Encostado ao caís moderno

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A barca poética, vai aquela
E quando nas encostas deste bravo mar,
Arrimados marinheiro:"- Soltem as velas!"
Vamos!arrima!(...) tantos temos de remar.

Vamos! Oh que pelo vento sem parar;
Furavamos a lés, quando vira noite bela;
Já passavam mil horas, inda por ventar
Nesta quase madrugada e sem estrelas.

Oh que vida! Passamos fome, era pouca;
E já não tinhamos mais águas de beber.
Assim nunca vi, oh Deus tantas cruzes

Neste caís, que nossa vida sem perder;
E de repente veio(...) tremeu a minha boca;
A outra barca, ajuda pedi, e não vi as luzes(...)

Auréd Ross

Primeiro CantoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora