Mentiras verdadeiras

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Nem tudo que digo,
Parecem ser verdades
Palavras me servem de abrigo,
Profecias, variedades...


Nem tudo se varia,
Com as falas transitórias,
Aspiro-me em cada dia,
E em noite aspiro glórias


Cabem meus olhos, mimos ,
Canções súbtil e sedutora,
Oh Deus que nunca vimos,
Teu rosto nos mostre agora!...

Trilho nas estradas da mentira,
E cubro-me ò campa,verdade,
Aspiro no que a morte aspira,
Quando escrevo em claridades...


Do silencio me supreendo,
E nas marés dos controversos,
Estive preso e escrevendo,
A solidão do meus versos...

                  
                  AURÉD ROSS

Primeiro CantoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora