UM VELHO DITADO DO MUNDO EMPRESARIAL diz que a propaganda é a
alma do negócio. Você pode ter um excelente produto, mas se ninguém sabe
que ele existe, ninguém irá comprá-lo — e sua empresa irá à solitária falência.
Por isso, para sobreviver, seu negócio tem de ter alguma forma de
publicidade. Ela é a ponte, a ligação entre a sua empresa e o cliente, sem o
qual, sua empresa deixará de existir.
A publicidade faz parte do marketing de uma empresa. Entender o que é
marketing é crucial não somente para os negócios, mas também para a vida
amorosa. Atente para esta definição interessante do que é marketing, que
inclui a palavra relacionamento:
Marketing é tudo o que uma empresa faz para adquirir clientes e
manter um relacionamento com eles. Até as pequenas tarefas,
como enviar um cartão de agradecimento, jogar golfe com um
cliente em potencial, atender o telefone prontamente e tomar um
café com um antigo cliente podem ser vistas como marketing.
Vamos entender melhor: “Marketing é tudo o que uma empresa faz para
adquirir clientes e manter um relacionamento com eles”. Se você pensar no
processo que o conduz a comprar os produtos e serviços de determinadas
empresas, você verá que o trabalho delas começou muito antes de você lhes
passar os dados do seu cartão de crédito e continuou mesmo muito tempo
depois.
Por exemplo, antes de você comprar o smartphone que você tem hoje, a
Apple, Samsung ou outra empresa que lhe vendeu o produto tomou inúmeras
medidas com o objetivo final de colocá-lo em suas mãos e fazer de você um
cliente cativo. Desde o design do aparelho, os materiais, as cores, os
aplicativos, a embalagem, a mobília e mostruários das lojas, o preço, até as propagandas na TV, nos outdoors e na Internet — simplesmente tudo — foi
pensando em criar uma conexão tão forte com você que sua reação seria “Eu
quero esse smartphone. Vou comprá-lo”. E aí está ele hoje em suas mãos.
Mas não parou por aí. Eles continuam atualizando os aplicativos, o sistema
operacional, patrocinando celebridades para usarem esse aparelho como
propaganda indireta e causando burburinhos nas notícias sobre o “próximo
grande lançamento” da nova versão do seu smartphone, que você achará
ultrapassado no momento em que o novo sair. E o processo continua até que
você compre o novo, o mostre para todos os seus amigos com orgulho e se
torne um garoto-propaganda daquela empresa sem ganhar um centavo por
isso.
Isso é marketing em sua melhor forma: tudo o que uma empresa faz, com o
objetivo de adquirir o cliente e manter um relacionamento com ele. É assim,
usando essa ponte, que as boas empresas crescem e prosperam. E nós temos
muito o que aprender com elas para os nossos relacionamentos — não
somente para atrair uma pessoa inicialmente, mas também para não a perder.
Temos de aprender a fazer bom uso de nosso marketing pessoal.
MUITOS ESTRANHOS, POUCOS AMIGOS
Atualmente, muitos solteiros têm dificuldade de encontrar alguém que lhes
seja compatível para um relacionamento. É um fenômeno dos últimos tempos.
Antigamente, as pessoas eram mais unidas, viviam em família e fisicamente
muito próximas. Eu me lembro que a primeira casa de meus pais foi no quintal
da casa do meu avô. Isso era muito comum. A família ia crescendo e a ideia
era morar o mais junto e próximo possível dos parentes, já que a
sobrevivência econômica daquela comunidade dependia da união e
cooperação de todos que a integravam. Logo, todo mundo conhecia todo
mundo. Os parentes e vizinhos frequentavam as casas uns dos outros, sabiam
os nomes dos filhos, primos, netos… Isso também incentivava o bom
comportamento das pessoas, já que qualquer escorregão era notícia na
vizinhança inteira (o marketing daquela pessoa começava a ficar queimado...).
O resultado prático disso para os solteiros era que havia grande facilidade de
conhecer bem seu potencial candidato a um namoro, pois ambos ou cresceram
juntos ou eram conhecidos das respectivas famílias. O que não faltava era
informação precisa e de fontes confiáveis a respeito daquela pessoa. Já tinham
uma ligação social, porque a sociedade era muito conectada.
Assim, as pessoas se casavam entre si. Pergunte a seus avós como se
conheceram e você provavelmente ouvirá uma história semelhante.
