O dilema da ressaca e de ser ignorado.

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Jeongguk estava em um dilema. Ele não sabia se dizia para Taehyung parar de brincadeira e o levar para casa, ou se dizia para Taehyung parar de brincadeira e beijar logo sua boca.

Enquanto ele olhava para o garoto ao seu lado, que olhava para si com uma sobrancelha arqueada, podia sentir todos os sentidos de seu corpo aguçados.

Queria ser beijado por ele. Queria que ele o beijasse, queria que Taehyung olhasse para si da mesma forma que ele olhava para o Kim; com desejo, com vontade de o ter da melhor forma possível.

Na verdade, nesse momento, o Jeongguk acha que está viajando por estar pensando em uma coisa dessas, sendo que não pensava muito quando estava com a cabeça sã. Poderia colocar culpa na bebida por estar pensando nisso e depois não se sentiria tão culpado.

Taehyung havia o perguntado algo, mas ele não estava com a cabeça no lugar para responder o mais velho que ainda o olhava esperando uma resposta concreta do que Jeongguk queria.

— Você vai me responder, ou vai ficar apenas me olhando? — Taehyung perguntou, com seu tom de voz forte fazendo Jeongguk encolher os ombros pelo pequeno arrepio que isso o causou. — Pode me dizer o que você quer.

Jeon olhou para suas mãos em um momento rápido e pensou se realmente deveria falar o que estava na ponta da sua língua.

Com uma coragem absurda que surgiu no seu interior, a mistura da bebida e falta de vergonha na cara resultou em algo totalmente  forte e Jeongguk voltou seu olhar para Taehyung, que agora tinha um sorriso sacana nos lábios como se já soubesse o que ia vir.

— Eu quero que você me beije, Taehyung. — respondeu decidido, cheio de si, torcendo para Taehyung não achar estranho o pedido e fazê-lo de uma vez.

— Só estava esperando você pedir. — Taehyung falou, levando sua mão até a nuca de Jeongguk e o puxou para perto, enquanto se inclinava também.

Com a proximidade dos dois ambos conseguiam sentir a respiração próxima e a vontade de se beijarem aumentar a cada encarada que lançavam um para o outro.

Os corações acelerados, os desejos aguçados, a vontade de se beijarem. Vontade de ter as bocas se encostando em um ato totalmente normal entre os seres humanos, o ato de fazer as línguas dançarem juntas em uma melodia lenta e ritmada.

Era essa a vontade de ambos. Era ter um ao outro da melhor forma possível. Jeongguk poderia dizer que estava totalmente feliz por Taehyung querer a mesma coisa que si. Querer o beijar assim como ele queria beijar Taehyung.

Eles não poderiam descrever a sensação que tiveram quando os lábios se encontraram calmamente em um selinho tímido de início; mas um selinho que logo tomou forma e se transformou em algo selvagem.

Era como os opostos.

Quando a água encontra o fogo, quando o gelo encontra a terra, ou até mesmo quando frio encontra as nuvens quentes que são capazes de irritar a natureza.

Um turbilhão de sensações passavam por seus corpos e todas poderiam ser explicadas com metáforas.

Taehyung era quente, como o verão. Jeongguk era frio, como o inverno. Mesmo ambos sendo o oposto, eles se completavam de uma maneira incrível.

Enquanto as mãos estavam depositadas nas nucas um do outro e as línguas se mexiam em uma sincronia incrível, eles podiam dizer que estavam felizes e bem completos.

Como se essa sensação nunca fosse passar, eles continuavam a se beijar.

Eles só se beijavam. Não ousaram seguir para outro caminho, apenas ficaram nisso, aproveitando da boca um do outro. Uma mistura de sentimentos, de sensações e desejos.

Efeito BorboletaOnde histórias criam vida. Descubra agora