Quando acordou, Midoriya ficou com muita preguiça de levantar. Do lado de fora, chovia e o frio o incomodava. Como rotina, suspirou deprimido e foi se banhar. Hoje vai visitar Eri, e provavelmente seu tempo na cidade estava perto do fim. Não contaria isso a Bakugou, mas queria aproveitar ao máximo enquanto pudesse ficar ao lado dele.
Pouco tempo depois, Mirio bateu em sua porta, estava na hora de ir. Despediu-se dos amigos e entrou no carro, Mirio parecia muito entusiasmado.
— Eri tem treinado em segredo. — avisou sorrindo — Ela ainda não consegue controlar o poder, mas todos os dias tenta.
— Fazem dois anos que não a vejo. — Midoriya suspirou — Espero que ela ainda lembre de mim.
Mirio gargalhou, era obvio que ela não esqueceria de alguém como Midoriya.
Aos poucos, Mirio foi se afastado da cidade. Uma floresta estava bem a frente deles e, para a surpresa de Izuku, era o caminho que traçavam. A viagem durou uma hora, mais ou menos. Eles chegaram em uma vila pequena, os moradores eram todos um pouco tímidos, se escondendo ao ver o carro.
— São pessoas que precisam de proteção. — avisou — É um lugar calmo, ninguém nunca vem aqui.
Mirio entrou em uma pequena estrada e parou na frente de uma das maiores casas do lugar, automaticamente uma garotinha saiu correndo do portão. A menina congelou ao ver Midoriya saindo do carro, ela olhou cada passo que ele dava com muito choque.
— Deku? — Chamou incerta, Midoriya parecia mais velho e um pouco deprimido.
— Eri. — Midoriya sorriu — Você cresceu, olha só para você.
— Deku... — Eri cobriu a boca com a mão e deu um gritinho baixo — Me disseram que você morreu!
— Que?! — Midoriya ficou espantado.
Mirio se aproximou e pegou a menina no colo, ela ainda permaneceu congelada olhando Midoriya.
— Foi Aizawa quem disse, e não importava o quanto eu desmentisse, essa piralha nunca acreditou. — Mirio balançou a menina nos braços, que olhava admirada para Midoriya.
Como se fosse um bebê de colo, ela esticou os dois braços a Midoriya. O garoto riu e a puxou para um abraço, Eri parecia tão chocada e aliviada que começou a chorar.
— Eu disse que ele estava vivo. — Mirio gargalhou.
Na casa, um casal de empregados serviram os dois heróis. Aparentemente, Eri veio morar nesse lugar após a fuga de all for one, a um ano atrás. Ela tem estudado em casa e sendo vigiada por alguns empregados, Mirio morava na cidade com os dois amigos para poder ficar de olho nela.
A garota não saiu dos braços de Midoriya, e nem parecia ter essa vontade. Ela contava sua vida, questionava o sumiço, xingava Aizawa e gargalhava ao receber estímulos de cócegas. Os empregados ficaram o tempo todo olhando, como se estivessem com medo de Izuku fazer algo. Eram bons responsáveis.
...
Endeavor chegou na agência e foi diretamente a sua sala. Nem se sentou em sua cadeira quando viu Shoto aparecer, furioso.
— Você vai me dizer o que está acontecendo. — exigiu mostrando uma de suas das raras expressões de ódio.
— Não posso. — Endeavor respondeu indiferente, eram ordens dos próprios governadores, realmente não podia falar nada.
— Não pode?! — Todoroki se aproximou e bateu com punho na mesa — Uraraka cai magicamente do céu e esta no hospital, Tsuyu morreu e Jirou está desacordada, Midoriya e companhia sumiram... e você não pode?! — questionou se remoendo de ódio.
— Escute... — Endeavor colocou uma mão na cabeça, estava exausto — foi culpa nossa, um plano que deu errado.
— isso envolve o desaparecimento de dois anos de Midoriya, não é? — amenizou de leve sua voz ao ver Enji franzir a testa, não queria deixar o pai ainda mais sobrecarregado.