Hoje, esse modelo de sociedade está praticamente extinto, especialmente
nas grandes cidades. Com a economia mudando de local para global, muitas
pessoas saem de perto de suas famílias para estudar ou trabalhar e fazer suas
vidas sozinhas. Isso criou uma desconexão social: ninguém conhece ninguém a
fundo. Vemos e interagimos com tanta gente, mas conhecemos muito pouco ou quase nada dessas pessoas. Isso gera grande desconhecimento e
desconfiança entre as pessoas, já que vemos tanta gente enganando e sendo
enganada.
Para quem procura uma pessoa para um relacionamento sério, isso
apresenta um grande problema. Como alguém vai se interessar em você sem
conhecê-lo direito — e vice-versa?
Isso faz o marketing pessoal mais necessário que nunca. Emprestando a
definição do mundo dos negócios, podemos definir o marketing pessoal para a
vida amorosa assim:
Tudo o que você faz com o objetivo de adquirir e manter um
relacionamento amoroso.
Em nossa experiência, a cada 10 casais, 8 ou 9 se conheceram através de
um amigo em comum. Foi assim com a gente também. Cristiane e eu fomos
apresentados por um amigo em comum que nos deu informações positivas um
do outro. Nós gostamos do que ouvimos e decidimos nos conhecer. Ele foi a
nossa conexão.
Se você tem um bom círculo de amigos e parentes razoavelmente normais
(com exceção daquela sua tia neurótica que já tentou lhe apresentar até o
carteiro), você está à frente de quem não tem. Pense nessas pessoas como
pontes. Elas ligam você a outras, com segurança.
Se você ainda não está em um relacionamento, pode se beneficiar muito de
uma ponte que o unirá ao seu futuro parceiro. Algo ou alguém precisa conectar
vocês dois.
E é aí que entra o seu marketing pessoal.
1. Você precisa ser um bom “produto”
2. Você precisa construir pontes
SENDO UM BOM “PRODUTO”
Eu sei que soa horrível dizer que você é um “produto”, mas, é claro, estamos
falando figuradamente. Todo ser humano é um produto de uma combinação
enorme de fatores. E é um fato que algumas pessoas nos atraem e outras nos
repelem.
O primeiro passo para um bom marketing pessoal é se tornar uma pessoa
genuinamente atraente, alguém que outro alguém queira por perto — um
“produto” irresistível.
Cristiane
A primeira vez que ouvi falar do Renato foi por minha mãe. Ela o viu em
uma reunião e logo pensou em mim, pois era o meu tipo e tinha os mesmos objetivos: um jovem pastor moreno, alto e bonito. Mas, é claro,
isso não era o suficiente. Então minha mãe procurou saber mais com o
responsável dele, que era nosso amigo em comum. “O Renato é um rapaz
sério, temente a Deus e muito bom pastor”, foi o que ela ouviu, em
resumo. Foi por esse relatório positivo que ela o considerou para futuro
genro.
O Renato era um “produto” de primeira. Por isso boas informações dele
chegaram a mim e eu me interessei por ele sem nunca o ter visto.
Quem você é determina o que você faz. E o que você faz determina a sua
reputação. A sua reputação é o seu melhor ou pior marketing pessoal.
Quem o conhece é quem melhor pode avaliá-lo. É fácil escrever no seu
perfil do Facebook que você trabalhou nesse lugar, estudou naquele e curte
isso e aquilo. A questão é: que tipo de funcionário você foi ou é naquela
empresa? Como você lida com problemas? Que tipo de filho ou filha é você?
Por que e como terminou o seu último relacionamento?
Quando nosso amigo em comum me falou da Cristiane, eu nem estava
procurando alguém. Mas o que ele disse chamou minha atenção: “Ela é uma
moça que segue a Deus de verdade, tem excelentes princípios. Quem casar
com ela vai ser muito realizado”. Eu nunca tinha visto a Cristiane, exceto por
uma foto preto e branco bem antiga e desbotada que apareceu uma vez na
revista da igreja. Mais tarde eu viria também me encantar por sua beleza, mas
a princípio foi o que ouvi a respeito dela que despertou meu interesse. Ela era
muito mais do que uma bela embalagem. Até hoje, o que mais admiro nela é
este conteúdo verdadeiro, que esbanja caráter, pureza e fé — coisas que a
fazem atraente não somente para mim como esposa, mas para milhares de
outras pessoas que têm sido tocadas pelo trabalho dela.
