Esperar vale a pena • 05

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POV DULCE

Chegou a hora de ir a um dos maiores salões de festas do condomínio. É lá que tudo acontece. Gente rica, famosa, pronta para se divertir sem medo dos paparazzi — pelo menos é o que imagino. Os vizinhos parecem prezar pela discrição, e muitos até gostam dessa adrenalina.

Assim que chegamos, Maite e Fernanda correm para o banheiro retocar a maquiagem e comentar sobre um homem que avistaram de longe. Eu e Anahí ficamos conversando com Michael. A música estava alta, o salão já lotado, e muitos pareciam um pouco alterados. Meu pensamento, no entanto, só estava em encontrar Ucker. Disfarçadamente, comecei a andar pelo salão.

E então o avistei. O fôlego me faltou. Ele estava incrivelmente maravilhoso, rindo ao lado de Diego. Rapidamente, Diego percebeu minha presença e me encarou de cima a baixo. Ao notar o interesse do amigo, Christopher se virou e nossos olhares se encontraram. Os dois pareciam se divertir me deixando sem graça. Apesar do álcool correndo em minhas veias, senti o rosto corar. Agradeci às luzes baixas e à penumbra que disfarçavam minha vermelhidão.

Diego, com seu jeito galanteador, logo se aproximou.

Diego: — Oi, moça bonita. Você é a nova moradora do condomínio, não é?
Ele sorriu e beijou minha mão como um cavalheiro. Mas eu podia jurar que, por trás disso, havia o típico conquistador que sabe exatamente como lidar com mulheres.

Christopher: — Ei, cara, você está deixando ela sem graça.
Seu olhar pousou em mim, e senti meu coração acelerar.

Dulce: — Sim, sou eu mesma...
Sorri sem jeito, mantendo os olhos fixos em Ucker. Era a primeira vez que eu o via tão de perto.

Nos apresentamos e percebi minhas mãos suando com a proximidade dele.

Christopher: — Já tinha te visto algumas vezes. Prazer, Christopher Von Uckermann.
Ele sorriu novamente, daquele jeito que me desmontava.

Dulce: — Prazer, Christopher. Eu sou Dulce Maria.
Na minha mente, pensei em outro tipo de prazer, mas engoli as palavras. Olhei em seus olhos outra vez e vi algo ali, talvez interesse... ou quem sabe fosse apenas imaginação minha. Christopher era sempre reservado, até um pouco tímido.

Foi então que minhas amigas chegaram. Elas se encantaram com a presença dos dois e, sem graça, pedi licença e fui ao banheiro.

Anahí: — O que foi aquilo? Que homens, Dul! Eu adorei o jeito que o Christopher olhou pra você. Ele consegue estar ainda mais bonito do que anos atrás.
Dulce: — Nem me fale, quase passei mal ali. Foi difícil me conter. — encostei-me à parede, respirando fundo.
Fernanda: — Ah, mas você vai ter que pegar ele... Se não, a gente pega! — cruzou os braços, divertida.
Dulce: — Não é assim... O que ele iria querer comigo? Ele mal me conhece.
Anahí: — O que ele iria querer? Tudo, amiga! Ele quase te devorou com os olhos. — disse arregalando os olhos azuis.
Dulce: — Tá, talvez ele me ache bonita. Mas isso não basta. Esqueçam! Não tem como rolar nada. — falei, ajeitando os cabelos.
Maite: — Dul, deixa rolar. Vocês são vizinhos agora. Se tiver que ser, vai ser. — acariciou meu braço.
Fernanda: — Agora chega de drama! Vamos curtir!

Saímos do banheiro juntas. Ainda abalada, corri para a área das bebidas e pedi um drink. Eu não gostava de beber, mas naquele momento parecia necessário. Pouco depois, já estava "felizinha". Talvez por isso não estranhei quando Diego voltou a se aproximar, agora com Christopher ao lado. Ambos bebiam. Ucker não estava bêbado, mas claramente mais solto.

Diego começou a dançar perto de mim, e logo Anahí e as meninas chegaram também. A música ficou mais agitada, e eu me soltei ainda mais. Meu olhar se fixava em Christopher, e o dele em mim. A essa altura, não havia como disfarçar minha atração.

Enquanto dançava, flashes do passado me invadiram: todas as vezes que imaginei estar ao lado dele, os shows, as fotos que eu guardava. Sem pensar muito, o puxei pelo pescoço e o beijei. Foi intenso, quente, arrebatador. Ele correspondeu com a mesma fome, suas mãos firmes em minhas costas, o corpo colado ao meu.

Quando finalmente percebi o que havia feito, me afastei assustada e saí quase paralisada. Minhas amigas me seguiram discretamente, enquanto Ucker permanecia parado, confuso.

Do lado de fora, sentei-me em um banco.

Maite: — Amiga, o que foi aquilo? Que beijão!
Dulce: — Eu não sei... quando percebi, já estava agarrando ele. Acho que a bebida me encorajou. — falei, ainda sem acreditar.
Anahí: — Ah, eu sei sim o que foi... Tesão! — disse rindo alto. — Eu não te julgo, amiga. No seu lugar, faria o mesmo!

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(REVISÃO) O Amor e o Destino | Vondy Histórias para pegar e não largar. Descubra agora