém, vou e puxo conversa. Se tenho
medo de falar em público, vou e falo. Se tenho algum medo causado por
uma má notícia e começo a ficar nervosa ou ansiosa, uso minha fé e oro a
Deus. Imediatamente aquele medo passa.
Aprendi também que ser tímido é resultado de uma visão pobre de si
mesmo. Você se enxerga pequeno e, por isso, não acha que tem muito a
oferecer a ninguém. Essa visão é uma mentira. Todo mundo tem algo a
oferecer. E não oferecer o que você tem para acrescentar ao mundo é um
egoísmo e uma tragédia muito grande. Tantas pessoas escolhem
compartilhar o pior de si mesmas nesse mundo e são tão corajosas para
isso… Por que eu não seria corajosa para compartilhar o que há de bom em
mim? Isso me ajudou a neutralizar minha timidez quando necessário e hoje
não hesito em tomar atitudes que a maioria não tem coragem de fazer.
Mude sua visão de si mesmo. Veja o que há de bom em você e deixe que
isso brilhe. Abençoe outras pessoas com o que você tem. Não seja egoísta.
O RISCO DA REJEIÇÃO
Talvez a causa mais potente da timidez seja o medo da rejeição. Ninguém
gosta de ser rejeitado. Todo mundo quer ser aceito. O medo da rejeição
desenvolve a timidez, pois ser tímido nos faz evitar situações em que podemos
ser rejeitados. Porém, também nos faz evitar situações em que podemos ser
aceitos… Portanto, a timidez é um remédio cujo efeito colateral é pior do que
a doença que se propõe a curar.
Muito mais eficaz é entender que há certas coisas na vida com que você
simplesmente tem de se acostumar — como o risco de rejeição, por exemplo.
Você pode ser a pessoa mais legal, mais atraente do planeta e, ainda assim,
ser rejeitado. O que você não deve fazer é ver isso como um ataque à sua
pessoa.
Ninguém sabe rejeitar como o ser humano. Até o Senhor Jesus, em toda Sua
perfeição, foi rejeitado. Felizmente, Ele ensinou Seus discípulos a lidar com
isso:
Quando você entrar em uma cidade, se não for bem-vindo, não for ouvido, saia dali discretamente. Não faça escândalo. Sacuda a
poeira dos seus pés, deixe pra lá, e vá em frente.2
Quer dizer, quando conhece seu valor, você entende que a perda é de quem
o rejeitou, não sua.
Ao contrário desse conselho, muitas pessoas acumulam por anos o pó da
rejeição sobre si mesmas. Quando percebem, já estão soterradas. Elas se
tornam tímidas, amarguradas, ressentidas, com medo de tentar coisas novas,
conhecer outras pessoas, desconfiadas de tudo e todos; e andam por aí de
cabeça baixa, como se estivessem carregando o mundo em seus ombros. E de
fato estão.
Toda vez que você é rejeitado e não sacode a poeira dos seus pés, acumula
em si o pó da negatividade das outras pessoas. Se você não mudar, meu
conselho é arranjar uma carreta bem grande, daquelas de dezoito rodas,
porque vai precisar de muito espaço para guardar todo esse pó ao longo da
vida…
A melhor reação que você pode ter é sacudir a poeira e ir em frente. Sempre
haverá uma outra cidade mais adiante.
Faça um favor a si mesmo. Perdoe todos aqueles que o rejeitaram ou
trataram mal. Sacuda a poeira que grudou em você dos relacionamentos
fracassados e siga em frente com a sua vida. Você vai se sentir uma tonelada
mais leve.
Uma vez entendendo que a rejeição faz parte da vida e que, antes de
encontrar a pessoa adequada, poderá rejeitar ou ser rejeitado por alguns,
decida a partir de agora:
Não deixar que a timidez o impeça de se aproximar de alguém que lhe
interessa.
Permitir a aproximação de outras pessoas que se interessam por você, a fim
de avaliar as possibilidades de uma amizade.
Se for rejeitado, não leve isso para o lado pessoal, apenas siga em frente e
continue encontrando outras pessoas.
Se você for rejeitar alguém para um relacionamento, seja sensível e educado
(a não ser que a pessoa seja um stalker que daria tudo para ter nem que
fosse um par de meias sujas suas. Nesse caso, você precisará ser um pouco
mais firme).
Correr o risco da rejeição é menos pior do que se rejeitar antes mesmo de
tentar. Nunca, jamais rejeite a si mesmo.
Atrair uma pessoa tem muito mais a ver com atitude do que com aparência
ou sorte. E isso é ótimo, porque se há uma coisa que podemos mudar em
nós mesmos são nossas atitudes. Uma delas é a decisão de não ser fácil
demais.
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namoro blindado
Randommomento mais doloroso em nosso consultório CRISTIANE E EU JÁ PERDEMOS A CONTA de quantas vezes pensamos ao aconselhar casais em nosso consultório matrimonial: "Esses dois nunca deveriam ter se casado". É duro ver duas pessoas que nunca deveriam ter...