Que tipo de pessoa você é, na sua essência? Até aqui, neste livro, você deve
perceber que temos trabalhado profundamente na lapidação desta essência,
do que há dentro de você. Isso porque se a sua pessoa não for boa, não há
marketing que poderá ajudá-lo.
Uma jovem de 21 anos nos escreveu dizendo:
Eu era uma pessoa que amava balada e usava roupas curtas para
chamar a atenção. Eu gostava quando os homens me olhavam e
me diziam como eu era linda. Até que um dia descobri que estava
grávida. Tive minha filha e até hoje não sei quem é o pai. Com
vergonha do que aconteceu, disse a todos que ele faleceu. Todos
só querem uma noite comigo, querem me usar. Conheci uma
pessoa na igreja e ficamos 3 meses juntos. Ele me levou para a
cama, mas depois me deixou.Não dá nem para começar a explicar tanta coisa que está errada com esta
jovem. Desde sua carência que influenciava sua maneira de vestir até sua
maneira irresponsável de ir para a cama com qualquer um, mais a sua fé
fajuta... Como ela pode atrair um homem bom sendo o que é e fazendo o que
faz?
Por isso, insistimos, como um disco riscado: não entre em um
relacionamento enquanto você não estiver bem resolvido dentro de você. O
seu produto tem de ser bom para que você atraia o tipo de pessoa que você
quer.
1. Invista no autoconhecimento. Se conhecer bem vai ajudá-lo a descobrir
sua identidade e o seu valor único e especial.
2. Não se venda barato. Sabendo do seu valor, você deve ter uma visão
clara de quem o merece. O que você tem a oferecer? Como você fará a
diferença na vida de alguém? Não aceite o mínimo pelo seu máximo.
CONSTRUINDO PONTES
Nosso amigo em comum foi a ponte que nos ligou. Eu trabalhava com ele
diariamente e o meu desempenho, caráter e postura ajudaram a construir uma
imagem positiva de minha pessoa na mente dele. Sem que eu pedisse, e sem
ele ganhar nada com isso, ele fez uma excelente propaganda de mim para a
Cristiane, e vice-versa. Assim como você fala bem da sua escolha de
smartphone para seus amigos e ajuda aquela empresa a ter mais clientes, as
pessoas que nos conhecem e têm uma imagem positiva de nós falam com as
outras.
Mas por que fazemos propaganda de graça dos produtos que gostamos?
Porque queremos que outros desfrutem daquele produto como nós.
Porque cremos que aquele produto irá ajudar nossos amigos como nos
ajudou.
Porque se aquele produto mudar para melhor a vida daquele amigo, a
quem queremos tão bem, nossa satisfação será indizível.
Porque queremos ser associados com coisas e pessoas boas — isso reflete
bem em nossa imagem.
É por isso que sempre tem alguém recomendando o seu dentista, um modelo
de carro, ou um restaurante que seus amigos simplesmente “têm que”
experimentar.
Você deve investir nessas conexões ou “pontes”. Você precisa ter bons
amigos, bons contatos na escola e no trabalho, boas relações familiares e
aproveitar todas as oportunidades de causar uma boa impressão nas pessoas.
Lembre-se, “marketing é tudo o que você faz”.
Você está deixando impressões, boas ou ruins, por onde passa e em todos com quem interage, incluindo:
Pais, irmãos e parentes.
Vizinhos, funcionários de comércios onde você é cliente, frequentadores
dos lugares onde você é assíduo (ex: academia, igreja etc.).
Professores, colegas e funcionários da escola.
Patrão, colegas de trabalho, subordinados, supervisores, clientes e
fornecedores.
Seus contatos nas redes sociais, pessoas com quem você interage online e
estranhos que podem visualizar seu perfil e postagens.
Cada uma dessas pessoas tem pelo menos um pouco a falar de você, pois
observa instintivamente tudo o que você faz e assim julga que tipo de pessoa
você é, incluindo grandes e pequenas atitudes como:
Pontualidade - como você cumpre seus horários.
Prestatividade - disposição para ajudar.
Humor - agradável ou difícil.
Responsabilidade - como você cumpre seus deveres e promessas.
Honestidade - quão verdadeiro você é.
Nível de energia - se preguiçoso e devagar ou ativo e animado.
Capacidade de resolver problemas - sua inteligência e desenvoltura
diante dos desafios da vida.
Capacidade de aprender - humildes aprendizes evoluem rápido em
qualquer área da vida e todo mundo gosta deles.
Temperamento - o quanto você controla suas emoções.
Rastro virtual - tudo o que você posta e curte online e o que tudo isso diz
sobre você.
Comunicação - como você fala e ouve, como escreve, sua linguagem
corporal e até as roupas que veste comunicam algo sobre você.
Fazer acontecer - falar agrada, mas não convence. Sua habilidade de
viver o que prega, pegar algo para fazer e fazer bem feito.
Aparência - como você se cuida, asseio pessoal e zelo por sua beleza.
Estas são apenas algumas coisas que estão sendo observadas e medidas por
todos com quem interagimos a todo o tempo. E são estas coisas que “dão o
que falar” e suprem as pessoas com informações a nosso respeito. É o que
chamamos de “a fama” de alguém.
Quando as pessoas têm coisas boas para falar de você, elas sentem prazer
de recomendá-lo para outros — não apenas no sentido de negócios, mas
também para amizade e relacionamento. Pode verificar que todo “santo
casamenteiro” — alguém que foi o “cupido” que uniu duas pessoas — se sente
muito feliz e orgulhoso de fazer parte daquela história de amor.Todas as vezes que a Cristiane e eu apresentamos alguém para outro
alguém é porque temos total confiança na reputação de ambos. Isso nos dá
prazer, alegria de ser esta ponte. Quando casam então... a gente sai
celebrando! Isso é um serviço gratuito que a maioria das pessoas está
disposta a fazer pelo puro prazer de ajudar alguém a quem admira.
Mas como um amigo vai se sentir à vontade de apresentar alguém para você
ou vice-versa? Apenas sob uma condição: que você não irá fazê-lo passar
vergonha. Imagine a decepção do meu amigo se eu tivesse maltratado a
Cristiane. Ninguém apresenta uma pessoa para outra se não tiver total
confiança em seu caráter e reputação. Aí entra o marketing pessoal.
Cristiane
Eu me lembro de uma pessoa com quem trabalhei que queria encontrar
alguém para se casar. Conheci um rapaz muito bom e logo pensei nela,
mas em seguida pensei: “Não, eu não vou apresentá-la para ele porque ela
é tão instável, uma hora está bem, depois está mal, tem temperamento
forte... Depois eu é que vou ficar mal”. E a pessoa nem imagina… Ela está
se arrumando, indo à academia, ficando bonitona, ganhando dinheiro etc.,
mas não se dá conta de que a atitude, o comportamento dela, a maneira
como fala e o perfil do Facebook (a começar pela foto!) dão uma impressão
horrível. Tentei ajudar, mas ela não aceitou bem. O marketing dela sobre si
mesma me impediu de apresentar alguém para um potencial
relacionamento.
Assim como investe na carreira, trabalho e cuida do seu currículo (suas
qualidades, realizações etc.), também na vida amorosa você não pode ficar
parado. Imagine se ficasse parado esperando uma empresa achá-lo. Nunca
iria conseguir um emprego, por melhor profissional que fosse. Se age assim
na vida amorosa, ou melhor, não age, mas fica “esperando em Deus”,
dizendo que “Deus vai honrar”, você está equivocado. Deus nunca
prometeu trazer marido ou esposa para ninguém. Você tem de achar, ir
atrás. Esse ir atrás significa investir na sua vida amorosa como você investe
em sua carreira.
Quais mensagens tem enviado por meio de seu comportamento, roupas,
hábitos, amizades, postagens na Internet... coisas que falam a seu respeito
e talvez deponham contra você?
Você não pode deixar essa parte de sua vida a desejar, achar que
automaticamente as pessoas vão lhe apresentar alguém, que Deus vai
deixar tudo o que está fazendo para trazer alguém para você. Crie
conexões. Comece com as amizades. Deixe as ruins, pois não ajudam sua
reputação. Forme boas amizades, com pessoas sérias, de caráter. E invista
nelas. Um relacionamento normalmente nasce de uma amizade — ou com
o amigo ou alguém que o amigo lhe apresentou. Por isso é um bom nvestimento. Assim você estará promovendo a si mesmo. Aí sim, Deus
poderá honrar alguma coisa que você está fazendo.
Em resumo: sua reputação chega antes de você e fica por muito tempo
depois que você vai. Trabalhe nela. Qual a mensagem que está passando a
seu próprio respeito? O que está ajudando você ou atrapalhando? Corte o
que o atrapalha e invista no que o promove.
Tudo o que você é e faz é o seu marketing pessoal. Se você é uma pessoa
sem caráter, amarga, difícil de lidar, irresponsável etc., o que você acha que
as pessoas que o conhecem estão falando de você pelas costas? Elas estão
trabalhando para arranjar alguém para você? Ao contrário, provavelmente
estão dando conselho para que fiquem bem longe.
Talvez você esteja sendo seu pior inimigo e queimando suas pontes. Ignorar
o seu marketing pessoal é uma maneira certa de se isolar e fracassar nos
relacionamentos.
UMA REDE DE APOIO
Uma outra razão por que encontrar um parceiro que seus amigos e/ou
familiares aprovem é muito importante: você sempre terá o apoio daquelas
pessoas durante o relacionamento.
Um mito muito enganoso é que “se duas pessoas se amam, não importa o
que os outros pensam”. A princípio, isso soa perfeito e muito romântico. O
amor proibido entre duas pessoas cujas famílias não se aceitam, à la Romeu e
Julieta, é um enredo muito comum nas histórias de amor de filmes e novelas.
Isso leva muitos pombinhos na vida real a se imaginarem como protagonistas
de uma grande história de amor, onde ninguém entende nem aprova o amor
deles. Acham que a aprovação dos pais não é importante, o que os amigos
pensam não interessa, o que os líderes da igreja aconselham não se aplica a
eles e que todos são contra porque “não entendem o nosso amor” ou estão
“com inveja”.
Na verdade, o que os outros acham pode fazer grande diferença no sucesso
do seu relacionamento. Relacionamentos prosperam quando têm apoio
externo. Saber que você tem o apoio de uma rede de pessoas por trás de seu
relacionamento é crucial, além de facilitar muito sua vida social.
Em outras palavras, escolher o vilão que ninguém gosta é ótimo enredo para
a TV, mas uma péssima ideia para a sua vida amorosa.
Na prática, relacionamentos assim normalmente são fadados ao fracasso,
porque nenhum casal vive sozinho. Vocês têm famílias de origem, parentes e
amigos. Inevitavelmente, terão de lidar com eles. E se a maioria não consegue
engolir a sua escolha de parceiro, você acabará em um destes três cenários:1. Vocês terão horríveis experiências sociais toda vez que interagirem com
seus parentes e amigos.
2. O que é rejeitado terá de se empenhar e investir na conquista da admiração
dos familiares e amigos do parceiro, o que pode ser uma longa jornada sem
garantia de resultado positivo.
3. Se não conseguirem aceitação, vocês acabarão decidindo se isolar de todos,
o que nunca é bom, especialmente no caso de familiares.
Uma pesquisa nos EUA revelou (surpresa!) que a maioria dos casais se
conhece através de amigos, familiares, igreja, escola ou outra comunidade. E
apesar do crescimento da Internet como meio para encontrar pessoas, os
meios tradicionais ainda oferecem formas mais seguras e satisfatórias de
começar e manter relacionamentos felizes e duradouros. Não é difícil entender
o porquê.
Encontrar alguém de forma orgânica — através de conexões em comum —
tem maior chance de sucesso.
Um parceiro que é recomendado por amigos e familiares já vem com boas
referências de pessoas em quem você confia. E durante o relacionamento,
quando vocês tiverem problemas, em vez de ouvir conselhos do tipo “eu sabia
que vocês não iriam dar certo”, “eu nunca acreditei no relacionamento de
vocês” etc., você receberá apoio para resolver os problemas e continuarem
juntos.
Isso não significa que você precisará que todos seus amigos e familiares
aprovem sua escolha de parceiro. Sempre haverá alguém que não será um
grande fã dele. Isso não é um problema. Mas quando você tem muitos de seus
amigos e familiares contra o relacionamento e torcendo para não dar certo, o
desafio será muito grande. A mesma coisa se aplica ao parceiro que você
conheceu pela Internet — um completo estranho para todos em seus círculos
sociais.
Relacionamento amoroso com tudo para dar certo já traz em si suas
dificuldades naturais. Portanto, aqui vai uma regra de ouro para um namoro
blindado:
Quando escolher um parceiro para namorar e casar, escolha
alguém que aumente suas chances de sucesso, não o contrário.