— Sim. — confessou — Se tivéssemos falado com All Might, ele negaria o plano e talvez tudo isso pudesse ser evitado. — comentou arrependido.
— Qual era o plano? — perguntou se sentando, agora muito mais calmo.
— Não posso dizer. — Enji suspirou — Mas saiba, o garoto deve ter vivido o inferno.
Todoroki sentiu um arrepio na espinha.
— Podemos fazer algo? — Questionou.
— O menino passou por um interrogatório extenso, mas nem eu, o herói número um, consigo ter acesso a ele. A avaliação psicológica o considerou mentalmente incapaz de continuar a missão e ele foi reintegrado a escola, na intensão de fazer com que se recuperasse em um ambiente familiar. — Enji fez uma careta de nojo — Também vi os exames do seu estado físico, não consegui nenhuma foto mais me da medo e nojo apenas pela descrição.
Shoto permaneceu em silêncio. Endeavor sabia de seus sentimentos pelo garoto, então o poupou de ter que escutar mais.
— Filho. — Enji olhou para as próprias mãos — É minha culpa. Não posso mudar o que aconteceu... — fechou as mãos em um punho — mas farei o que estiver ao meu alcance para encontrar os culpados e puni-los.
...
Shinsou corria por sua vida.
A algum tempo se juntou a academia de heróis, e hoje foi visto como um alvo. Diferente de sua turma, não foi mandado para nenhuma cidade. Isso aconteceu por já estar em uma missão, e não poderia abandonar ela. O herói Kamui pediu especificamente sua ajuda para uma missão de espionagem, sua individualidade ajudaria muito a recolher informação.
O local em que passou os últimos meses foi um pequena cidade cercada de florestas, e no meio de umas delas, um acampamento cercado de vilões se escondia. Eles eram em suas grande maioria pessoas “normais” que traficavam crianças com poderes especiais a um grupo de outros vilões. Queriam saber quem eram eles, e tentar recuperar as criancinhas.
O que não esperava, era que em uma dessas missões um portal se abriria e um homem o atacaria diretamente. O herói profissional foi segurado no local por dois vilões e ele estava sendo perseguido por outros dois. Shinsou nunca foi alguém lerdo, já sabia que estavam aqui por sua individualidade ser inconveniente para o lado inimigo.
No desespero, saiu correndo do local em que estava e se enfiou na floresta. Passava em grande velocidade pelos galhos, usando sua fita para se pendurar nas árvores e de esconder. Precisava dar um jeito de despistar esses homens e retornar inteiro, se estavam atrás dele, especificamente, queria resistir e ajudar os heróis o máximo que pudesse.
Para sua surpresa, ouviu o barulho de corvos acima de sua cabeça. Os pássaros começaram a se comportar de maneira bizarra e a voar em forma de linha, como se mostrasse o caminho correto. Shinsou não hesitou em seguir, sabia que isso era feito por koda. Não demorou muito e ouviu, para sua supressa, o barulho de um urso. Aparentemente, o colega estava usando o máximo de seu poder para ajudar. Ficou imediatamente aliviado, Shinsou estava a tanto tempo espiando os vilões que não tinha percebido que os colegas estavam por perto.
Quando os corvos pararam de mostrar o caminho, viu o rosto tímido e bondoso de Koda. O menino o olhou da cabeça aos pés para ter certeza que estava tudo bem, então o pegou pelo braço e guiou ate um local afastado.
— Siga as formigas. — apontou para os insetos no qual não gostava muito — Os outros estão lá, peça por ajuda, eu vou ficar e segurar eles.
— Koda, cuidado. — Shinsou pediu, então acelerou em retirada. Sua especialidade era combate corpo a corpo, e lutar contra dois era ruim. Koda conseguia despistar, assustar e confundir eles com animal na floresta. O menino estava em completa vantagem nesse cenário, então não ficou tão preocupado.
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Não me deixe
Fiksi PenggemarDepois de se declarar a bakugou, midoriya sumiu, ninguem sabia nada sobre seu paradeiro. Dois anos depois, ele aparece. Volta a estudar com seus colegas, tudo de volta ao normal. Mas... aquele sorriso não parece um pouco diferente? Bakudeku
