Capítulo 42

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Antes do resgate...

Christine

O temor de que o Viriato volte e me agarre contra a minha vontade, de novo, é enorme.

Para vocês terem uma ideia: tentei dormir à noite, mas a lembrança das suas palavras, de suas mãos passeando pelo meu corpo, me fizeram ter pesadelo. Nele, o Viriato conseguia me imobilizar e, quando vinha pra me violentar, eu acordei. Desespera, ofegante e em prantos.

Parecia muito real!

Ainda bem que tudo não passou de um pesadelo horrível da minha mente, que ficou perturbada com o que poderia ter acontecido ontem à noite. E também pelo fato, de que o Viriato não voltou e nem quis dormir aqui. Provavelmente deve ter indo pra outro quarto.

Passei à madrugada em claro. Não conseguir pregar mais os meus olhos. Quando amanheceu, à porta foi aberta. O Viriato entrou trazendo meu café da manhã.

Ele me parece meio acuado. O que me deixa um pouco surpresa.

A tensão toma conta do meu corpo. Eu o encaro, esperando o que vem à seguir.

O Viriato é imprevisível. Nunca se sabe ao certo, qual será sua próxima atitude. Se vai ser boa ou ruim. É recomendável esperar por qualquer um dos dois, se tratando dele.

- Vejo que não tocou no seu jantar – fala, ao vê o prato que o seu segurança trouxe ontem, e que nem cheguei à tocar. – Te assustei tanto assim, meu amor? – tenta se aproximar de mim.

- Não chega perto – digo com medo, me alterando. – Por favor – encolho-me o quanto posso na cama.

Ele desiste, e coloca a bandeja que segura, em cima do mesinha ao lado da cama, sem tirar as coisas te cima da mesma.

- Não vou te machucar. Já disse! Não era a minha intenção te deixar deste jeito – faz um gesto com às mãos, apontando para mim.

Eu continuo calada. Não consigo ficar lhe encarando por muito tempo.

- Tenho algo pra lhe contar. Você vai gostar – isso chama minha atenção.
Ele põe às mãos nos bolsos da calça. Parece nervoso.

- Qual á novidade da vez? – indago, tentando não demostrar interesse.

- A Karina foi embora, hoje cedo. Mandei ela pra longe.

- Hum – murmuro apenas.

No entanto, tenho que admitir que, não ter a Karina aqui pra me encher o saco, é ótimo. Já basta a situação na qual me encontro.

- Pensei que iria ficar feliz.

- E fiquei. Porém olha onde estou – volto a olhá-lo. – E contra minha vontade. Não tem como demostrar felicidade em minha condição. Continuo sendo sua prisioneira.

- Eu te desejo muito, caramba. Como nunca desejei ninguém igual. Não posso perdê-la.

- Se não quer me machucar de verdade, como disse à pouco, então porquê insiste em me deixar aqui trancada? Deixe-me ir Viriato. Você já me perdeu faz tempo, e ainda não percebeu.

Ato do Amor - Livro 3Histórias para pegar e não largar. Descubra agora