DORMINDO COM O INIMIGO
Cristiane
Um detalhe importante do marketing pessoal é não falar mal de si mesmo.
Incrível como isso é tão óbvio e, ao mesmo tempo, tão comum.
Alex, um homem formado, bem-sucedido financeiramente, nos pediu conselho sobre sua vida de solteiro. Desde que começou a nos acompanhar
nos programas da Escola do Amor e participar de nossas palestras, além de
ler nossos livros, Alex mudou seus padrões sobre a vida amorosa. Mas ele
tinha uma dúvida que o incomodava: “Como saber se estou pronto para um
relacionamento?”.
Quando perguntamos de onde vinha aquela dúvida, ele começou a falar
de sua infância, de ter visto o seu pai trair sua mãe inúmeras vezes. E
apesar de ter decidido, desde então, a nunca trair, Alex tinha dúvidas se
era o bastante para fazer uma mulher feliz por “não ter tido uma referência
de pai”.
O que atrapalha muitos Alex por aí está ligado a essa opinião ruim que
têm de si mesmos. Alex tinha de mudar sua autoimagem e entender que o
fato de seu pai não ter sido referência de homem não o impede de se
tornar um homem de verdade.
Assim como um vendedor não fala mal do produto que vende, o solteiro
não deve falar nem pensar mal de si mesmo. O que ele deve fazer é
trabalhar nas suas fraquezas. Pare de contar a você mesmo uma história de
horror sobre sua vida. Seus pais o abandonaram, você nunca teve o carinho
de ninguém, é mãe solteira ou passou por vários casamentos frustrados? E
daí? O seu presente e futuro não precisam ser como seu passado! Mude a
história que você conta para si imediatamente.
Gosto do exemplo que o Renato sempre dá em nossas palestras sobre
recomeçar. Se nossa vida fosse um caderno e ele estivesse usado até a
metade, ainda assim teríamos páginas brancas da metade para frente para
usar. O seu hoje e os seus amanhãs são páginas em branco. Cabe a você
escrever nelas o que quer — decidir se vai continuar a história triste do
início do caderno ou se vai começar uma nova história.
Comece a focar nas suas qualidades e ao mesmo tempo corrigir seus
defeitos. Comece a olhar para si com bons olhos, fazendo um bom
marketing para si mesmo. É assim que alguém começa a se amar. E quem
se ama acaba atraindo o amor alheio, também.
O MARKETING PESSOAL NUNCA ACABA
Eu falo para a Cristiane de vez em quando, em tom de humor: “Você fez um
ótimo negócio em se casar comigo, hein? Ganhou sozinha na loteria...”. E ela
sempre responde: “Acho que quem ganhou mais foi você”.
Sim, nós sempre nos lembramos das qualidades um do outro. Afinal, a
concorrência é grande! É muito fácil o casal se esquecer das qualidades que os
atraíram e também de suas próprias qualidades individuais.
Por isso o marketing pessoal deve continuar durante todo o relacionamento.
É muito mais do que um lembrete carinhoso ou bem-humorado de suas qualidades ao parceiro. É você nunca se esquecer de que “tudo o que você faz”
é o seu marketing pessoal.
Mesmo durante o relacionamento você precisa continuar
conquistando a pessoa amada.
Os namorados precisam se conquistar para o noivado; os noivos precisam
eliminar dúvidas sobre sua decisão de se casar; e marido e mulher precisam
manter um ao outro feliz e satisfeito com vista no “até que a morte os
separe”. Deixar de cuidar do seu marketing pessoal dentro da relação é abrir
espaço para dúvidas e insatisfação.
Nunca tenha a outra pessoa por conquistada. E nunca deixe que ela faça isso
com você.
Aos solteiros: se o seu marketing pessoal for muito bom, você provavelmente
não precisará buscar alguém por muito tempo. Você será achado, disputado a
tapa. Mas nem sempre é assim. Às vezes, tem de ser mais proativo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
namoro blindado
Randommomento mais doloroso em nosso consultório CRISTIANE E EU JÁ PERDEMOS A CONTA de quantas vezes pensamos ao aconselhar casais em nosso consultório matrimonial: "Esses dois nunca deveriam ter se casado". É duro ver duas pessoas que nunca deveriam ter...
