Irmão adotivo

3.6K 403 271
                                        

Em outra checagem, o médico olhou os papeis e máquina que registrava os batimentos. Ficou preocupado com o coração batendo cada vez mais devagar com o passar dos dias, aplicou adrenalina no homem e esperou sentado em uma poltrona ao lado que ele acordasse. Depois de um tempo, o homem deitado se espreguiçou. Após um momento de silêncio para organizar as ideias, iniciou a perguntas.

— E então? Como estão as coisas? — perguntou ao médico de bigode que ainda estava sentado.

— No momento, tudo bem. Aconteceram alguns imprevistos, mas estamos tentado resolver. — O medico disse se levantando e checando os olhos do paciente.

— Que imprevisto?

— Uma garota chamada Jirou acabou escutando demais. Tentamos eliminar ela, mas a garota sapo se enfiou no meio. — O velho de bigode disse e se afastou para sua própria segurança.

— O que?! E mataram ela?! — Perguntou ríspido e autoritário. O ar ao redor do homem pareceu tremer.

— A menina sapo morreu ao ajudar Jirou a fugir. — Respondeu meio temeroso.

— Já se livraram da Jirou? — Perguntou levantando uma sobrancelha, sua voz soava ameaçadora.

— Não... a garota foi salva pela outra companheira e por alguns heróis. Ela esta desacordada no hospit- — o médico começou a falar mais parou ao ouvir explosões de energia. Aparentemente ele estava soltando inconscientemente descarga de alguma das milhares individualidade sem querer.

— Inúteis! Se ela contar que Izuku esta do nosso lado, nossos planos vão para o lixo. — O homem ficou furioso, querendo se levantar da cama.

— Senhor All For One, se acalme. Já mandei Dabi para finalizar o serviço, logo ele entrará em contato com boas notícias. — O medico empurrou o homem novamente na cama e aplicou um remédio nele.

— Humpf, quando eu acordar quero boa notícias. Se não tiver, quero a cabeça de quem falhou na missão. — All For One se encostou na cama e apagou.

— O controle do seu poder está piorando. Precisamos da criança rápido, ou o senhor não durará muito tempo. — O médico murmurou preocupado.

...

Midoriya estava sentado na chão da jardim, esperando mais um dia pela visita do seu irmão adotivo. Fazia muito tempo que ninguém aparecia, nenhuma visita, nenhuma mensagem, nada. No começo ficou tão preocupado e tenso que nem dormia direto, mas com o passar dos dias a tensão abaixou. Era ate uma boa notícia tirar férias de todos aquele demônios. Mas, a falsa paz não durou muito tempo.

— Finalmente nos reencontramos, meu belíssimo Izu. — Tomura se aproximou e murmurou com um sorriso estranho no rosto.

— Faz quase 3 semanas desde a última vez, o que aconteceu? — Midoriya se levantou do chão e perguntou preocupado. Depois do beijo com Bakugou o contato com o mundo exterior foi cortado e Tomura parou de aparecer.

— Primeiramente... — Tomura sorriu, se aproximou, puxou Midoriya pela cintura e juntou seus lábios. Midoriya segurou forte na camisa do homem, se contendo para não vomitar de nojo. Ao se separarem, Tomura sorriu satisfeito — faz tanto tempo. — Murmurou meio triste.

— O que aconteceu? — repetiu a pergunta se forçando a não limpar a boca, Tomura odiava quando fazia isso.

— Nada demais. Achamos melhor que vocês ficassem no escuro. Sabe, pai está bem ansioso para levantar daquela cama. Você sabe que quanto mais a encomenda demorar, mais bravo nosso pai fica. — Ele avisou, reclamando do atraso dos planos.

— É suspeito demais pedir coisas agora. — Midoriya apertou os punhos se segurando para não explodir de raiva.

— Oh? Continuaremos a matar um por semana, até a entrega. Se eu fosse você me apressaria, já temos sua mãe e seu mestre como reféns. E não se esqueça do pai do seu amado Kacchan. — Ameaçou com a voz rouca.

— Filho da puta. — Murmurou Midoriya cerrando os dentes furioso.

— Ora, não fale assim. —  Tomura riu de leve, se aproximou e depositou um selinho nos lábios de Izuku.

— Você prometeu deixar minha mãe e All Might em paz. —  Falou segurando as lágrimas nos olhos na base do ódio.

— Não faça essa carinha... eu gosto de choro apenas na hora do sexo. — Tomura segurou o queixo de Midoriya com força e deu outro beijo nele. O garoto nem escondeu o nojo que sentia ao ter sua boca invadida pela língua alheia, mas Shigaraki parecia acostumado com aquilo e continuou. Quando se separou, tranquilizou — É apenas por precaução.

— Eu prometo não atrasar muito e colaborar com você. Mas mantenha eles seguros. — Midoriya pediu sorrindo. Era obviamente forçado, mas pareceu fazer efeito no irmão adotivo.

— Você só precisa dar algo ao pai que ele não fará nada na hora da raiva. — Shigaraki sorriu satisfeito e deixou Midoriya se afastar.

— Eu fiz algo. — Anunciou Izuku, correu ate a casa e quando voltou carregava uma bolsa que aparentava pesada.

— Informações? — Perguntou curioso. Ao abrir a mochila encontrou vários livros dentro, feitos por Midoriya.

— Me prometa que não vai machucar ninguém. — Pediu novamente.

— Ok. Você está bem mais doce e comportado hoje, eu gostei. — Tomura apertou a bunda de Midoriya antes de fechar a bolsa e colocar nas costas.

— Agora você volta, antes que alguém acorde. — Pediu Midoriya. Tomura o olhou por alguns segundos, se virou e caminhou até a saída. Não deixou a oportunidade escapar e ameaçou antes de sumir na escuridão:

— Se me trair com o loirinho explosivo, matarei todos que ama. Até a próxima, querido.

Não me deixeHistórias para pegar e não largar. Descubra agora